‘Segurança do Rio é a mais grave do mundo’, disse Gilmar Mendes. Forças
Armadas e Nacional continuam no estado até o fim das eleições.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes,
afirmou, nesta sexta-feira (16), que o Exército e a Força Nacional ficarão no
Rio de Janeiro até o fim das eleições municipais, que acontecem em outubro.
Ao ser perguntando se a situação de segurança no Rio de Janeiro é a mais
grave do Brasil, Gilmar Mendes disse: “Acho que não resta dúvida sobre isso.
Acredito que uma das mais graves do mundo”.
Além de Mendes, também participaram da uma reunião sobre segurança no
estado durante o período eleitoral o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes,
o governador em Execício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, e o presidente
do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ, Antônio Jayme Boente.
Representantes do Exército, da Marinha, da Secretaria de Segurança
Pública, das polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal e Civil, do Corpo de
Bombeiros e da Guarda Municipal também participaram do encontro.
O encontro discutiu o planejamento de segurança para os locais de votação
e cartórios eleitorais, assim como para as áreas de risco que necessitem
reforço de segurança das forças federais.
Em julho, Gilmar Mendes já havia pedido ao ministro da Defesa, Raul
Jungmann, que as tropas enviadas ao Rio a fim de reforçar a segurança para a
Olimpíada continuassem na cidade até outubro.
No dia 26 de agosto, Gilmar Mendes visitou o Cartório Eleitoral de Duque
de Caxias, na Baixada Fluminense, para ver de perto a realidade da região por
causa do grande número de mortes envolvendo políticos, pré-candidatos e candidatos
nessas eleições.
"É a primeira visita que eu estou fazendo a uma zona eleitoral e
nós, por conta de todas essas razões, optamos por fazê-lo aqui na Baixada
Fluminense. É uma situação extremamente grave. Há incidentes que podem não ter
conotação eleitoral e outros, a maioria, com conotação eleitoral", disse
Gilmar Mendes, em agosto.
Na ocasião, o ministro informou também ter enviado um ofício ao
Ministério da Justiça, no qual solicitou que a Polícia Federal ficasse
responsável por investigar os assassinatos.
Segundo a Polícia Civil do Rio, 13 pessoas ligadas à política foram
mortas nos últimos nove meses na Baixada Fluminense. Após investigações, a
polícia descobriu que, dos 13 crimes, apenas dois foram motivados porque as
vítimas estavam ligadas à política.
De G1 Rio

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