Em tom claramente político, a
presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (9), durante o lançamento da
segunda etapa do Plano de Investimentos em Logística do governo federal, que o
programa anunciado de concessões da ordem de R$ 198 bi é uma virada de página
realista das condições do País.
Dilma apostou no que chamou de
diálogo com governadores e com os empresários para sustentar o atendimento às
demandas no setor da infraestrutura. E mandou novo recado para opositores.
— Mostramos que, se as
dificuldades são grandes, maiores são o povo brasileiro e seu governo. Os
investimentos são o oxigênio do otimismo e da esperança, alentos para proclamar
que lucrarão mais os que apostarem em favor do Brasil.
A presidente também salientou que
os investimentos programados no setor da infraestrutura de transportes estarão
maduros nos próximos anos, mas terão efeitos imediatos pois toda a cadeia
produtiva do País será beneficiada. Em outra manifestação política em seu
discurso, ela disse que o governo dela tem quatro anos e não quatro meses e que
por isso ele está na linha de saída e não na reta de chegada.
As novas concessões vão mobilizar
em R$ 198 bilhões em 20 Estados da Federação e 130 municípios. Além de ampliar
as concessões à iniciativa privada, o governo espera a aplicação de novos
recursos em operações já autorizadas em rodovias e portos.
A presidente destacou os
investimentos nas ferrovias, pois, segundo ela, não havia experiência neles em
governos anteriores, como na expansão da rede ferroviária. Ela também frisou a ligação ferroviária entre
o Brasil e o Pacífico.
— Trata-se de um investimento
estratégico para alcançarmos novos mercados, como os asiáticos.

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