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Pombos podem ser treinados para detectar câncer
de mama por meio de imagens
(Foto: Univ. IowaWassermann Lab)
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Pombo leitor de
exame, rato farejador de doença, cachorro de alerta para convulsões: conheça
bichos com habilidades úteis à saúde do homem.
Um rato ou um
pombo pode não ser a opção mais óbvia para indicar a alguém doente, mas tais
criaturas possuem certas habilidades superiores que podem ajudar a diagnosticar
e tratar doenças humanas.
Pombos costumam
ser vistos como sujos e incômodos, mas são os mais recentes numa lista longa de
animais com habilidades que podem ser úteis à saúde do homem.
Embora tenham
um cérebro menor do que a ponta do seu dedo indicador, pombos possuem uma
memória visual impressionante.
Provou-se
recentemente que esses pássaros podem ser treinados para ser tão precisos como
humanos na detecção de câncer de mama por meio de imagens.
Conheça mais
três amigos peludos ou emplumados que podem ter um impacto importante na medicina.
De ratos de
laboratório a ratos especialistas
Ratos são
frequentemente associados à difusão de doenças, mas esse roedor de cauda longa
é um farejador sensível que pode salvar vidas.
O nariz de um
roedor possui até 1.000 tipos diferentes de receptores olfativos, enquanto
humanos possuem apenas de 100 a 200 desses receptores. Isso dá a roedores como
ratos a habilidade de farejar aromas sutis.
Na África,
ratos estão sendo usados para detectar casos de tuberculose.
As habilidades
de ratos gigantes africanos são estudadas na Universidade Eduardo Mondlane, em
Maputo (Moçambique). Roedores treinados estão conseguindo detectar, em amostras
humanas de muco, um cheiro específico produzido por bactérias da tuberculose.
Quando ratos
identificam o cheiro, eles param e esfregam as pernas para indicar que uma
amostra está infectada.
Tradicionalmente,
técnicos de laboratório preparam lâminas e examinam cada amostra no
microscópio. Analisar cem amostras levaria dois dias - tarefa que um rato
cumpre em 20 minutos.
Esse método de
detecção é acessível e não depende de equipamentos sofisticados, normalmente
escassos em países com alta prevalência de tuberculose.
E é também mais
preciso - os ratos são capazes de detectar mais infecções por tuberculose e,
consequentemente, salvar mais vidas.
Dr. Cachorro
Os cachorros
são tidos como o melhor amigo dos humanos - e ao longo dos anos provaram como
podem ser habilidosos.
Recentemente, a
atenção da medicina se voltou a cães que parecem ter a habilidade
extraordinária de detectar quando pessoas com epilepsia estão prestes a ter uma
convulsão - mesmo quando a própria pessoa não tem ideia disso.
Sally Burton
começou a sofrer de epilepsia na infância, algo que afeta sua vida desde então.
"Eu nunca
podia ficar sozinha", conta ela. "Tive que estudar em casa, e fazer
amigos e conhecer pessoas novas era difícil. Sentia-me muito só."
Há 13 anos, ela
ganhou Star, seu primeiro cão de alerta para convulsões.
"Ter um
cachorro como esse instantaneamente tornou minha vida mais acessível", diz
Sally.
"Uma das
primeiras coisas que fiz quando tinha Star foi preparar uma xícara de chá, algo
que não tinha conseguido fazer em 30 anos, por causa dos riscos de ter uma
convulsão ao segurar água fervente. Depois passei a ir sozinha até a cidade,
também pela primeira vez."
Não se sabe ao
certo como cães podem detectar uma convulsão. Suspeita-se que mudanças mínimas
nos gestos e na postura da pessoa possam alertá-los. Outra hipótese é algum
tipo de indicador no olfato ou na audição.
Após a morte de
Star, Sally ganhou um novo cachorro, Robbie. Como Star, ele foi treinado pela
Support Dogs, uma organização de assistência social britânica.
A organização
treina cães capazes de produzir sinais, como tocar permanentemente a perna de alguém,
de 15 a 45 minutos antes que os donos tenham uma convulsão.
Embora haja
pouca evidência científica sobre a eficácia desse método, as observações
práticas de cães como Robbie mostram resultados.
"Quando
estou na rua é reconfortante saber que Robbie me dará um aviso 100% confiável,
cerca de 50 minutos antes de qualquer convulsão que venha a ter - o que me dá
tempo para procurar um lugar seguro", afirma.
Os segredos da
baba da vaca
Seja qual for a
denominação, saliva pode ser visto como algo nojento. Mas muitos animais lambem
suas feridas, aplicando boas porções dessa substância para tentar evitar
infecções.
A saliva no
mundo animal pode ter propriedades antimicrobianas - e isso inclui a baba de
vacas.
Estudos
mostraram que há proteínas nos fluidos corporais das vacas, incluindo saliva e
leite, que possuem características antiparasíticas.
A saliva também
contém proteínas, chamadas mucinas, que podem atuar para evitar a entrada de
mais bactérias em uma ferida.
Especialistas não recomendam deixar um animal
lamber suas feridas, pois poderiam introduzir outras bactérias nesses locais,
mas se você não gosta da ideia, o seu próprio cuspe, felizmente, também tem
propriedades antibacterianas.
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