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Segundo a assessoria de imprensa da PF, o
esquema
criminoso tinha seu centro de atuação na
região de Cariri
Reprodução_Enem_2014
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A ação recebeu o nome de Operação Apollo e teve início no
Ceará, na Paraíba e no Piauí
Após denúncias de vazamento da prova de redação do Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio) 2014, a PF (Polícia Federal) informou que
prendeu temporariamente quatro pessoas acusadas de participar de fraudes no
exame.
As prisões fazem parte de uma operação da PF iniciada na
manhã desta sexta-feira (14) para investigar uma quadrilha dedicada a fraudar o
Enem e outros concursos. A ação recebeu o nome de a Operação Apollo e teve
início, simultaneamente, nos Estados do Ceará, Paraíba e Piauí. Até o momento
foram presas duas pessoas no Ceará e outras duas na Paraíba.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, o esquema criminoso
tinha seu centro de atuação na região de Cariri, no sul do Ceará. Porém, a
atuação da quadrilha se estendia também pelo Estado da Paraíba. Os fraudadores
direcionavam a sua atuação aos candidatos interessados em ingressar no curso de
medicina de universidades públicas.
Há 13 meses
A investigação criminal está centralizada na
Superintendência da Polícia Federal no Ceará e foi iniciada há 13 meses. Foi
essa operação que levou à prisão em flagrante de dois candidatos do Enem 2014
no último sábado (8), na cidade de Juazeiro do Norte (CE).
As investigações seguem agora para identificar todos os
possíveis beneficiários do esquema criminoso, responsável por fraudes nas
edições do Enem deste ano e de 2013.
Denúncias
Nesta quarta-feira (12), um estudante do Piauí divulgou um
vídeo na internet em que ele alega ter recebido uma imagem da folha
de proposta da redação do Enem 2014 antes da aplicação da prova no
último domingo (9).
Ao longo do fim de semana de aplicação do Enem, nos últimos
dias 8 e 9, usuários de redes sociais postaram conteúdos que alegavam ser o
vazamento do tema da redação do exame.
Em uma das postagens na internet, o tema da redação aparecia
como sendo “Racismo no futebol – um bilhete para a ignorância”.
Em nota divulgada no Twitter na manhã do último domingo, o
Inep disse que lamentava “mais uma vez as tentativas de gerar intranquilidade
entre os participantes do exame em relação ao tema da redação”.
Durante a madrugada do sábado (8), imagens em vídeo de uma
suposta prova em branco do Enem foram divulgadas em redes sociais. A veiculação
do conteúdo teria começado por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.
No mesmo dia, o MEC (Ministério da Educação) esclareceu, por
meio de nota, que o conteúdo do vídeo era falso. Segundo o órgão, a Polícia
Federal ficou responsável de apurar a origem das postagens e punir os autores.
Fonte: R7

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