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por Estadão Roger Abdelmassih foi preso
em agosto de
2014.
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O Tribunal de Justiça da Paraíba
(TJ-PB) condenou, nesta quarta-feira, 5, o ex-médico Roger Abdelmassih e a
Clínica de Andrologia São Paulo Ltda a pagar R$ 1 milhão de indenização a um
casal por abuso sexual durante um procedimento de fertilização in vitro.
Segundo o processo, a vítima
procurou Abdelmassih em 2006 para realização da fertilização in vitro. De
acordo com informações do TJ-PB, na segunda consulta médica a mulher foi levada
a uma sala de cirurgia, desacompanhada, para a retirada do óvulo e, depois, a
uma sala de recuperação, onde, segundo o processo, Abdelmassih teria determinado
que os funcionários saíssem e praticado abusos sexuais.
Segundo a vítima, o abuso não foi
denunciado naquele momento por causa da reputação de Abdelmassih e da ausência
de provas. Além disso, havia a possibilidade de existirem embriões do casal em
poder da clínica onde o procedimento foi realizado.
Após a terceira consulta, no
entanto, o casal procurou o médico que tinha feito o primeiro atendimento. “A
informação era de que a clínica havia implantado cinco óvulos. Contudo, foi
constatado que não havia nenhum óvulo ou embrião. Dessa forma, não havia
possibilidade de gravidez e nenhuma garantia da realização da inseminação e do
implante na forma contratada”, alegou a vítima, segundo publicação do TJ-PB.
O juiz José Ferreira Ramos, da 10ª
Vara Cível de João Pessoa, decidiu acolher o pedido por danos morais por causa
da comprovada existência do abuso sexual. “Os danos morais, nessas
circunstâncias, são inerentes ao abuso sexual que o médico perpetrou contra a
paciente, valendo-se da sua presumível inexperiência e confiança própria da
relação profissional estabelecida”, explicou, em sua decisão.
Tremembé
O ex-médico cumpre pena no
Presídio de Tremembé, no interior paulista, e divide o espaço com “detentos
famosos”, como Alexandre Nardoni e o ex-promotor Igor Ferreira. Apesar da
sentença de 181 anos de prisão, por lei só ficará preso por 30 anos.
Abdelmassih foi preso em agosto de
2014, após três anos foragido. Ele, a mulher e os dois filhos pequenos estavam
morando no Paraguai, em uma casa de alto padrão.
Na época, a polícia apurou que
Abdelmassih recebia ajuda financeira de amigos e usava disfarces e documentos
falsos. O que chamou a atenção dos policiais é que ele fazia sessões de terapia
com um psicólogo de São Paulo por telefone.

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