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Vereador Dr. Gilberto Lima (PTN) é o atual presidente
da Comissão de Saúde Pública da Câmara de Vereadores
(Foto: Reprodução Facebook)
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Secretaria informou que estar apto
a cumprir carga horária da unidade foi critério para a recontratação de
funcionários
O médico e vereador Gilberto de Oliveira
Lima, o Doutor Gilberto (PTN), não teve o contrato renovado pela Organização
Social (OS) que passou a administrar o Hospital Rocha Faria, em Campo
Grande, depois da mudança da gestão estadual para a municipal. De acordo com a
Secretaria Municipal de Saúde, um dos critérios para a recontratação de
funcionários ligados à antiga OS responsável pela unidade é estar apto a
cumprir a carga horária. O histórico de faltas do médico pesou para que não
houvesse a readmissão.
O vereador Doutor Gilberto é presidente
da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Apesar de estar na escala do
plantão no Rocha Faria no último final de semana, ele não foi encontrado na
unidade. O parlamentar foi procurado pela reportagem do DIA no
gabinete do legislativo municipal e no diretório do PTN no Rio, mas não foi
encontrado para comentar a decisão.
A nota da Secretaria
Municipal de Saúde na íntegra:
O Hospital Municipal Rocha
Faria passa por um período de transição da gestão, em que muitos ajustes
administrativos serão feitos. A equipe técnica está sendo reformulada, com a
contratação dos profissionais necessários para o bom funcionamento e
atendimento à população. Os funcionários que hoje atuam na unidade estão sendo
avaliados individualmente e aqueles que tiverem interesse em continuar, forem
considerados aptos e tiverem disponibilidade para cumprir a carga horária serão
contratados pela nova organização gestora – Hospital Maternidade Terezinha de
Jesus (HMTJ) – pelo regime CLT, com todos os direitos trabalhistas garantidos.
Cremerj abre sindicância
O Conselho Regional de Medicina do
Rio de Janeiro (Cremerj) abriu nesta terça-feira uma sindicância para apurar a
denúncia de que o médico e vereador Doutor Gilberto Lima (PTN-RJ) faltava aos
plantões da rede pública de saúde. Presidente da Comissão de Saúde Pública da
Câmara de Vereadores, que tem como objetivo fiscalizar a saúde no município,
Dr. Gilberto, mesmo não indo aos plantões, recebia seu pagamento normalmente.
"Vamos abrir uma sindicância
para apurarmos essa situação, porque o Conselho Regional de Medicina tem que
zelar pelo Código de Ética Médico. E no código está colocado que não se pode
faltar ao plantão. Precisa apurar se eles tiveram uma justificativa
excepcional. Caso de doença grave poderia justificar a ausência ao
plantão. Então nós temos que ver também se as informações na Internet estão
corretas, porque muitas vezes o registro está desatualizado e pode passar uma
informação equivocada. Então temos que apurar para não cometermos nenhuma
injustiça", disse o doutor Pablo Vasques, presidente do Cremerj, ao Bom
Dia Rio.
Além do vereador, a esposa dele, a
médica Mara Gisele dos Santos de Souza, também será investigada pelo Cremerj. O
nome dela apareceu num plantão de 24h no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande,
e no mesmo dia, num plantão na Coordenação de Emergência Regional da Secretaria
Municipal de Saúde.
"Temos que ter as informações para não cometermos o julgamento precipitado. Mas numa escala de plantão, se a escala estiver correta, tem que constar nomes de pessoas que estão comprometidas com o plantão", afirma Pablo Vasques.
O presidente do Cremerj afirma que
os médicos podem ter seus registros cassados. "Não podemos permitir que
uma pequena quantidade de médicos, que faça infração ao código de ética, fique
impune. Isso prejudica o nome da categoria, a visão que a população tem sobre
os médicos e é injusto com a grande maioria dos médicos. Se ficar comprovado
que houve infração ao Código de Ética Médico, haverá punição. Ela varia desde
advertência confidencial até a cassação do registro", finaliza.
Através de nota oficial, o Cremerj
afirmou que a maioria dos médicos que atuam na rede pública está comprometida
com um atendimento digno e de qualidade para seus pacientes, tendo que lidar,
muitas vezes, com a falta de estrutura e de condições adequadas de trabalho.

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