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Professores
em greve no Sergipe se algemam durante
manifestação
nesta quinta-feira (28)
(Foto: Jorge
Henrique/Futura Press/Estadão Conteúdo)
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Universidades federais em 12
estados foram afetadas. MEC diz que greve com data marcada 'não é diálogo'.
Professores e técnicos de
universidades federais de ao menos 12 estados decidiram, em assembleias,
paralisar suas atividades a partir desta quinta-feira (28).
A greve começou em universidades
federais de Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais,
Pará, Paraíba, Pernambucano, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins (veja lista de
universidades por estado abaixo).
Os servidores pedem reajuste
salarial, reestruturação da carreira e aumento de investimentos nas federais.
Ao longo dos próximos dias, professores e servidores de todas as universidades
federais devem fazer assembleias para decidir se participam ou não do movimento
nacional.
No Acre, os professores da Federal
do Acre devem parar as aulas a partir de sexta-feira.
No Mato Grosso do Sul, os
professores da UFMS marcaram paralisação para sexta-feira (29).
No Ceará, professores e técnidos
da UFC, UFCA e Unilab também ficarão de braços cruzados na sexta.
No Paraná, a UFPR vai fazer
assembleia na sexta para os professores decidirem se entram ou não em greve.
Em Roraima, os professores da UFRR
resolveram continuar com as aulas.
Data marcada
A data do início da greve havia
sido anunciada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino
Superior (Andes-SN), após decisão tomada no dia 16 de maio. Os professores
tentam pressionar o governo federal a ampliar o repasse às universidades
federais, apesar do corte de R$ 9,42 bilhões no orcamento do MEC.
Em nota oficial, o Ministério da
Educação informou nessa quarta-feira que se reuniu com as entidades em busca de
diálogo e foi informado desde o início de que havia data marcada para a greve.
"Isto não é diálogo. O diálogo supõe a vontade de ambas as partes de conversar,
só recorrendo à greve em último caso", afirma o ministério.
Ao G1, o presidente do Andes-SN,
Paulo Rizzo, disse que considera que o MEC cessou o diálogo. "A decisão
pela greve foi tomada após uma reunião com o ministério em que disseram não ter
compromisso com o acordo de carreira que foi fechado com Secretaria de Educação
Superior em 2014."
Acre
Na Universidade Federal do Acre, a
greve de professores federais começará nesta sexta-feira (29). O movimento foi
aprovado pela categoria após uma assembleia realizada no dia 25 de maio.
"A nossa greve está cumprindo
o que diz a legislação que prevê o aviso com antecedência mínima de 72 horas e
nós cumprimos, avisamos o reitor Minoru Kinpara no prazo estabelecido",
explicou o vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal
do Acre (Adufac), João Lima.
Alagoas
Os docentes e os técnicos da
Universidade Federal de Alagoas (Ufal) paralisaram as atividades nesta
quinta-feira (28). A greve, segundo eles, é por tempo indeterminado. A decisão
dos professores da Ufal foi tomada após assembleia na segunda-feira (25).
Amapá
Os professores da Universidade
Federal do Amapá (Unifap) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a
partir desta quinta, segundo informações do Sindicato dos
Docentes da Universidade Federal
do Amapá (Sindufap).
Os técnicos administrativos também
discutem a possibilidade de deflagrar greve. Uma assembleia está sendo
realizada na manhã dessa quinta-feira, para decidir quais setores da
instituição vão continuar os serviços.
Bahia
Parte dos trabalhadores
terceirizados da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estão em greve por tempo
indeterminado desde o dia 13 de maio. Eles pedem o pagamento dos salários de
fevereiro, março e abril que ainda não foi feito pela empresa Líder Recursos
Humanos, contratada pela universidade.
De acordo com a assessoria da
universidade, a paralisação é realizada apenas por parte dos terceirizados, que
integram o quadro dos setores de limpeza e administrativo.
Na última quinta-feira (21), o
reitor da UFBA, João Carlos Salles, assumiu que a universidade tem uma dívida
de R$ 28 milhões, referente ao ano de 2014, e convocou a comunidade acadêmica e
a sociedade civil para um ato público que pretende pressionar o governo federal
contra os cortes no orçamento.
Ceará
Professores e servidores da
Universidade Federal do Ceará (UFC), da Unilab e da Universidade Federal do
Cariri vão parar suas atividades nesta sexta-feira (29). A paralisação foi
decidida em ato no dia 14 de maio.
Espírito Santo
Os servidores da Universidade
Federal do Espírito Santo (Ufes) aderiram à paralisação nacional e iniciaram a
greve nesta quinta-feira (28). Já os professores da Ufes marcaram assembleia
para a próxima terça-feira (2) para decidir se entram ou não em greve.
No Hospital Universitário, a greve
começa a partir do dia 1º de junho. Durante uma assembleia que também acontece
hoje, os servidores decidem quais serviços ficarão disponíveis para população.
