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Por volta de
9h30m do dia 22 de julho de 2005, Jean Charles
de Menezes
saiu de sua casa, no sul de Londres, para ir trabalhar
(Foto: BBC)
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Por volta de 9h30m do dia 22 de
julho de 2005, Jean Charles de Menezes saiu de sua casa, no sul de Londres,
para ir trabalhar.
Assim como muitos habitantes de
Londres, ele estava preocupado com a segurança do sistema de transportes da
capital, que naquele mês tinha sido alvo de duas séries de atentados. Veja o vídeo.
A primeira, em 7 de julho, matara
56 pessoas e ferira mais de 500. A outra, no dia 21, só não fez mais vítimas
porque as bombas de fabricação caseira falharam.
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Pouco mais
de meia hora depois de bater a porta da saída
do prédio em
que morava, Jean Charles estava morto no chão
de um vagão
do metrô (Foto: BBC)
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Jean Charles não sabia, mas o
bloco de apartamentos em que vivia estava sendo vigiado por agentes à paisana
da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard), que tinha encontrado
evidências de que naquele mesmo local vivia o etíope Omar Hussain, um dos
suspeitos da segunda série de atentados.
E, no primeiro de uma série de
erros cometidos pela Scotland Yard, os agentes confundiram o eletricista
mineiro com Hussain.
Pouco mais de meia hora depois de
bater a porta da saída do prédio em que morava, Jean Charles estava morto no
chão de um vagão do metrô.


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