Caos se instala no hospital municipal de Rio das Ostras | Rio das Ostras Jornal

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Caos se instala no hospital municipal de Rio das Ostras

Hospital Municipal de Rio das Ostras. Sem mão de obra especializada,
equipamentos para realização 
de exames quebrados e sem material 
básico para trabalhar, como luvas descartáveis de procedimento
 e até mesmo álcool. (Fotos: Angel Morote / Rio das Ostras Jornal)
Quem precisa de atendimento no Hospital Municipal de Rio das Ostras tem que estar disposto a entrar numa longa fila de espera ou até mesmo a comprar material para que os procedimentos médicos sejam realizados. Sem mão de obra especializada, equipamentos para realização de exames quebrados e sem material básico para trabalhar, como luvas descartáveis de procedimento e até mesmo álcool, o que resta aos profissionais da unidade é trabalhar por amor à profissão. “Muitas vezes trabalhamos no improviso, somos cobrados pela população, e com razão, mas não temos recursos para executar um bom trabalho”, relatou uma servidora do hospital que não quis se identificar com medo de retaliações.
Ela conta que muitos dos profissionais que estão ali trabalham na maioria das vezes por amor à profissão, já que não tem recursos para executar o trabalho com qualidade. “Até mesmo um simples exame de sangue não conseguimos fazer porque falta reagente para isso”, disse a funcionária.
A aposentada Alzira de Fátima Pinto é um desses exemplos de paciente que geralmente fica meses aguardando por exames quando precisa recorrer ao Hospital Municipal. Segundo a aposentada, ela esperou mais de dois meses para fazer uma ressonância no joelho e conta que a vizinha aguarda até hoje por um exame similar. “Estou há dois ano aguardando para fazer um mapa de pressão arterial e ainda não consegui”, reclamou Alzira.
Outra moradora de Rio das Ostras que preferiu não se identificar, disse que já procurou a unidade várias vezes para fazer uma ultrassom transvaginal, mas sempre sem sucesso. “É um absurdo. Pagamos impostos e quando a gente mais precisa não é atendida. Nossa saúde está uma vergonha, se for grave é morte na certa”, lamentou ela.

Casos como o de dona Alzira e da moça que não quis se identificar acontecem todos os dias no hospital municipal e a população, desamparada, não tem a quem recorrer ou até mesmo cobrar.
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