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Justiça usou
grampos para investigar ex-presidente
Nicolas
Sarkozy em 2013 (Foto: Lionel Bonaventure/AFP)
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Situação pode prejudicar as
aspirações de Sarkozy de voltar à presidência. Ele é processado por ter
realizado gastos adicionais em sua campanha.
O ex-presidente francês Nicolas
Sarkozy, candidato à eleição presidencial de 2017, pode enfrentar um julgamento
por suposto financiamento ilegal da campanha de 2012, afirmaram fontes próximas
à investigação.
"A Promotoria pede que todos
os processados neste caso sejam submetidos a julgamento", declarou uma
fonte. A demanda da Promotoria precisa ser analisada pelos juízes de instrução.
A situação pode prejudicar as
aspirações de Sarkozy de voltar à presidência.
O ex-chefe de Estado (2007-2012)
participará nas primárias da oposição de direita (20 e 27 de novembro) que
devem designar o candidato à presidência para a eleição de 2017.
A Promotoria pede que Sarkozy seja
julgado por "ter superado o limite dos gastos eleitorais" e por ter
incluído em sua conta de campanha de 2012 "elementos contábeis
voluntariamente desvalorizados".
A investigação está concentrada em
um amplo sistema de notas fiscais falsas para dissimular o enorme excedente de
18,5 milhões de euros do limite dos gastos autorizados para a campanha, fixado
em 22,5 milhões de euros.
A Promotoria solicitou a acusação
de outras 13 pessoas - incluindo dirigentes do UMP, partido na época de
Sarkozy, ou diretores de empresas de comunicação - envolvidas no caso, por
delitos de falsidade, abuso de confiança, fraude ou financiamento ilegal. O
partido UMP agora se chama Os Republicanos.
Sarkozy não foi processado por ter
conhecimento da fraude, mas por ter realizado gastos adicionais em sua campanha
quando não poderia ignorar que o orçamento superaria a "linha
vermelha" do limite autorizado.
O ex-presidente nega que as contas
de sua campanha tenham superado o limite autorizado.
Da France Presse

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