Objetivo é receber por atendimento
prestado a segurados da rede privada. Eles também pediram antecipação da mudança no indexador das dívidas.
Em um encontro com o novo ministro
da Fazenda, dez governadores reivindicaram alterações de regras para que possam
cobrar das operadoras de planos de saúde ressarcimento pelo uso da rede pública
por usuários do sistema privado. A reunião dos governadores com Nelson Barbosa ocorreu na sede do
Ministério da Fazenda, em Brasília, e durou cerca de uma hora e meia.
Entre os governantes estaduais que
participaram da audiência com Nelson Barbosa estava o governador do Rio de
Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que, na semana passada, teve de decretar situação de emergência no
sistema de saúde fluminense.
“Essa cobrança dos planos de saúde é feita
pelo governo federal, mas não é feita fortemente. Passar essa cobrança para os
estados e municípios pode ser uma nova fonte de receita. Não sei se precisa de
projeto porque o governo federal já tem essa faculdade de cobrar. Às vezes, uma
portaria aí [resolve]. Claro que temos condições de cobrar”, declarou o
governador do Rio de Janeiro.
Segundo Pezão, com as dificuldades
decorrentes da crise econômica, parte dos usuários de planos de sáude estão com
dificuldade em pagar suas mensalidades. Com isso, ressaltou o governador,
acabam sobrecarregando a rede pública.
“Está sobrecarregando muito. E em
um momento em que a gente está com queda de receita. Inclusive, diminuindo
repasses para a saúde porque o compromisso é 12%, por mais que você faça, vão
cair esses repasses”, enfatizou.
O governador do Rio destacou que,
atualmente, faltam recursos para a Saúde. “Isso é uma unanimidade hoje. A
tabela do SUS está muito defasada. Claro que a gente tem de estar sempre
melhorando a gestão, cortando, fazendo o dever de casa, mas hoje faltam
recursos para saúde”, acrescentou.
De acordo com o governador de São
Paulo, Geraldo Alckmin, a
proposta é que os estados possam cobrar das seguradores de saúde.
“Hoje, a média de um hospital
grande 20% tem seguro saúde. Quem está ganhando é a seguradora, porque o
paciente é atendido e você não pode cobrar. So a União pode cobrar, mas ela
cobra muito mal. Delegar aos estados e municípios”, declarou o tucano.
Além de Pezão e Alckmin, também se
reuniram nesta segunda-feira com o ministro da Fazenda os governadores Rodrigo
Rollemberg (Distrito Federal), Rui Costa (Bahia), Paulo Câmara (Pernambuco),
Fernando Pimentel (Minas Gerais), Marconi Perillo (Goiás), José Ivo Sartori
(Rio Grande do Sul), Wellington Dias (Piauí) e Marcelo Miranda (Tocantins). O
vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, também participou do encontro.
Indexador da dívida
Outro pedido feito ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, foi a mudança no indexador das dívidas dos estados, que já foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas que ainda não foi regulamentada pelo governo federal.
Outro pedido feito ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, foi a mudança no indexador das dívidas dos estados, que já foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas que ainda não foi regulamentada pelo governo federal.
O projeto aprovado pelo Congresso
Nacional, em junho deste ano, fixa em 31 de janeiro de 2016 a data limite para
a aplicação do novo indexador das dívidas de estados e municípios. Pelo texto,
a partir dessa data, o governo deverá corrigir os débitos pela taxa Selic ou
pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano.
Atualmente, os débitos de
prefeituras e governos estaduais com a União são corrigidos pelo IGP-DI mais 6%
a 9% ao ano, índice mais oneroso. A alteração na base de cálculo das dívidas
foi sancionada ano passado, mas não foi aplicada pelo governo porque depende de
regulamentação.
"Ele [ministro Nelson
Barbosa] colocou prazos. O que facilita muito para a gente se preparar para
2016. Nessa questão dos indexadores da divida, ele falou que nos primeiros 15
dias de janeiro está fazendo essa publicação. O que vai facilitar a gente a ver
melhora na nossa receita corrente liquida, o estoque [de dívida] que a gente
tem vai cair, e isso abre capacidade de endividamento dos estados. Já é uma
decisão que ajuda muito para quem está sendo há uma semana na cadeira",
afirmou ele.
Para Geraldo Alckmin, a
regulamentação da mudança no indexador da dívida não deve ter grandes
diferenças. "A Selic é de 14,25% [ao ano], ou IPCA mais 4% [ao ano], dá
mais ou menos isso. Seja o IPCA mais 4%, ou a taxa Selic, ficou mais ou menos
igual. Será um pouco menor do que o IGPDI, mais 6%, 7,5% ou 9%. Alivia um
pouco. Mas acho que o importante é definir questões de médio prazo",
declarou.
Outros pedidos
O governador de São Paulo informou que outro pedido apresentado ao ministro da Fazenda é que a União autorize novas operações de crédito por parte dos estados. Isso porque parte dos empréstimos tomados pelos estados e municípios precisam do aval do governo para serem levados adiante.
O governador de São Paulo informou que outro pedido apresentado ao ministro da Fazenda é que a União autorize novas operações de crédito por parte dos estados. Isso porque parte dos empréstimos tomados pelos estados e municípios precisam do aval do governo para serem levados adiante.
Na parcial deste ano, os valores
liberados aos estados e municípios, em empréstimos externos e internos com
garantia do Tesouro Nacional, já recuaram bastante. Até novembro, R$ 6,25
bilhões foram autorizados pelo governo.
Em 2012, 2013 e 2014, por exemplo,
os empréstimos internos e externos, autorizados pelo Tesouro Nacional com garantia da União, somaram,
respectivamente, R$ 30,22 bilhões, R$ 39,48 bilhões e R$ 33,56 bilhões.
"Passamos este ano
praticamente inteirinho com capacidade de assumir credito, sem ter autorização
[...] Se tiver uma operação de crédito autorizada, leva mais de um ano [para
gastar os recursos]. Então, tem de ganhar um pouco de tempo e ter foco. Infraestrutura
e logística, exportação, aproveitar o dólar. São dois motores que podem ajudar
a segurar emprego, assim como a indústria da construção civil", declarou o
governador de São Paulo.
Segundo Alckmin, os governadores
também pediram que o governo avance em um fundo garantidor para Parceria
Publico Privadas (PPP) e a viabilizar a PEC dos Precatórios.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!