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Presidente
da Bolívia, Evo Morales, no Palácio Presidencial
de La Paz,
em foto de terça-feira (22)
(Foto: David Mercado/ Reuters)
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Referendo negou ao presidente
boliviano direito de concorrer a 4º mandato.
O presidente boliviano Evo
Morales, no poder desde 2006, reconheceu nesta quarta-feira (24) sua derrota no
referendo de domingo (21), que rejeitou sua intenção se se candidatar a um
quarto mandato consecutivo (2020-2025).
"Respeitamos os resultados,
faz parte da democracia", afirmou em uma coletiva de imprensa no Palácio
Quemado em La Paz, quando acrescentou que "perdemos a batalha, mas não
perdemos a guerra". "A luta continua", disse ainda.
mo
Eleitoral Plurinacional (OEP) boliviano, após a apuração de 99,72% dos votos, o
"não" venceu com 51,30%, contra 48,70% para o "sim". A
tendência é irreversível.
Com sua primeira derrota eleitoral
desde sua chegada ao poder em 2006, Evo Morales terá de rever sua estratégia
para garantir seu projeto político para depois de 2020, quando terminar seu
atual mandato.
Morales, que ainda mantém incólume
seu poder com um domínio pleno do Congresso, o que permite seguir com suas
reformas, deverá administrar esta derrota, avaliar os danos e buscar junto a
seu partido MAS (Movimento ao Socialismo) um discurso que recupere a confiança
e alcance consensos, de acordo com analistas políticos.
O voto rural e camponês, que foram
os últimos apurados, chegou a manter viva a esperança de Morales em uma
reviravolta.
O resultado do referendo levou as
pessoas às ruas para festejar em cidades como La Paz e nos redutos opositores
de Sucre, Potosí e Santa Cruz.

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