Goiás
Servidores técnico-administrativos
da Universidade Federal de Goiás (UFG), do Instituto Federal de Goiás (IFG) e
do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) entraram em greve nesta quinta-feira
(28). Os professores não aderiram ao movimento no estado.
Mato Grosso
Professores da Universidade
Federal de Mato Grosso (UFMT) entraram em greve, por tempo indeterminado, a
partir desta quinta (28). A decisão foi tomada em assembleia. A UFMT tem cerca
de 20 mil alunos e 1.800 professores.
Mato Grosso do Sul
Professores da Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) prometem parar nesta sexta-feira (29).
Segundo informações da Associação dos Docentes da UFMS, a sexta será um dia de
manifestação. A aprovação ou não da greve será debatida em assembleia no dia 10
de junho.
Minas Gerais
Os técnicos da Universidade
Federal de Viçosa (UFV) entraram em greve nesta quinta-feira (28) por tempo
indeterminado. De acordo com a Associação dos Servidores Administrativos
(Asav), a decisão foi tomada em Assembleia Geral da categoria. Segundo a UFV,
devido à greve, o funcionamento de alguns setores da instituição serão
alterados.
Pará
Servidores da Universidade Federal
do Pará (UFPA) deram início hoje à paralisação aprovada em assembleia na última
segunda-feira (25). Os grevistas fecharam os portões de acesso da UFPA em Belém
durante o período da manhã.
De acordo com o Sindicato dos
Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará
(Sindtifest), o portão principal, na avenida Bernardo Sayão, e o porto próximo
ao ginásio, foram bloqueados.
A Universidade Federal do Oeste do
Pará (UFOPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) também aderiram
ao movimento grevista. A categoria pede reajuste de 27% e reestruturação da
carreira, além de piso salarial de R$ 3.182.
Paraíba
Os professores de Universidade
Federal da Paraíba (UFPB) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a
partir desta quinta, segundo informações da assessoria de imprensa da Sindicato
dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB).
Na Universidade Federal de Campina
Grande (UFCG), professores e técnicos começaram nesta quinta a greve decidida
em assembleia.
Paraná
Os professores da Universidade
Federal do Paraná (UFPR) vão fazer uma assembleia na manhã de sexta-feira (29)
para decidir sobre a possibilidade de greve. Segundo o Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest), a
assembleia está marcada para começar às 8h, na sede do sindicato.
Pernambuco
Os servidores da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) começaram a greve, por tempo indeterminado, nesta
quinta-feira (28). Com o movimento, os técnicos pretendem paralisar setores
como administrativo, secretarias e bibliotecas.
Já os professores da UFPE e da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) decidiram manter as aulas
durante assembleia realizada na última segunda.
Rio de Janeiro
Professores e técnicos
administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) decidiram entrar em
greve, a partir desta quinta-feira (28). Na Universidade Estadual do Rio de
Janeiro (Uerj), a paralisação está marcada para esta sexta-feira (29) e na
rural (UFRRJ) uma assembleia será realizada também nesta quinta-feira para
definir se as aulas irão continuar.
Já os professores da UniRio e da
UFRJ se reuniram e afirmaram que não vão aderir ao movimento.
Roraima
Professores da Universidade
Federal de Roraima (UFRR) decidiram em assembleia geral continuar as aulas e
ficar em estado permanente de greve. De acordo com a Seção Sindical dos
Docentes da UFRR (Sesduf), isso significa que eles continuarão as atividades em
salas de aula, porém, a qualquer momento, pode ocorrer uma paralisação.
Sergipe
O Sindicato dos Trabalhadores
Técnico Administrativos em Educação da Universidade Federal de Sergipe
(Sintufs) e a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe
(ADUFS-SSIND) realizaram ato de deflagração de greve nesta quinta-feira
(28). A mobilização ocorreu no início da
manhã de hoje na reitoria do Campus que fica localizado no município de São
Cristóvão, na Grande Aracaju.
Tocantins
Os professores da Universidade
Federal do Tocantins (UFT) decidiram em assembleia realizada na terça-feira
(26) a aprovação da greve da categoria. Segundo a Seção Sindical dos Docentes
da UFT (Sesduft), a paralisação começou nesta quinta-feira (28), seguindo o
movimento nacional, e será por tempo indeterminado. Cerca de 20 mil estudantes
ficam sem aulas.
Greve nacional
O sindicato nacional dos
professores das instituições federais (Andes-SN) organizou o início da greve
nas universidades para esta quinta-feira. No entanto, cada uma das
universidades deve votar em assembleia local a adesão ou não ao movimento.
Segundo a entidade, a greve foi
aprovada no dia 16 de maio como "o último recurso encontrado pelos
docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos
para a educação pública, e dar respostas ao total descaso do Executivo frente à
profunda precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições
Públicas Federais".
Em 2012, na maior greve organizada
pelo sindicato, as instituições pararam em maio, e a maioria delas retomou as
aulas apenas em setembro, depois de quase quatro meses de paralisação. O
movimento chegou a atingir, em níveis diversos, 57 das 59 instituições.

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