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Movimentação na sede
da Polícia Federal em Curitiba
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Agentes cumprem 108 mandados
judiciais nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Entre os alvos estão
servidores públicos, vereadores e empresários
A Polícia Federal deflagrou na
manhã segunda-feira a operação Mar de Lama, que visa combater uma quadrilha
suspeita de fraudar contratos da prefeitura de Governador Valadares (MG) e do
Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do município. Cento e oito mandados
judiciais estão sendo cumpridos contra servidores do alto escalão da
administração municipal, vereadores e empresários nos Estados de Minas Gerais e
Espírito Santo - oito são de prisão temporária. Segundo a PF, há indícios de
que as fraudes causaram um rombo de 1,5 bilhão de reais aos cofres públicos.
Segundo as investigações, os alvos
da Operação teriam cometido pelo menos 150 crimes: oito de dispensa de
licitação com inobservância das formalidades pertinentes; três de fraude ao
caráter competitivo de licitações; três de peculato; 64 crimes de corrupção
passiva; 64 de corrupção ativa; três de falsidade ideológica; um de violação de
sigilo funcional; dois de advocacia administrativa; um crime de organização
criminosa e um de associação criminosa. Os principais envolvidos estão sujeitos
a penas que, somadas, podem chegar a mais de 700 anos de prisão.
O nome Mar de Lama se refere às
chuvas torrenciais do terceiro trimestre de 2013 que provocaram inundações em
diversos pontos de Governador Valadares. Na época, a prefeitura da cidade
decretou estado de emergência para captar recursos financeiros do governo
federal. Segundo a PF, o grupo investigado se aproveitou dessa situação para
fraudar contratos com o poder público.

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