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O
ex-presidente da CBF José Maria Marin, presidente da Fifa,
Joseph
Blatter , Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF.
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Senador espera que o presidente da
CBF, Marco Polo del Nero, siga o mesmo caminho
O ex-jogador e atual senador
Romário (PSB-RJ) considerou a renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter,
anunciada na terça-feira, como a "melhor notícia dos últimos tempos",
e pediu a saída também do presidente da Confederação Brasileira de Futebol
(CBF), Marco Polo Del Nero.
"A renúncia de Joseph Blatter
ao cargo de presidente da Fifa representa o início de uma nova era para o
futebol mundial. Todos os gestores corruptos das confederações, mundo afora,
sentirão sua queda como um tsunami", disse Romário em nota oficial.
"Temos uma ótima oportunidade de fazer uma limpeza efetiva no futebol em
todo o mundo."
"Espero, sinceramente, que o
presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, também renuncie", acrescentou.
O suíço Blatter, de 79 anos,
anunciou nesta terça sua renúncia ao cargo e a convocação de eleições, apenas
quatro dias após ser reeleito para um quinto mandato, em meio a um escândalo de
corrupção investigado por autoridades norte-americanas e suíças envolvendo a
federação internacional de futebol.
Romário lidera no Congresso a
abertura de uma CPI para investigar irregularidades no futebol, após uma
operação de autoridades dos EUA ter resultado na prisão de sete dirigentes em
Zurique, na Suíça, por acusações de suborno envolvendo a Fifa e outras
entidades do futebol mundial.
O ex-presidente da CBF José Maria
Marin está entre os presos em decorrência da investigação do Departamento de
Justiça dos EUA. Marin foi substituído no comando da entidade em abril por Del
Nero, que antes era seu vice-presidente.
"A prisão de vários
dirigentes na última semana, fez com que eclodisse a maior crise já enfrentada
pela Fifa e Blatter que, até então, dizia nada ter a ver com as investigações,
não suportou uma semana de pressão. Sorte do futebol", acrescentou o
ex-atacante, que liderou a seleção brasileira na conquista do tetracampeonato
mundial em 1994, nos EUA.
Romário afirmou que a queda de
Blatter abre espaço para uma mudança no comando do futebol, e fez um pedido
para que "grandes ídolos, bons gestores esportivos, amantes do
futebol" se apresentem para contribuir com o atual momento.

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