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Pedro Paulo
foi acusado de agredir a ex-mulher Alexandra
(Banco de
imagens)
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Nem a máquina pública da
prefeitura, os 25% de aprovação de Paes e o maior tempo de propaganda na TV
garantiram Pedro Paulo no 2º turno
As acusações de violência
doméstica contra o candidato do PMDB à prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro
Paulo, e a crise econômica do governo do estado foram decisivas para derrota do
partido na capital fluminense, após dois mandatos consecutivos de Eduardo Paes,
segundo avaliações de cientistas políticos.
De acordo com os analistas, a máquina
pública da prefeitura, a capilaridade do PMDB na cidade, os cerca de 25% de
aprovação de Paes e o maior tempo de propaganda na televisão não foram
suficientes para garantir ao PMDB um lugar no segundo turno, que será definido
entre Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL).
A cientista política e professora
da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Luciana Veiga
disse que a escolha do candidato do PMDB não foi acertada e que o desgaste
político do partido por causa da crise econômica do governo estadual, também
administrado pela legenda, contribuiu para o fracasso nas urnas ontem. “A crise
do estado perpassa a vida do carioca de maneira geral e afeta a qualidade de
vida na cidade. Isso acaba repercutindo no humor do eleitor em relação à
política e afetando a prefeitura”, analisou.
A cientista política destacou que
Pedro Paulo, que ficou em terceiro lugar, com 16,1% dos votos válidos, foi o
candidato que mais cresceu ao longo da campanha, graças a sua maior exposição
na TV. “Quando começou o horário eleitoral, Pedro Paulo tinha 5% da intenção de
votos e cresceu 11 pontos. O Freixo [Marcelo] cresceu sete pontos. Mas a
questão da agressão foi um impeditivo para que ele crescesse. Muitos dos
eleitores do [Carlos] Osório ou do Índio [da Costa] não estavam fechados para o
PMDB, mas sim para o candidato Pedro Paulo”, comparou.
Pedro Paulo teve três minutos e
meio de propaganda gratuita na TV. Crivella e Freixo, que chegaram ao segundo
turno, tiveram um minuto e 11 segundos e 11 segundos, respectivamente.
Rejeição
Para o cientista político Ricardo
Ismael, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PUC-Rio), o caso de suposta agressão envolvendo a ex-mulher de Pedro Paulo
tornou-se um fantasma durante toda a campanha.
“A taxa de rejeição dele era muito alta e
estava diretamente associada à questão da ex-mulher. Mesmo que ele fosse para o
segundo turno, seria muito difícil ganhar. Outro aspecto foi a falta de
articulação do PMDB com outros partidos do mesmo campo ideológico. Essa
fragmentação acabou favorecendo o candidato Freixo,” comentou.
“O problema do PMDB no estado
também teve repercussão negativa na campanha e outro problema foi o fato de a
campanha do Pedro Paulo se descolar do prefeito Eduardo Paes, que tinha uns 25%
de avaliação de ótima e boa, o que seria suficiente para levar o candidato ao
segundo turno.”
Pelo Facebook, o prefeito Eduardo
Paes comentou hoje o resultado das eleições e reafirmou sua convicção de
que Pedro Paulo era o candidato “mais preparado para dar continuidade ao ciclo
de avanços e transformações que a cidade viveu nos últimos oito anos”.
“Quero reafirmar meu compromisso
de continuar trabalhando muito ao longo dos próximos três meses, até o dia 31
de dezembro, para seguir transformando a vida dos moradores da cidade, em
especial daqueles que mais precisam, e entregar um Rio cada vez melhor ao meu
sucessor”, escreveu o prefeito na rede social.
AGÊNCIA BRASIL

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