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Secretário-geral
da Organização dos Estados Americanos (OEA),
Luis
Almagro, está preocupado com crise na Venezuela
(Foto:
Jacquelyn Martin/AP)
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Luis Almagro classifica o governo
venezuelano como 'tirania'. Nicolás Maduro acusa Almagro de tentar
'intervenção' estrangeira no país.
O secretário-geral da Organização
dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, anunciou nesta segunda-feira (22) o
"fim da democracia" na Venezuela. Ele chamou a situação que impera no
país de "tirania".
Em mensagem divulgada pelo Twitter
e dirigida ao opositor Leopoldo López, cuja condenação a 14 anos de prisão foi
ratificada pela Justiça recentemente, Almagro disse que "não há hoje na
Venezuela nenhuma liberdade fundamental nem nenhum direito civil ou
político".
"Se ultrapassou um nível que
significa que é o fim da democracia. A comunidade internacional é clara ao
pedir não mais tirania no céu. Um céu que já não existe", afirmou Almagro.
Almagro afirmou que a sentença contra López, a
quem chamou de "amigo", emitida pelo Tribunal de Recurso da
Venezuela, no último dia 12, marca "o fim do Estado de Direito" nessa
nação sul-americana.
"Às vezes analiso o tema e
estou convencido (de) que não existem razões jurídicas, políticas, morais ou
éticas para não se pronunciar e condenar um governo (neste momento com
características de regime) que se desqualificou a si próprio", disse o
político uruguaio na carta, de oito páginas.
Segundo Almagro, o governo de
Nicolás Maduro "tem presos políticos que são torturados",
"ignora a separação de poderes", "sofre uma profunda crise
humanitária e ética" e "desconhece o direito constitucional do povo
de retirar seu presidente".
O secretário-geral da OEA disse,
além disso, que na Venezuela "impera" a "intimidação
política" e citou os casos do preso Antonio Ledezma, Daniel Ceballos, a
deputada cassada María Corina Machado, ou o deputado Julio Borges, que foi
agredido em junho por partidários de Maduro, como exemplo.
"Aqueles que sofrem com as
ditaduras sabem que tentar eliminar opositores ou vozes dissidentes é um
verdadeiro reflexo da ignorância dos tiranos", afirmou Almagro, lembrando
da ditadura uruguaia que se estendeu entre 1973 e 1985.
Almagro se dirigiu a López nestes
termos: "Devo confessar que neste tempo eu me senti perto da injustiça que
você sofre, me senti perto do sofrimento do povo venezuelano".
Desde que chegou na
Secretaria-Geral da OEA, em maio do ano passado, Luis Almagro tem no governo de
Maduro e na crise venezuelana como seu principal carro-chefe com seguidos
pronunciamentos e denúncias sobre a situação política do país.
No mês de maio, deu mais um passo
ao ativar a Carta Democrática da OEA para a Venezuela, um mecanismo sem
precedentes que poderia levar à suspensão do país dessa organização.
Maduro, por sua vez, acusa Almagro
de tentar uma "intervenção" estrangeira na Venezuela.
Da EFE

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