Marco Civil da Internet será o primeiro tema a ser tratado pela Câmara dos Deputados em 2014. | Rio das Ostras Jornal

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Marco Civil da Internet será o primeiro tema a ser tratado pela Câmara dos Deputados em 2014.

Projeto de lei na Câmara busca definir regras para o uso da internet.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta terça-feira (17) que “já ficou claríssimo” que a presidente Dilma Rousseff não irá retirar o pedido de urgência constitucional do Marco Civil da Internet. Segundo Ideli, este terá de ser o primeiro tema a ser tratado pela Câmara dos Deputados em 2014.

“Ano que vem vai ter que votar, porque senão a Câmara não vota mais nada. Porque já ficou claríssimo que a presidenta não vai retirar a urgência. Vai ser o nosso primeiro debate em 2014”, afirmou.
O Marco Civil da Internet é um projeto de lei que busca definir quais são as regras para o uso da internet, e os direitos e deveres de usuários e prestadores de serviço. Por se tratar de um tema de importância para o governo, o projeto foi enviado com urgência constitucional, que dá o prazo de 45 dias para a Câmara e 45 para o Senado votarem o assunto senão passa a trancar a pauta de votações.

Diante dos impasses sobre os temas do texto, a Câmara ainda não conseguiu apreciar a matéria e, agora, está impedida de votar projetos de lei até que analise o Marco Civil da Internet.

Segundo Ideli, o assunto é importante principalmente por conta das denúncias feitas pelo ex-agente de inteligência norte americano Edward Snowden de que a presidente Dilma Rousseff teria sido espionada pelos Estados Unidos. “Tanto que a presidente manteve o regime de urgência. Na hora que a presidente foi acionada, teve pressão, né, imensa, para que fosse retirada a urgência”, afirmou.

Ela ressaltou que da última vez que a presidente cedeu, no Código da Mineração, o pedido de urgência foi retirado e o texto não foi levado adiante. “Vocês viram, né? Retirou a urgência e não andou. Então, a presidenta não mudou a posição no sentido da necessidade  absoluta de ter a aprovação do Marco Civil”, enfatizou.

Questionada sobre qual seria a estratégia do governo para viabilizar a aprovação da matéria, Ideli respondeu que continuaria fazendo o “convencimento”. “Chega uma hora no Congresso Nacional que você faz o debate, você aprofunda, você discute, você faz acordos. Quando chega a hora do impasse...”, afirmou.

Reforma eleitoral
A ministra Ideli Salvatti defendeu a realização de plebiscito e de constituinte exclusiva para a reforma política. Depois das manifestações, a presidente Dilma enviou ao Congresso Nacional um proposta de reforma, com temas como financiamento de campanha, mas o projeto não teve andamento.

Para Ideli, há "frustração" no país no fato de a reforma política ainda não ter sido aprovada pelo Congresso. "Eu acho que essa é uma frustração do país porque todos sabem da necessidade, da importância e da mudança necessária que precisamos ter. E isso entra ano, sai ano, e fazem coisas de superfície", afirmou.

Ideli disse ainda que haverá "crescente judicialização" de temas eleitorais e que isso poderá provocar o Congresso a tratar do assunto.

"Vai acontecer, eu não tenho a menor dúvida, a ampliação da judicialização desse tema. Cada vez mais, o Judiciário vai ser acionado e vai entrar e, talvez, essa ampliação da judicialização talvez crie o ambiente político para que o Congresso Nacional se movimente", afirmou.

Em 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá concluir ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o financiamento privado de campanha.

Balanço
Em conversa com jornalistas da manhã desta terça-feira (17) em Brasília, Ideli fez um balanço da atuação da Secretaria de Relações Institucionais. Segundo ela, a institucionalização de reuniões periódicas com os líderes do Congresso, "separando as reuniões do Senado e da Câmara" foram tidas como "muito produtivas".


Outro "sucesso" da pasta, na avaliação da ministra, foram os encontros estaduais de prefeitos com gestores federais. 
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