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| Pedro Soler, premiado violonista espanhol. (Foto: Nicole Berge) |
Apresentação única do violonista espanhol Pedro Soler acontece neste sábado, às 18h.
Uma atração internacional, imperdível para quem aprecia o
violão flamenco, é a apresentação única do premiado violonista espanhol Pedro
Soler, no museu Casa de Cultura José de Dome – Charitas, neste sábado (14/9),
às 18h.
Nascido em 1938, Pedro Soler teve o primeiro contato com a
arte do flamenco através do guitarrista granadense J.M. Rodriguez e dos
andaluzes exilados em Toulouse, quando esta era a capital da Espanha.
Mais tarde, o “cantador” Jacinto Almadén, impressionado pela
sua sonoridade, convida-o para participar do grupo “Sonidos negros” como
segundo guitarrista, ao lado do mestre Pepe de Badajoz que o toma como
discípulo e amigo, realizando diversas turnês pela Espanha. Após o falecimento
de Pepe de Badajoz, Pedro Soler passou a ser o acompanhador de Almadén.
A célebre dançarina “La Joselito” foi providencial em sua
carreira, transmitindo a Soler a arte de acompanhar os estilos da idade de ouro
da dança flamenca.
Ao lado de Almadén, Pedro Soler acompanhou durante vários
anos mestres do canto flamenco, tais como Pepe de la Matrona e Juan Varea, com
os quais ele igualmente realizou diversas gravações. Posteriormente, acompanhou
cantores mais jovens como Enrique Morente, Miguel Vargas e Inés Bacán.
O guitarrista realiza recitais como solista na Europa, Japão,
na antiga União Soviética, América do Sul, África e Índia. Em Paris,
apresenta-se frequentemente na Salle Pleyel e no Théâtre des Champs Elysées e
em Londres, no Wigmore Hall e na Queen Elizabeth Hall. Igulmente, desenvolveu
durante anos intensa atividade concertística, com músicos como Beñat Achiary,
Ravi Prasad e o violoncelista Gaspar Claus.
Gravações para a RCA Victor, Decca, Le Chant du Monde e CBS
documentam a sua arte, que mereceu o “Grand Prix International du Disque”,
concedido pela Charles Cros Academy, em 1964.
Fiel à escola primitiva do flamenco pela qual foi formado,
Pedro Soler sempre busca a essência, a dinâmica, a força do silêncio. A técnica
para ele é somente um meio para adquirir a potência expressiva do “cant jondo”,
o canto profundo.
A apresentação deste sábado é uma atração internacional
imperdível, que merece ser prestigiada pelos apreciadores da boa música.

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