O anúncio foi feito pelo advogado
de Jimmy Feigen, Breno Melaragno Costa, após encontro que durou horas com um
juiz e promotores
O nadador olímpico americano Jimmy
Feigen irá pagar multa de 35.000 reais por conta do que a polícia do Rio de
Janeiro descreveu como uma história mentirosa sobre ele e seus colegas de
equipe sendo roubados à mão armada durante os Jogos Rio 2016.
O anúncio foi feito pelo advogado
de Feigen, Breno Melaragno Costa, após encontro com um juiz e autoridades da
procuradoria do Rio, que noticiou ainda que o nadador foi indiciado por falsa
comunicação de crime. O acordo foi fechado após uma negociação
de quatro horas. O nadador saiu às 3h30 da delegacia sem dar declarações.
O dinheiro da multa será usado para comprar materiais esportivos para o
Instituto Reação, ONG na favela da Rocinha que revelou a medalhista olímpica
Rafaela Silva.
De acordo com a Polícia Civil do
Rio, os indícios são de que os quatro nadadores realizaram atos de vandalismo
em um posto de gasolina, após saírem de uma festa de madrugada no Rio, e se
envolveram em uma confusão com seguranças do estabelecimento. Feigen
estava entre os quatro nadadores americanos que mentiram sobre ter sido
roubados por bandidos que fingiram ser policiais. A justiça ainda vai decidir o
que será feito ao nadador Ryan Lochte, que já está nos Estados Unidos.
Mais dois nadadores retornam
aos EUA – O 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte, o mais famoso do
grupo de baderneiros, já havia deixado o Brasil quando a polícia começou a
desconfiar da história. Gunnar Bentz e Jack Conger receberam de volta os seus
passaportes, que haviam sido apreendidos, após prestarem depoimento admitindo a
farsa e já retornaram aos EUA em um voo do Rio a Miami.
Desculpas — O
Comitê Olímpico dos Estados Unidos reconheceu que os quatro nadadores
envolvidos em um relato falso de assalto no Rio tiveram “comportamento
inaceitável” e pediu desculpas ao Rio e ao povo brasileiro em nota divulgada na
noite de quinta-feira. “Em nome do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, pedimos
desculpas aos nossos anfitriões no Rio e ao povo do Brasil pelo distúrbio
durante o que deveria ser uma celebração da excelência”, diz a nota assinada
pelo presidente do comitê, Scott Blackmun.

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