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Atletas nos
Jogos de Roma em 1960, quando competições para deficientes
foram incorporadas (Foto: Press Association
Images/BBC)
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Ele promoveu as primeiras
competições públicas para deficientes na abertura dos Jogos de Londres, em
1948.
Um médico judeu que escapou da
Alemanha nazista está na origem das Paralimpíadas, evento que começou nesta
quarta-feira (7) no Rio de Janeiro.
Ludwig Guttmann ajudou a fundar e
comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna no hospital de Stoke
Mandeville, na Grã-Bretanha. Lá, muitos dos pacientes eram ex-combatentes de
guerra e Ludwig usou o esporte para mudar suas vidas.
"Nós começamos com
ex-soldados, ainda durante a guerra, primeiro com jogos simples, como dardo,
sinuca e uma espécie de boliche. Aí vi como aqueles homens reagiam, não apenas
fisicamente, mas psicologicamente", disse o alemão naturalizado britânico
em imagens de arquivo da BBC. Ele morreu em 1980.
Guttmann promoveu as primeiras
competições públicas para deficientes na abertura dos Jogos Olímpicos de
Londres de 1948.
Nos anos 60, essas práticas foram
incorporadas aos Jogos Olímpicos. Nasciam, assim, as Paralimpíadas.
'Severo' e carinhoso
O tenista de mesa Philip Lewis, que participou das Paralimpíadas de 1962, disse à BBC que Ludwig era "um tanto severo com sua equipe e com os paraplégicos".
O tenista de mesa Philip Lewis, que participou das Paralimpíadas de 1962, disse à BBC que Ludwig era "um tanto severo com sua equipe e com os paraplégicos".
"Mas por trás de tudo havia
aquele enorme carinho. Ele fazia você perceber que ele queria o melhor e que
você tinha que encontrar um caminho."
Uma das maiores atletas
paraolimpícas da Grã-Bretanha, Grey Thompson afirmou, em entrevista à BBC, que
os deficientes têm uma dívida com o médico.
"Ele acreditava que nós
deveríamos viver uma vida normal. E foi persistente num tempo em que as pessoas
provavelmente imaginavam que ele fosse um tanto louco por acreditar que
deficientes poderiam ser ativos."
Paralímpiadas hoje
É a vez do Rio de Janeiro sediar a Paralimpíada, mas os bem-sucedidos Jogos de Londres colocaram um desafio não apenas para o Rio, mas para qualquer cidade que queira receber a competição.
É a vez do Rio de Janeiro sediar a Paralimpíada, mas os bem-sucedidos Jogos de Londres colocaram um desafio não apenas para o Rio, mas para qualquer cidade que queira receber a competição.
A capital britânica recebeu
elogios por realizar um evento de casa cheia e "abraçado" pela mídia
local. O britânico Phillip Craven, presidente do Comitê Paralímpico
Internacional (CPI), sabia que a tarefa de repetir tal sucesso seria mais
difícil no Brasil. Só não imaginava o quanto.
A duas semanas da Cerimônia de Abertura,
no Maracanã, o CPI estava fazendo, junto com o comitê organizador da Rio 2016,
malabarismos para tentar fazer com que a versão "enxuta" da primeira
Paralimpíada na América do Sul não fosse um passo para trás na luta por mais
visibilidade e reconhecimento.
Mas com a explosão na venda dos
ingressos verificada na reta final para a inauguração do evento, o cenário
começou a mudar. E agora, após a bem-sucedida cerimônia de abertura, a
expectativa passou a ser bem mais otimista.
Da BBC

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