O destaque da semana fica nesta quarta-feira (14/1), quando será exibido o documentário “Uma História do Perú”, que narra a história de 34 anos do "O Perú Molhado", jornal informal e descontraído que nasceu em Búzios nos anos 80.
Um dos principais pontos de cultura e lazer em Cabo Frio é a
Casa Scliar. Localizada no Boulevard Canal, a casa funciona também como
instituto cultural, onde estão expostas fotografias e pinturas do artista
gaúcho Carlos Scliar e também de seus amigos - entre eles, Di Cavalcanti,
Pancetti, Anna Letycia e Glauco Rodrigues. A novidade são as sessões
cinematográficas.
O ateliê oferece cursos, workshops e palestras com
profissionais de várias vertentes ligadas à arte. Em 2009 foi inaugurada uma
tela de alta definição na Casa Scliar. O registro cinematográfico será passado
na sala de cinema Nelson Pereira dos Santos, que tem 55 cadeiras disponíveis
para exibições gratuitas de filmes de diversos artistas.
O Cine Scliar tem uma programação extensa para o mês de
janeiro. Esta semana, estão programados os filmes "5x Favela" na
quinta-feira (15/1) e "A Família do Futuro" no sábado (17/1). O
destaque da semana fica nesta quarta-feira (14/1), quando será exibido o
documentário “Uma História do Perú”, que narra a história de 34 anos do "O
Perú Molhado", jornal informal e descontraído que nasceu em Búzios nos
anos 80.
Com a direção de Milton Alencar e Bruna Pozzebon, o filme
estreou no mês passado no tradicional cinema buziano Gran Cine Bardot. O
falecimento do fundador do jornal, o argentino Marcelo Lartigue, em setembro do
ano passado marcou o fim da produção do filme documental.
Com roteiro de Marcelo Lartigue, Aníbal Fernando, Sandro
Peixoto e Milton Alencar, o longa-metragem tem quase 80 minutos e traz
depoimentos de amigos e leitores do Perú nesses 34 anos de existência. Após 12
mil horas de filmagem, 13 anos de captação de material e muito trabalho, o
documentário pretende, assim como o jornal, causar impacto com seu humor ácido
e sem regras.
Segundo Sandro Peixoto, diretor de "O Perú
Molhado", o fundador continua presente na redação. Mesmo com problemas financeiros
para veicular as edições, o jornal nunca deixou de sair semanalmente.
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