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Explosão na
fábrica da Imbel ocorreu perto das 23h
(Foto:
Gláucia Mendes Paulino/Arquivo Pessoal)
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Não houve feridos, segundo o Corpo
de Bombeiros. Explosão danificou vidros de casas
no entorno da empresa.
Um paiol da Indústria de Material
Bélico do Brasil (Imbel) de Juiz de Fora explodiu e se incendiou na noite desta
terça-feira (16). No momento da explosão, que ocorreu por volta das 23h, não
havia ninguém no paiol, que fica distante da área fabril da empresa. A apuração
sobre as causas da explosão ficará a cargo do Exército Brasileiro.
Segundo o 4º Batalhão dos
Bombeiros Militares (BBM), não houve registro de feridos e mortos. O local foi
monitorado por um drone do Exército e foram feitas ações de segurança e
controle para evitar o risco de propagação. Os Bombeiros retornam nesta manhã
de quarta-feira (17) para uma avaliação juntamente com o Exército.
A empresa fabrica armas, munições,
explosivos e equipamentos. Os Bombeiros informaram que foi controlado um
princípio de incêndio em um depósito com produtos químicos. Houve vazamento de
ácido sulfúrico, que foi contido pela bacia de contenção. Posteriormente,
técnicos farão a retirada do produto.
Os Bombeiros informaram que um paiol
que fica ao lado teve o telhado danificado. A onda de choque causou danos em
várias residências e alguns veículos. A explosão quebrou vidros de janelas de
casa e de carros, além de deslocamento de telhas e danos em portas no entorno
da fábrica, no Bairro Araújo.
O local foi isolado pela Polícia
Militar (PM). A Defesa Civil avaliou as residências locais e não constatou
necessidade de interdição. Foi acionado o ponto de apoio real com
caminhões-pipa, mas não houve a necessidade de utilizá-los.
Exército não antecipa causas
O assessor da Imbel, coronel
Malbatan Leal, explicou que a distribuição física de paióis e depósitos é uma
medida para minimizar impactos em caso de explosão, como a que houve nesta
quarta-feira e que, por enquanto, o Exército não antecipava causas.
“São várias possibilidades, mas
seria prematuro falar alguma coisa. A área dos paióis e do depósito da fábrica
fica afastada fisicamente da área de circulação de pessoas. E caso haja uma
explosão, como houve, a onda de choque sobe e por isso é possível ser observada
de outros bairros. Houve estilhaços de materiais frutos da onda de choque. Os
paióis existentes foram isolados”, explicou.
Até o momento, o Exército não
informou quais materiais estavam guardados no paiol afetado e destacou que não
havia necessidade dos moradores vizinhos deixarem as suas casas.
Do G1, em São Paulo e G1 Zona
da Mata

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