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CPI da
Petrobras: Paulo Okamotto, presidente
do Instituto
Lula, foi convocado pelos deputados
para
explicar doação de empreiteira
Nilton
Fukuda/Estadão Conteúdo
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Grupo deu sinal verde para
acareação entre ex-diretor da Petrobras e ex-tesoureiro do PT
A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (11) a convocação
do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. O pedido faz parte de um lote
de 140 requerimentos, que foram aprovados em menos de 30 segundos.
Okamoto deverá explicar as doações recebidas pela construtora Camargo
Corrêa. O instituto é suspeito de receber R$ 3 milhões para realizar
eventos. A empresa de Lula, LILS Palestras Eventos e Publicidade, teria
recebido mais R$ 1,5 milhão da empreiteira.
O pacote inclui um pedido de
acareação e quebras de sigilos de investigados como o doleiro Alberto Youssef e
de familiares dele, como as filhas Taminy Youssef e Kemelly Caroline Youssef e
a esposa Joana Darc.
O colegiado pedirá informações
bancárias, telefônicas e fiscais do ex-ministro José Dirceu e de algumas das
empreiteiras citadas nas irregularidades.
Entre as acareações, os deputados
decidiram ouvir, numa mesma sessão que ainda será marcada, o ex-gerente de
Serviços da Petrobras Pedro Barusco e Renato Duque, ex-diretor de Serviços.
Outra acareação aprovada reunirá Barusco e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do
PT.
A CPI também fará acareação entre
o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e Vaccari; entre
o ex-tesoureiro do PT, Barusco e Renato Duque, e entre o ex-presidente da
Petrobras José Sérgio Gabrielli e Paulo Roberto Costa.
Avanço na pauta
O avanço na pauta só foi possível
quando, para tentar driblar as tentativas do PT de impedir a votação dos
requerimentos previstos, a oposição apresentou um requerimento para que as
votações fossem feitas em blocos.
Representando o PT na sessão, o
deputado Afonso Florence (BA), disse que há uma intenção clara de expor o
partido.
— Temos objeção a alguns
requerimentos que estão aí e queremos incluir outros. Queremos investigar
petistas, peemedebitas, democratas, mas o que não pode é fazer um circo no dia
da abertura do Congresso do PT [que ocorre hoje, em Salvador].
Florence chegou a pedir a leitura
da ata da última reunião da comissão, discussão e votação – um procedimento
que, apesar de regimental, é raramente adotado pelos parlamentares.
A estratégia era tentar retardar
as análises até que a Ordem do Dia fosse aberta em plenário, impedindo deliberações
nas comissões. A manobra irritou o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB).
— São mecanismos que o regimento
permite, mas que a sociedade repudia. Não iriamos admitir de maneira alguma. A
CPI precisa acarear, quebrar sigilo, evoluir com aquilo que sociedade espera de
nós. Hoje, um grande passo foi dado para que as investigações possam seguir e
possamos dar o resultado que a sociedade espera de nós.
Em resposta às acusações de
Florence, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) comemorou a aprovação dos requerimentos
atacando abertamente o PT.
— Esse partido que diz ter nascido
na bandeira da ética é hoje sinônimo de corrupção. Eles se deterioraram. Hoje
dentro do PT tem bandidos, e não temos receio de falar isso em alto e bom som.
Você que é do PT assaltou a Petrobras, e digo isso aqui, na CPI, e em qualquer
outro lugar.
Kroll consultoria
Além da lista de convocados,
alguns parlamentares também ficaram incomodados com o adiamento da sessão
secreta em que deveriam ouvir explicações de representante da empresa Kroll,
consultoria contratada pela CPI para investigar ativos desviados da Petrobras.
As explicações da Kroll foram
adiadas para o próximo dia 16. O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), afirmou que
a empresa já deveria ter apresentado relatório prévio há um mês.
— Não sabemos o trabalho que está
sendo feito, quem está sendo investigado. Se [a reunião] foi transferida,
marque uma data possível para que possa realmente acontecer porque na
terça-feira [dia 16], as 17h vamos ter Ordem do Dia e será adiada novamente”.
Valente reclamou da ausência de
requerimento que havia apresentado para ouvir o empresário Júlio Camargo e de
Jayme de Oliveira, acusado de transportar o dinheiro de propina do doleiro
Alberto Youssef.
— Peço a inclusão na pauta desses
requerimentos e se não for votado isso, hoje, vou entender como blindagem
eterna desses cidadãos.
Mesmo com o protesto, o presidente
da CPI decidiu deixar os requerimentos para a próxima sessão.

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