Saúde do RJ aumentou gastos com cargos de confiança apesar da crise | Rio das Ostras Jornal

Saúde do RJ aumentou gastos com cargos de confiança apesar da crise

Despesa com comissionados, que não têm concurso, subiu R$ 324 mil. Número de contratações de terceirizados também aumentou: R$ 1 milhão.
A crise financeira no estado já era anunciada, pelo menos, desde 2014. A arrecadação com o ICMS, o imposto das mercadorias, estava diminuindo, o dinheiro dos royalties do petróleo também. Mesmo assim, a Secretaria Estadual de Saúde aumentou gastos com cargos de confiança, como mostrou o RJTV nesta quinta-feira (24).
O número de cargos comissionados, ocupados por pessoas que não têm concurso público, saltou de 613, em dezembro de 2014, para 689, um ano depois. As despesas com os salários subiram R$ 324 mil.
Os gastos com as contratações de terceirizados também cresceram, quase R$ 1 milhão.
Liminar
Na madrugada de quarta, a Justiça determinou que o governo aplique 12% das receitas do ano em saúde. Os repasses devem ser depositados no fundo estadual de saúde em 24 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil. Os secretários de Fazenda e de Saúde e o governador também podem ser multados em R$ 10 mil por dia. Mas a decisão só passa a valer quando o governo for notificado.
O sindicato dos médicos, autor da ação, alega que, até agora, o governo do estado não gastou nem 10% (9,74%) do orçamento em saúde, embora a constituição federal determine uma margem mínima de 12%.
O governador Luiz Fernando Pezão decretou situação de emergência na saúde pública do estado. É uma maneira de agilizar a ajuda do governo federal para tentar solucionar a crise mais rápido. Na quarta-feira (24), o governo conseguiu quase R$ 300 milhões para os hospitais. O decreto diminuiu a burocracia e facilita o estado a receber recursos mais rapidamente do governo federal.
O Ministério da Saúde disse que 200 itens hospitalares já serão doados para a rede estadual no valor de R$ 20 milhões.
“O Ministério da Saúde amanhã já transferiu uma parte, está transferindo mais insumos, mais medicamentos pra toda essa rede estarem funcionando.
Do dinheiro conseguido pelo estado, R$ 100 milhões são da Prefeitura do Rio. Outros R$ 45 milhões vieram do Ministério da Saúde e mais R$ 152 milhões, de arrecadação de ICMS.
O governo estadual diz que a crise é consequência da desaceleração da economia do país, da queda nos preços do barril de petróleo e da crise na Petrobras.
A arrecadação de ICMS de petróleo caiu quase 40%, só no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2014, o barril de petróleo chegou a US$ 110. Hoje, está em torno dos US$ 40.

Por isso, em 2015, a arrecadação de royalties deve ser pelo menos 60% menor do que no ano passado: R$ 8,7 bilhões. A receita de ICMS também caiu.
Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade