Há dez dias,
pacientes foram flagrados em macas nos corredores.
Há menos de
dez dias o Bom Dia Rio mostrou os corredores do Hospital Estadual Carlos
Chagas, em Marechal Hermes, no Subúrbio do Rio, lotados de macas com pacientes.
Nesta quinta-feira (14), o telejornal mostrou que os funcionários agora
denunciam a falta de materiais, remédios e até detergente para realizarem a
limpeza dos instrumentos cirúrgicos.
O documento
enviado para a administração do hospital detalha alguns dos materiais que estão
em falta. Neles os funcionários dizem que estão sem sabão líquido e sem
detergente enzimático desde o dia 3 de maio. O sabão e o detergente são usados
na limpeza e desinfecção dos artigos hospitalares críticos e semicríticos da
unidade. Os profissionais também pedem orientações sobre como vão trabalhar
durante o dia, já que os produtos são imprescindíveis para remover a sujeira
dos instrumentos de trabalho.
A equipe do
Bom Dia Rio entrou em contato com um funcionário dos funcionários do Carlos
Chagas que falou deste e de outros itens que estão em falta no hospital.
“Nebulizador, máscara de nebulização e cânulas. Falta sabonete líquido,
detergente enzimático e material básico para a desinfecção de material do
centro cirúrgico”, disse o funcionário, que não quis se identificar.
Parte do
material utilizado no centro cirúrgico é obtido em doações. “O material está
sendo trazido através de doações de outras unidades para o Hospital Carlos
Chagas. Através do esforço das pessoas do hospital para manter o funcionamento
do centro cirúrgico”, completou o funcionário.
Há menos de
dez dias a equipe do Bom Dia Rio mostrou outro problema na unidade. Pacientes
em macas, espalhados pelos corredores lotados. A equipe também denuncia que
faltam antibióticos. “Determinados dias têm determinados antibióticos, então
existe um comunicado da farmácia dizendo que nesse dia só pode iniciar o
tratamento com alguns antibióticos, porque os outros estão em falta”, disse o
funcionário.
A falta dos
remédios segundo os funcionários traz prejuízos aos tratamentos dos pacientes.
“Às vezes, no meio do tratamento do paciente, você é obrigado a trocar o
antibiótico por falta do antibiótico. Isso tudo acarreta a piora do estado do
paciente, agravamento da situação do paciente, até porque você não sabe se o
antibiótico que está disponível é realmente o indicado”, completou o
funcionário.
Está
denúncia foi feita na noite da quarta-feira (13), por isso até o horário de
publicação desta reportagem a Secretaria Estadual de Saúde não havia se
posicionado sobre o assunto.

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