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É oficial:
Trump discursa como candidato republicano
à
presidência (Jim Watson/AFP)
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O republicano fez uma série de
postagens contra a imprensa no Twitter e criticou o jornal The New York Times e
a rede CNN durante comício
O candidato republicano à
presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, está cada vez mais revoltado com
a imprensa americana. Durante um comício em Fairfield, Connecticut, na noite de
sábado, Trump afirmou que não está concorrendo apenas contra “Hillary
trapaceira” (“crooked Hillary”), seu apelido para a adversária
democrata, mas também contra a “mídia trapaceira”.
Trump culpou a imprensa por seu
fracasso, após as pesquisas mais recentes mostrarem uma vantagem de, em média,
sete pontos porcentuais para Hillary Clinton, de acordo com o site Real
Clear Politics. “Se a mídia nojenta e corrupta me cobrisse honestamente e
não desse significados falsos para as palavras que digo, eu estaria ganhando de
Hillary com 20%”, escreveu via Twitter, no domingo, em uma série de
postagens críticas à imprensa.
Desde o início de sua campanha,
Trump já barrou de seus eventos de campanha o jornal The Washington
Post e os sites de notícia Politico e The
Daily Beast, dois dos mais importantes dos Estados Unidos. No comício de
sábado, o republicano chegou a comentar que o jornal The New York Times iria
para o inferno e ameaçou retirar a credencial do veículo, sob aplausos do
público. Trump também atacou a rede CNN e afirmou que a
emissora é “nojenta”.
Em uma das postagens de domingo, o
candidato comentou que “não é ‘liberdade de imprensa’ quando jornais e outros
podem dizer e escrever o que querem, mesmo que seja completamente falso”. O
comentário gerou críticas de repórteres nas redes sociais, que afirmaram que
Trump ameaça a Primeira Emenda da Constituição americana, cujo objetivo é
proteger que o governo interfira na imprensa.

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