Protestos
recomeçaram após policial que matou jovem não ser processado.
Cidade registra saques, carros incendiados e tumultos.
A decisão
de não indiciar o policial Darren Wilson, que em agosto matou o jovem negro
Michael Brown, detonou nova onda de distúrbios em Ferguson, nos Estados
Unidos, nesta terça-feira (25). Tiros e explosões foram ouvidos na cidade do
estado de Missouri. Carros incendiados e saques também foram registrados.
Manifestantes
queimaram edifícios, saquearam lojas e atiraram contra a polícia. Tropas de
choque, FBI, Swat e a Guarda Nacional foram nas ruas de Ferguson. Tumultos
foram controlados com gás lacrimogêneo.
O chefe de
polícia de St. Louis, John Belmar, informou que pelo menos 29 pessoas foram
detidas. Os confrontos representaram a pior noite de distúrbios na cidade desde
agosto.
Ainda segundo o
comandante, pelo menos 150 tiros foram disparados na região durante os
protestos, mas nenhuma pessoa com ferimento grave foi registrada. Pelo menos 12
imóveis foram incendiados pelos manifestantes dentro da cidade e nas
proximidades – a maioria foi totalmente danificada.
Veículos
incendiados, janelas e veículos destruídos, saques e sons de tiros tomaram a
Avenida West Florissant de Ferguson e seus arredores, após o anúncio da decisão
judicial. Essa avenida também concentrou os distúrbios raciais que ocorreram em
agosto pela morte de Brown.
Os
manifestantes denunciaram que os agentes reprimiram o protesto com gás
lacrimogêneo, mas a polícia do condado de St. Louis informou, através do
Twitter, que só utiliza "fumaça" para dispersar as pessoas.
Os protestos
pacíficos se estendem por Nova York, Chicago, Los Angeles, Washington D.C.,
Oakland e outras grandes cidades do país.
O Departamento
de Polícia informou que o aeroporto de St. Louis foi fechado para pousos e
decolagens, por determinação da Administração Federal de Aviação dos EUA.
Ferido
Embora autoridades não tenham confirmado, a agência de notícias Reuters informou que um policial foi ferido num dos braços por um tiro.
Embora autoridades não tenham confirmado, a agência de notícias Reuters informou que um policial foi ferido num dos braços por um tiro.
O presidente
dos EUA, Barack
Obama, pediu no início da madrugada desta terça calma à população de
Fergunson. Ele começou seu discurso lembrando que os pais de Michael Brown
pediram que as pessoas não recorressem à violência durante os protestos e
defenderam um debate construtivo, que promova mudanças, para que a morte de seu
filho não seja em vão.
Os protestos
começaram logo após um júri local decidir não processar o policial branco pela
morte de Brow, de 18 anos. O jovem foi morto a tiros.
Depois da
decisão, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu calma à população de
Fergunson. Obama pediu que possíveis manifestações fossem pacíficas, segundo
comunicado da Casa Branca. O mesmo pedido foi feito pelo governador do
Missouri, Jay Nixon.
Darren Wilson
não será processado porque o júri de St. Louis concluiu que não há provas
suficientes para processá-lo, anunciou o promotor da comarca, Robert (Bob)
McCulloch. "Darren Wilson não será acusado em conexão à morte de Michael
Brown ocorrida em 9 de agosto em Ferguson", afirmou McCulloch.
Segundo ele, o
júri trabalhou "intensamente" durante os últimos meses e encontrou
inconsistências no depoimento das testemunhas que incriminavam Wilson.
"Não há dúvida de que Darren Wilson matou. Wilson foi o agressor inicial.
Mas foi autorizado a usar força letal em autodefesa", disse o promotor.
A área de
Ferguson, St. Louis, no Missouri, entrou em estado de alerta. O FBI, a Guarda
Nacional e tropa de choque estão preparados para intervir caso ocorram
protestos. A decisão, aguardada por centenas de pessoas nas ruas, provoca o
temor de novas manifestações e distúrbios na cidade, sacudida por protestos em
agosto passado.
Em nota enviada
à imprensa, a família de Brown afirmou que ficou "desapontada".
"Estamos profundamente decepcionados de que o assassino do nosso filho não
tenha que sofrer as consequências de seus atos", informou a família de
Brown, pedindo 'respeitosamente que qualquer manifestação seja pacífica'.
"Juntem-se a nós em nossa campanha para que todo policial nas ruas desse
país use uma câmera acoplada a seu corpo. Nós respeitosamente pedimos que vocês
protestem pacificamente. Responder violência com violência não é a reação mais
apropriada", diz o comunicado.
Composto por 12
pessoas, o júri manteve reuniões secretas por meses, uma vez por semana,
ouvindo testemunhas e analisando evidências. Os integrantes eram seis homens
brancos, três mulheres brancas, duas mulheres negras e um homem negro. Eles
tinham a opção de não acusar Wilson por crime algum ou decidir que ele deveria
ser processado por homicídio involuntário ou assassinato, com sua absolvição ou
condenação (e pena) sendo decidida em novo julgamento. A decisão não precisava
ser unânime, sendo validada caso fosse aprovada por ao menos nove dos 12
jurados.
Integrantes da
Guarda Nacional foram designados para garantir a segurança do prédio da
promotoria em Clayton. Em Ferguson, lojas fecharam as portas e escolas
suspenderam as aulas nesta segunda, pelo temor de possíveis manifestações
violentas, como as que ocorreram em agosto, após a morte do jovem.
Protestos
A morte de Michael Brown, em 9 de agosto, gerou uma violenta onda de
manifestações em Ferguson, especialmente por que Wilson, um policial branco, atirou
ao menos seis vezes no jovem negro de 18 anos que, segundo
testemunhas, estaria desarmado. Quase 70% da população de Ferguson é negra, mas
as autoridades políticas e policiais são majoritariamente brancas.
De acordo com a polícia, Brown teria participado de um assalto a uma loja de bebidas pouco antes de ser baleado. Um vídeo do crime, em que o jovem supostamente aparece, chegou a ser divulgado.
Após semanas de violência nas ruas, a Guarda Nacional foi enviada a Ferguson para controlar os distúrbios. Na última segunda-feira (17), com o julgamento de Wilson já se aproximando de seu final, o governador declarou situação de emergência e autorizou forças especiais de segurança estaduais a apoiarem a polícia em caso de violência.
A ordem do governador também determinou que, em eventuais protestos, a responsabilidade seria do Departamento de Polícia do Condado de St. Louis, e não da polícia da cidade de Ferguson.
De acordo com a polícia, Brown teria participado de um assalto a uma loja de bebidas pouco antes de ser baleado. Um vídeo do crime, em que o jovem supostamente aparece, chegou a ser divulgado.
Após semanas de violência nas ruas, a Guarda Nacional foi enviada a Ferguson para controlar os distúrbios. Na última segunda-feira (17), com o julgamento de Wilson já se aproximando de seu final, o governador declarou situação de emergência e autorizou forças especiais de segurança estaduais a apoiarem a polícia em caso de violência.
A ordem do governador também determinou que, em eventuais protestos, a responsabilidade seria do Departamento de Polícia do Condado de St. Louis, e não da polícia da cidade de Ferguson.
Fonte: G1

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