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| (Foto: Marcos D'Paula/AE) |
Até
2016, segundo a legislação, índice tem de chegar a 50%.
As
universidades federais brasileiras reservam 40,3% das vagas, o equivalente a
77.374 matrículas, para alunos cotistas, sejam eles de escola pública ou
pretos, pardos ou indígenas.
O país está a um passo de cumprir o que prevê a
lei 12.711, que vigora há dois anos, e define que até 2016 pelo menos metade
das vagas oferecidas por estas instituições sejam para os cotistas. As
informações são de um levantamento feito pelo Grupo de Estudos
Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa) da Universidade do Estado do Rio
de Janeiro (Uerj).
Em
2012, antes da existência da lei, que passou a vigorar no ano seguinte, 21,6%
das vagas (cerca de 30,2 mil em números absolutos) eram destinadas aos cotistas.
Em 2013, já sob o impacto da legislação, o percentual subiu para 31,5%.
Entre
2012 e 2013, houve um aumento de número de vagas gerais ofertadas pelas
universidades federais. As cadeiras subiram de 140 mil para 188 mil. Esse
crescimento fez com que a lei de cotas não afetasse a oferta de vagas para os
candidatos de ampla concorrência (que não se encaixam nos critérios da cotas).
Pelo contrário, foi registrado um aumento de 17,5% de vagas nesta modalidade. A
variação do total de vagas reservadas entre 2012 e 2013 foi de 96%.
"No
primeiro ano, a lei de cotas pouco afetou a oferta da ampla concorrência, pois
houve um incremento das vagas ofertadas. A ideia de que a cotas iriam lesar o
aluno da ampla concorrência não se sustentou", diz Verônica Toste,
pesquisadora do Gemaa.
Na
variação do ano seguinte, entre 2013 e 2014, o crescimento de vagas globais foi
bem menor, de 1,6%. Por isso, a oferta para ampla concorrência caiu 11,6%,
enquanto o índice de vagas reservadas subiu para 30%.
Mais vagas
raciais
Das cadeiras destinadas aos cotistas atualmente, 22,7% (43 mil em números absolutos) são para os alunos pretos, pardos e indígenas, enquanto 15,5% (29,8 mil) são para os oriundos de escolas públicas e baixa renda.
O
número de vagas raciais foi o que mais apresentou aumento desde que a lei
entrou em vigor. Cresceu 176% entre os anos de 2012 e 2013.
Fonte: G1

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