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Ex-Presidente
Luiz Inacio Lula da Silva acena para manifestantes
no aeroporto de Congonhas em São Paulo (SP) na
manhã desta
sexta-feira
(4)(Nelson Almeida/AFP)
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Imóvel em São Bernardo do Campo
também foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na última
sexta-feira
Morador da cobertura número 122 do
edifico Hill House, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também usa o imóvel em frente ao dele,
no número 121, que pertence a um primo do pecuarista José Carlos Bumlai. A
propriedade foi alvo de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lava Jato
depois que o síndico do prédio disse aos policiais federais que o apartamento
pertencia ao petista. O ex-presidente é suspeito de ter ocultado
patrimônio e ter recebido dinheiro de empresas envolvidas no escândalo
de corrupção do petrolão.
O aposentado Glaucos da Costa
Marques, primo de Bumlai, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que
a cobertura é usada por Lula desde seu primeiro mandato, em 2003. De acordo com
ele, o PT pagou pelas despesas do imóvel até 2007, sob a justificativa de que
era para guardar o acervo que ele doou ao partido. No segundo mandato, o
governo assumiu os custos com a justificativa de que era necessário para a
segurança do então presidente.
Glaucos nega que tenha comprado o
imóvel a pedido de Bumlai, que é investigado na Operação Lava Jato por suspeita
de contratar empréstimos simulados para beneficiar o PT e de ter bancado a
reforma do sítio em Atibaia (SP), usado por Lula e sua família. O aposentado
diz que adquiriu a propriedade por sugestão do advogado Roberto Teixeira,
também investigado na Lava Jato por suspeita de ter atuado para ajudar Lula a
ocultar o sítio.
O primo de Bumlai disse que
adquiriu o imóvel por 500.00 reais e alugou para Lula por 4.300 reais mensais,
pagos por transferências bancárias. No cartório, porém, o imóvel ainda é da
antiga proprietária, Elenice Silva Campos, que faleceu em fevereiro do ano
passado. Ela não tinha pago o imposto que permitiria a transferência do
registro e, por isso, o caso está na Justiça.
Na última sexta-feira, quando foi
deflagrada a mais nova fase da Lava Jato, que teve como principal alvo o
ex-presidente Lula, a ex-primeira dama Marisa Letícia autorizou que a PF
cumprisse os mandados judiciais em imóveis que não estavam em nome do casal, o
que chamou a atenção dos policiais federais.
Em 2010, o aposentado emprestou o
endereço de uma empresa que estava em seu nome, a Bilmaker 600, para que os
filhos de Lula Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Luís Claudio Lula da
Silva registrassem na Junta Comercial de São Paulo a holding LLCS no mesmo
local. Na época, a Bilmaker era controlada por Glaucos, Otavio Ramos e Fabio
Tsukamoto, que eram sócios de Luís Cláudio em outra empresa. Glaucos disse que
fez o empréstimo do endereço atendendo a um pedido do primo Bumlai.

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