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Marcos
Valério, operador do Mensalão, chega ao aeroporto de Confins
antes de ser
levado à penitenciária Nelson Hungria, em Contagem
- 28/05/2014
(Samuel Costa/Jornal Hoje em Dia/Estadão Conteúdo)
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Condenado a 38 anos de prisão no
mensalão, publicitário confirmou ao juiz Sergio Moro a chantagem do empresário
Ronan Maria Pinto ao ex-presidente Lula
Ao final do depoimento que
prestou nesta segunda-feira na ação penal em que é réu na Operação Lava Jato, o
publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza disse diante do juiz federal
Sergio Moro que está em processo de delação premiada com o Ministério Público
de Minas Gerais. A delação do publicitário está sendo conduzida pelos
procuradores Eduardo Nepomuceno, Eduardo Barbabela e João Medeiros. O acordo
trata do mensalão mineiro, esquema de corrupção que funcionou durante o governo
do tucano Eduardo Azeredo, entre 1995 e 1999.
Marcos Valério pediu a Moro para
se dirigir ao procurador Diogo Castor de Mattos, que integra a Força-Tarefa da
Lava Jato, e afirmou estar “num processo em Belo Horizonte em que três
procuradores estão conversando, são pessoas sérias, e estamos em processo de
delação. Quero deixar claro para o Ministério Público que o que precisar e o
senhor achar que somos úteis, estamos dispostos a sentar e conversar”.
Condenado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) a 38 anos de prisão por ser o operador financeiro do mensalão,
Valério narrou ao juiz responsável pela Lava Jato o que sabe sobre a operação
petista para comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava
envolver o ex-presidente Lula no assassinato do ex-prefeito de Santo André
Celso Daniel.
Ao ser perguntado por Castor de
Mattos sobre o dinheiro pago a Ronan mediante a chantagem, Valério se virou
para Moro, confirmou que tomou conhecimento do suborno, mas não quis entrar
detalhes, dizendo temer pela sua vida.
Na esteira de sua condenação pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012, por envolvimento no mensalão, Marcos
Valério prestou um depoimento ao Ministério Público Federal ainda naquele ano e
citou o caso do assassinato de Celso Daniel. Como revelou VEJA, diante da
condenação a mais de 40 anos de cadeia, Valério indicou ao STF seu desejo de
prestar novas declarações sobre o esquema. Um acordo de delação com este tema,
contudo, nunca chegou a ser firmado.
Veja.com

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