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Vista do
exterior da prisão da base naval dos Estados Unidos
na Baía de Guantánamo, em Cuba (Bob
Strong/Reuters)
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Segundo a organização, os 15
presos devem ser enviados aos Emirados Árabes Unidos. O Pentágono não confirmou
a informação
Os Estados Unidos vão libertar 15
presos do presídio militar de Guantánamo, anunciou nesta segunda-feira a ONG
Anistia Internacional. O Pentágono ainda não comentou a informação da
Anistia.
Se a soltura se confirmar, o
número de reclusos nessa unidade prisional cairá para 61. Desde 2009, quando
chegou à Casa Branca, o presidente Barack Obama promete fechar o local,
aberto em Cuba após os atentados do 11 de Setembro para prender os
detentos da “guerra contra o terrorismo” deflagrada pelo então presidente
George W. Bush.
“Isso significa uma importante rejeição à
ideia de que Guantánamo vai permanecer aberta por tempo indeterminado”, disse
a diretora do programa de Segurança e de Direitos Humanos da Anistia
Internacional nos Estados Unidos, Naureen Shah.
De acordo com Shah, os 15
presos devem ser enviados aos Emirados Árabes Unidos. Um dos que esperam
pela transferência é um afegão chamado Obaidullah, detido há 14 anos por
suspeita de esconder minas terrestres em 2001, que ainda não foi
processado, assim como a grande maioria das pessoas levadas para esse presídio
americano em território cubano.
Cerca de 780 pessoas já foram
presas em Guantánamo desde sua abertura, há 15 anos. Obama se
comprometeu a fechá-la antes de terminar seu mandato, mas a maioria republicana
no Congresso se mantém firme contra essa iniciativa.
(Com AFP)

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