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José Dirceu
chega à Superintendência da Justiça Federal, em Curitiba,
nesta sexta
(29) (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
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Nenhum dos dois assumiu ser o dono
dos objetos. Como penalidade, eles ficarão 20 dias sem receber visitas.
Dois carregadores de celular e
alguns pendrives foram encontrados na cela do ex-ministro José Dirceu e do
ex-deputado federal Luiz Argôlo no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região
Metropolitana de Curitiba. Dirceu e Argôlo foram condenados na Operação Lava
Jato, que revelou um esquema de corrupção na Petrobras.
Os objetos foram achados no dia 1º
de agosto durante uma vistoria de rotina, segundo informou a Secretaria de
Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR) nesta
segunda-feira (15).
O advogado de Dirceu, Roberto
Podval, disse que o seu cliente não estava na cela no momento em que os objetos
teriam sido achados, portanto, não presenciou a situação. Além disso, a defesa
de Dirceu afirmou ao G1 que os itens não pertencem ao ex-ministro e que vai
apurar o caso. Sidney Peixoto, que defende Luiz Argôlo, disse desconhecer o
ocorrido.
Os dois foram punidos pela posse
dos carregadores de celular. Ambos receberam a chamada "falta média":
vão ficam 20 dias, desde 1º de agosto, sem receber visitas. Conforme a Sesp-PR,
as visitas são semanais, às sextas-feiras.
Os itens estavam dentro de uma
sacola de plástico no meio dos pertences dos presos. A secretaria não soube
dizer em qual parte da cela a sacola estava nem a quantidade de pendrives.
Ainda de acordo com a Sesp-PR, os pendrives continham filmes e músicas.
Argello também tinha pendrives
A revista nas celas também
encontrou pendrives com o ex-senador Gim Argello. O político não foi punido,
pois o código interno de conduta do CMP não prevê a punição devido aos
pendrives.
No entanto, a administração vai
abrir um procedimento interno para apurar a conduta dos presos que possuíam os
pendrives. Segundo a Sesp-PR, há a possibilidade de os presos receberem sanções
por estarem com os equipamentos.
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Luiz Argôlo
foi preso em abril de 2015, na 11ª fase da Lava Jato
(Foto:
Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)
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Procurado, o advogado do
ex-senador disse que não sabia sobre a busca feita nas celas do CMP. Ele disse
que vai se inteirar da situação.
Condenações
José Dirceu foi considerado
culpado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização
criminosa. Na sentença, proferida no dia 18 de maio, ele havia sido condenado a
23 anos e três meses de prisão.
Entretanto, o juiz federal Sérgio
Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na
primeira instância,
reduziu a pena do ex-ministro. José Dirceu deve cumprir 20 anos e 10 meses de
reclusão.
O juiz acatou o pedido da defesa
de que a dosimetria estava exagerada e não considerava o atenuante de que
Dirceu já tem mais de 70 anos de idade. O ex-ministro foi preso na 17ª fase da
Lava Jato, deflagrada em agosto de 2015.
Já Luiz Argôlo foi condenado pelos
crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena considerada pelo juiz
Sérgio Moro foi de 11 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente
fechado, além do pagamento de multa de R$ 459.740. Ele foi detido em abril do
ano passado, durante a 11ª etapa da Lava Jato.
Do G1 PR


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