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Presidente
de Cuba, Raúl Castro, abriu o 7º Congresso do Partido
Comunista de Cuba (Foto: Ismael Francisco/Cubadebate
via AP)
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Governo cubano diz que processo
não tem fundamentos legais. Brasil é um
dos principais parceiros comerciais de Cuba.
O governo de Cuba condenou
"energicamente o golpe de estado parlamentar" no Brasil e afirmou que
apoia resolutamente a presidente Dilma Rousseff, que enfrenta um julgamento
político e a possível destituição.
"Cuba condena energicamente o
golpe de estado parlamentar que está em marcha no Brasil e apoia resolutamente
o povo e o legítimo governo deste país irmão, assim como a presidente Dilma
Rousseff", afirma um comunicado da chancelaria publicado no jornal oficial
Granma.
"Este golpe contra a
democracia brasileira é parte da contraofensiva reacionária da oligarquia e do
imperialismo contra a integração latino-americana e os processos progressistas
da região".
O Brasil, um aliado político de
Cuba, também é um dos principais parceiros comerciais e fonte de créditos da
ilha.
Cuba afirma que o processo
parlamentar que busca um julgamento político e o impedimento da presidente
"também está dirigido contra os países do chamado grupo BRICS (Brasil,
Rússia, Índia, China e África do Sul, que constituem um conjunto de economias
poderosas que desafiaram a hegemonia do dólar americano".
"Se trata de um ataque
baseado em acusações sem provas nem fundamentos legais contra a democracia
brasileira e contra a legitimidade de um governo eleito nas urnas pela maioria
do povo", completa o texto.
"A oposição golpista busca
fechar o ciclo de governos populares do Partido dos Trabalhadores e com isto
acabar com as conquistas sociais alcançadas pelo povo brasileiro, implantar um
governo neoliberal que permita o saque por parte das grandes empresas transnacionais
das riquezas naturais deste irmão país latino-americano", completa a nota.

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