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Mãe de
Miriam tinha tatuagem com nome da filha. Miriam
morreu
baleada no Morro do Chapadão
(Foto: Matheus
Rodrigues/G1/ Arquivo Pessoal)
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Jovem era de Magé e conheceu morador
de favela em rede social. Mãe afirmou que ia tentar resgatá-la.
A mãe da jovem que morreu ao ser
baleada em um tiroteio no Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio, afirmou
nesta sexta-feira (13) que Miriam Martins dos Santos, de 14 anos, teria fugido
de casa há 15 dias para ficar com um morador da comunidade. A família da
adolescente - que mora em Suruí, em Magé, na Região Metropolitana do Rio -
estava preocupada com a situação é teria feito um apelo para a jovem voltar
para casa. A mãe Michele da Conceição Gomes, de 30 anos, disse que a menina
teria conhecido o namorado em uma rede social.
"Eu descobri que ela conheceu
o namorado pelo Facebook. Ela fugiu de casa e foi ficar com esse namorado no
Juramento. A gente estava até vendo essa semana como íamos fazer para buscar
ela. Ela entrou pouco em contato comigo, tanto que ela falou que estava bem e
estava feliz. Eu ainda pedi a ela: 'Pelo amor de Deus, volta para casa. Não tem
necessidade de você ficar ai'. Ela me respondeu que estava bem e feliz, ai não
entrou mais em contato. Eu tentei retornar às ligações, mas não conseguia. A
última vez que ela entrou em contato comigo foi quarta-feira e eu não consegui
mais falar com ela. Ligava, ligava e só dava desligado", afirmou.
O último contato de Miriam com a
mãe teria sido por telefone na quarta-feira (11). Após fazer o reconhecimento
da filha no Instituto Médico Legal (IML), Michele afirmou que estava planejando
buscar a filha no Morro do Juramento. "A gente estava todo mudo em pânico,
inclusive hoje mesmo ia levantar mais cedo e tentar subir lá em cima. Íamos
chamar um amigo para ir comigo e tentar buscar ela. Meu plano hoje era esse:
tentar tirar ela lá de dentro, mas infelizmente não consegui", lamentou.
Michele ficou sabendo do confronto
na comunidade na manhã desta sexta-feira e preocupada com a filha foi até o
Hospital Getulio Vargas. Ao chegar na unidade, foi aconselhada a procurar o IML
quando confirmou a morte da menina. "Hoje de manhã cedo nós vimos a
reportagem, que tinha sido baleada uma menor de 14 anos e não tinha sido
identificada. Se a vítima fosse do Juramento, a família já tinha identificado.
Foi a hora que levantamos e fomos até o hospital. Quando chegamos no Getúlio
Vargas, mandaram a gente vir para cá", disse.
Durante o tiroteio da noite de
quinta, outro jovem, também de 14 anos também foi atingido no braço, foi levado
para a UPA de Irajá e passa bem. O rapaz não tem passagem pela polícia e foi
apreendido pela polícia.
Operação policial com três presos
Segundo a polícia, os tiroteios
aconteceram após uma tentativa de invasão do Juramento por uma quadrilha rival
de traficantes de drogas. Na manhã dessa sexta, PMs faziam uma operação na
comunidade. Três suspeitos foram presos.
A Secretaria Municipal de Educação
informaouque, de acordo com a 5ª Coordenadoria Regional de Educação, 3 escolas,
4 creches e 1 Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) ficaram sem atendimento
no turno da manhã, nesta sexta-feira (dia 13), nas regiões do Juramento e Faz Quem Quer. As unidades escolares atendem a 1411 alunos
no turno da manhã. A secretaria informou, ainda, que o conteúdo será reposto.

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