Ex-diretor de
abastecimento da Petrobras mantém conta no país europeu.
O governo da
Suíça autorizou nesta quarta-feira (26) a repatriação de US$ 26 milhões do
ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, após uma reunião
entre procuradores do Ministério Público Federal (MPF), responsáveis pelas
investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF) e representantes
do Ministério Público suíço, de acordo com a Globo News. O valor a ser
repatriado é o maior do Brasil para casos de corrupção, mas não há previsão de
quando será devolvido.
Os procuradores
do MPF embarcaram na segunda-feira (24) para a Suíça, com objetivo de tentar
localizar o dinheiro que pode ter sido desviado da Petrobras. De posse dos
extratos da conta cedidos pelo Ministério Público suíço, a força-tarefa do MPF
busca ainda descobrir de onde veio e para onde iria essa quantia. Os
procuradores também vão procurar provas de que outros envolvidos na Operação
Lava Jato tenham movimentado dinheiro no exterior.
Entre eles,
está outro ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, que está preso em Curitiba, e
o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Conforme Paulo Roberto
Costa, eles também participavam do esquema, sendo que Baiano seria operador do
PMDB nos desvios de dinheiro da Petrobras.
A informação
foi corroborada por outro executivo, da empresa Toyo Setal, chamado Júlio
Camargo. Em um depoimento à Polícia Federal, ele garantiu ter feito depósitos
no valor de R$ 6 milhões. A quantia, afirmou, era para a diretoria de Serviços,
comandada por Duque. A maior parte foi depositada no banco Credit Suisse, em
contas indicadas por Duque e pelo subordinado dele, o gerente de Serviços da
estatal, Pedro Barusco.
Júlio Camargo
também disse que repassou entre R$ 12,5 milhões a R$ 15 milhões para Fernando
Baiano. Segundo o executivo da Toyo Setal, esse dinheiro foi levado para um
banco no Uruguai e para várias contas indicadas pelo lobista no exterior.
Lava Jato
A Operação Lava
Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de
R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações
da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A nova fase da operação
policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras
que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões.
Parte desses
contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia
Federal. Ao todo, 25 pessoas foram presas pela PF durante esta etapa da
operação. Porém, ao expirar o prazo da prisão temporária (de cinco dias,
prorrogáveis por mais cinco), na terça (18), 11 suspeitos foram liberados.
Outras 14 pessoas, entre as quais o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato
Duque, continuam na cadeia.

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