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Bernardo também criticou a reação dos agentes ao direito
de qualquer cidadão se expressar (Reprodução/Facebook)
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Jornalista
estava filmando repressão de guardas municipais, que reagiram
Um dos foliões
agredidos em um bloco não oficial na noite da última sexta-feira (13) na Praça
Mauá, no centro, relatou em sua página em uma rede social como agentes da
Guarda Municipal o teriam espancado, depois que ele começou a filmar as ações
da Guarda. Bernardo Tabak é jornalista e começou a gravar um vídeo com o
celular no momento em que os agentes tacavam bombas de gás lacrimogêneo e
batiam “gratuitamente” nos foliões. Quando os guardas viram Bernardo filmando,
imobilizaram-no e decretaram prisão por desacato.
Segundo o
jornalista, os foliões não estavam depredando as áreas públicas. “Não
presenciei o começo do tumulto. Estava no meio da praça. Mas vi de longe uns
guardas batendo em gente gratuitamente, indiscriminadamente, que tentavam
simplesmente se desvencilhar da confusão. Afirmo: não vi qualquer depredação
durante todo o desfile, não vi pichações e não vi ninguém lançando garrafas
contra a Guarda (nem em nenhum dos vários vídeos que já assisti até agora).” Outros
foliões também teriam sido agredidos e também relataram as agressões nas redes
sociais.
Os guardas e os
foliões agredidos foram para a delegacia da Lapa (5ª DP). O jornalista conta
que no boletim de ocorrência feito pelos guardas, eles afirmaram que o
prenderam usando “força moderada”. “Olhando meus hematomas, não quero imaginar
quando eles baterem pra valer. Sabendo que uma colega jornalista sofreu luxação
no braço, que vai ficar engessado por duas semanas, e que um rapaz, produtor
audiovisual, teve que passar por cirurgia, com fratura exposta no cotovelo,
quero estar bem longe do Rio quando a Guarda Municipal enfiar a porrada de
verdade.”
Bernardo também
criticou a reação dos agentes ao direito de qualquer cidadão tem de se
expressar. “Desacato por filmar truculência cometida por agentes públicos?! Mas
essa é o meu ofício! Mesmo não estando em serviço, não deixo de ser repórter:
somos jornalistas 24 horas, já determinou Zuenir Ventura. Já passei por
situações perigosas, da pacificação no Alemão, com o tiro comendo solto, até a
ditadura no Egito, onde muitos têm medo de falar. Mas aqui é uma democracia, e
posso gritar, espernear, dar entrevista: e filmar!”
Em nota, a
Guarda Municipal informou que "sua Corregedoria abriu sindicância para
investigar a denúncia de excesso por parte dos agentes envolvidos no tumulto na
Praça Mauá na madrugada deste sábado, após o fim de um bloco. Os guardas em
questão foram afastados de suas funções até o término da apuração, e o
responsável pela equipe foi exonerado.
O comando da
GM-Rio não tolera este tipo de violência por parte de seus agentes, e irá
apurar com rigor o caso, o que pode resultar na demissão dos envolvidos.
A Guarda
Municipal tem acompanhado os blocos, autorizados ou não, com foco na operação e
fiscalização de trânsito e no ordenamento urbano, não havendo, portanto,
qualquer tipo de repressão quanto à realização de blocos não autorizados. O
planejamento operacional é necessário para minimizar os transtornos para os
motoristas que trafegavam na região, além de prevenir acidentes".

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