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Léo
Pinheiro, diretor afastado da OAS
(Beto
Barata/Estadão Conteúdo)
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Mensagens obtidas pelos
investigadores da Lava Jato mostram que a cúpula da OAS tentou influenciar
votos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em ações que diziam respeito à
empreiteira. As suspeitas, publicadas nesta segunda-feira pelo jornal O
Globo, constam de um relatório da Polícia Federal obtido pela publicação e
se baseiam em conversa travada entre o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e o
então diretor de Acorte envolveu a "ajuda" a um
filho de um ministro do STJ.
Em agosto de 2012, Pinheiro enviou
a seguinte mensagem para Brasil: "Bruno, vou precisar para sexta-feira um
resumo das ações de improbidade. Onde vão se concentrar os julgamentos e o
tempo. Qdo forem para o STJ quem serão os possíveis julgadores. Se tiver dúvida
me ligue. Abs". O funcionário da área jurídica respondeu: "Para 2014
acho que dá para trabalhar para não ter nenhum julgamento lá. 2015 idem. Só uma
dúvida: o senhor quer que façamos a simulação com a intenção de postergar ao
máximo a chegada no STJ?".
Naquele ano, corria na Justiça de
São Paulo uma ação de improbidade administrativa sobre supostos desvios na
construção da Avenida Água Espraiada durante a administração dos prefeitos
Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta (PPB). Em julho de 2012, a Justiça Federal
aceitou denúncia por peculato e lavagem de dinheiro contra onze acusados no
esquema, entre eles estava Léo Pinheiro. No relatório, a PF não identificou a quais
processos as mensagens se referem.
"Fontes abertas indicam que o
ministro do STJ José de Castro Meira tem um filho chamado Marcos José Santos
Meira, que pode se tratar de Marcos Meira ou o 'MM' mencionado nas
mensagens", escreveu a PF.
Em 11 de outubro, o diretor
jurídico escreveu que "MM deu uma posição" e que "não tem como
ajudar". "Deve ser contra. Ele não conseguiu ter certeza do resultado
mas não consegue ajudar e acha que virão contra."
A OAS não comentou as mensagens
transcritas no documento da PF. A reportagem não localizou o ex-ministro Carlos
Meira e o seu filho, o advogado Marcos José Santos Meira. Pinheiro já foi
condenado na Operação Lava Jato por 16 anos e quatro meses de prisão por
corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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