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Nélcemir
Lagôas foi assassinado na noite da quarta-feira
(Foto: Divulgação)
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Policiais prenderam em flagrante
Fábio Vieira de Sousa, suspeito de executar o político, sob efeito de drogas
A recusa em dar R$ 20 a um ex-cabo
eleitoral teria sido o motivo da morte do vereador Nélcemir Lagôas (PP), de 67
anos, assassinado com quatro tiros na frente da mulher, na noite de
quarta-feira, em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana.
Na madrugada desta quinta-feira,
agentes da 159ª DP (Cachoeira de Macacu) prenderam em flagrante Fábio Vieira de
Sousa, o Simuleco, de 29 anos, acusado de executar o político, sob efeito de
drogas —ele seria usuário de cocaína, segundo a polícia.
É o segundo vereador morto no
estado já nos primeiros dias do ano — na semana passada, Geraldo Cardoso Gerpe
(PSB), de Magé, foi assassinado no estacionamento da Câmara dos Vereadores. Em
20 anos, já são 45 políticos executados no estado.
De acordo com a polícia, o
suspeito de matar Nélcemir foi colaborador de sua campanha em 2012. O ex-cabo
eleitoral foi localizado bebendo em um quiosque minutos após o crime. Segundo o
delegado Antonio Furtado, da 159ª DP (Cachoeiras de Macacu), o vereador, que
era primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, se recusara a dar R$ 20
para Fábio. O acusado negou a autoria do crime e também o fato de estar sob
efeito de drogas.
Alvejado no Centro da cidade,
quando estacionava o carro, Nélcemir chegou a ser socorrido e levado para o
Hospital Municipal Dr. Celso Martins, onde morreu. “Testemunhas contaram que
Fábio passou no hospital para conferir se o vereador havia morrido”, disse o
responsável pela 159ª DP.
Fábio foi autuado em flagrante por
homicídio duplamente qualificado — sem defesa de chance para vítima — e por
gerar perigo público, já que o disparo poderia ter atingido outras pessoas não
relacionadas com o fato.
Vereador argumentou: ‘Se
quiser comer, pago para você’
Ainda segundo o delegado Furtado,
titular da DP de Cachoeiras de Macacu, testemunhas e a esposa da vítima
reconheceram a roupa que o suspeito estava usando no momento do crime. “Foram
encontradas manchas de sangue na bermuda e já encaminhamos o material para
perícia.
A polícia procura imagens de
câmeras de segurança para análise. “O objetivo é descobrir a rota feita pelo
criminoso para também encontrarmos a arma usada no caso, uma vez que Cachoeiras
é uma cidade que tem muita mata e ele pode ter jogado a arma no rio”, disse o
delegado.
O delegado contou em detalhes o
depoimento da viúva do vereador. “Ela disse que poucos minutos antes do crime
estava tomando uma sopa com o marido, próximo à rodoviária de Cachoeiras de
Macacu, quando o acusado chegou pedindo R$ 20. O vereador disse: ‘Você vai usar
para drogas. Se quiser comer eu pago para você’”, contou o delegado. Segundo
ele, “isso revoltou o Fábio, que guardou a raiva e saiu”.
Logo em seguida, o rapaz ainda foi
pedir R$ 15 para a filha do vereador, que estava com o namorado no carro e ela
também negou. “Ao sair do local, Fábio desferiu dois socos no capô do carro e
disse: 'Então é assim. Vocês vão ver'”, contou o delegado, quepediu a prisão
preventiva de Fábio à Justiça.

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