Procurador, pede para investigar
Lula, Berzoini, Jaques Wagner, Edinho, senadores e deputados
O procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal, no dia 28 de abril, a
inclusão do ex-presidente Lula, dos ministros Jaques Wagner, Edinho Silva, e
Ricardo Berzoini, no inquérito mãe da Operação Lava Jato perante à Corte.
Além de Lula e dos ministros,
são citados os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Delcídio Amaral
(ex-PT-MS), e os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Eduardo da Fonte
(PP-PE), Aguinaldo Ribeiro, André Moura, Arnaldo Faria de Sá, Altineu Cortês e
Manoel Junior, além do ex-ministro Henrique Eduardo Alves, o assessora da
Presidência, Giles de Azevedo, a ex-ministra Erenice Guerra, o ex-ministro
Antonio Palocci, o pecuarista José Carlos Bumlai, o presidente do Instituto
Lula, Paulo Okamotto, o banqueiro André Esteves, o ex-ministro Silas Rondeau, o
empresário Milton Lyra, o lobista Jorge Luz, o ex-presidente da
Transpetro Sergio Machado, o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio
Gabrielli, o doleiro Lucio Bolonha Funaro, Alexandre Santos, Carlos
Willian, João Magalhães, Nelson Bornier e a ex-deputada Solange Almeida,
aliada de Eduardo Cunha.
"No âmbito dos membros do PT,
os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização
criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se
imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da
organização", afirma Janot.
"As provas apontam para o
envolvimento das seguinte autoridades com prerrogativa de foro: Edinho
Silva, Ricardo Berzoini, Jaques Wagner e Delcídio Amaral."Ainda segundo
Janot, integrariam a organização: "Luiz Inácio Lula da Silva, Antonio Palocci,
Giles de Azevedo, Erenice Guerra, José Carlos Bumlai, Paulo Okamotto e José
Gabrielli também tiveram contra si colhidos inúmeros indícios de
envolvimento no esquema criminoso objeto desta apuração.
"De acordo com Janot, o
esquema de formação de quadrilha investigado no processo jamais poderia ter
existido sem o conhecimento do petista.
"Pelo panorama dos elementos
probatórios colhidos até aqui e descritos ao longo desta manifestação, essa
organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma
forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o
ex-presidente Lula dela participasse", aponta Janot.
O inquérito conta atualmente com
39 investigados, entre parlamentares e operadores do esquema de corrupção da
Petrobrás. Caso o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, aceite
o pedido de Janot, o inquérito passará a ter 69 investigados.

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