41% dos deputados dizem usar a internet como fonte de informação | Rio das Ostras Jornal

41% dos deputados dizem usar a internet como fonte de informação

Portais, sites e blogs tinham 13% da preferência em 2008; agora, têm 41%.

Pesquisa realizada na Câmara pelo instituto FSB Pesquisa revela que a internet foi o meio que mais cresceu como fonte de informação entre os deputados federais nos últimos sete anos.

De acordo com a sétima edição do levantamento, intitulado "Mídia e Política", portais, sites e blogs eram citados na primeira edição, em 2008, por 13% dos parlamentares entrevistados. Atualmente, 41% dizem usar a web como principal fonte de informação, atrás somente dos jornais, mencionados por 46%.

Os números mostram ainda que os telejornais são o meio preferido de 8% dos deputados entrevistados, seguidos por revistas e rádios (1% cada um). Os 3% restantes mencionaram outras fontes.

O levantamento ouviu 222 dos 513 deputados federais, entrevistados pessoalmente na Câmara de forma proporcional ao tamanho da bancada de cada partido. As respostas foram espontâneas (sem que tivessem sido mostradas opções ao entrevistado). Os dados foram coletados em dezembro de 2013,

A pesquisa indicou que a preferência pelos jornais entre os deputados caiu gradativamente ao longo dos anos – passou de 70% em 2008 para 46% em 2014.

Na estratificação dos resultados por faixa etária, o levantamento verificou que, quanto menor a idade do deputado, maior a preferência pela internet e menor pelo jornal.

Entre os parlamentares com até 40 anos, a internet é o principal meio para 71% dos entrevistados e o jornal para 22%. Entre os deputados com mais de 60 anos, a internet é preferida por 30%, e os jornais são citados por 52%.

Apesar do crescimento da internet e da redução da opção pelos jornais, o cientista político Leonardo Barreto, um dos realizadores da pesquisa, diz acreditar que os dois meios devem conviver na preferência dos deputados. Ele argumenta que, se a rede oferece informações em tempo real e pode ser acessada com maior mobilidade, por celulares e tablets, o jornal tem, segundo ele, vantagens como maior credibilidade e opiniões mais densas.

"Dependendo do que estiver sendo votado no plenário, os deputados podem, via internet, saber como a mídia e a população estão reagindo e o que os outros players estão declarando publicamente enquanto a sessão está ocorrendo. Isso dá um dinamismo novo ao jogo parlamentar", afirmou.

Mas, na avaliação de Barreto, os deputados que tomam as decisões com mais peso na Câmara têm, em geral, mais idade, e são leitores mais frequentes de jornais. "Isso pode significar que, quantitativamente, os jornais impressos podem estar perdendo espaço. Mas, qualitativamente, eles podem continuar mantendo a sua capacidade de influência", ponderou.
Fonte: G1
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