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| (Foto: Kaná Manhães) |
Segundo alguns funcionários, a limpeza é
feita apenas uma vez ao dia.
Não é de hoje que se fala da situação crítica dos banheiros públicos nos terminais de ônibus da
cidade de Macaé. Um exemplo disso fica no Terminal Central, onde passam cerca de 100 mil
pessoas todos os dias.
O local, que é o principal ponto de acesso ao
transporte público municipal da população macaense e que deveria oferecer
conforto, só traz problemas aos cidadãos. Passa o tempo e a situação parece
nunca mudar, seja por parte dos responsáveis pela manutenção e limpeza e também
pela falta de educação de alguns usuários, que colaboram com a sujeira e
vandalizam o lugar.
Idosos, gestantes e pessoas portadoras de
doenças ou necessidades especiais são os que mais sofrem com a situação.
Segundo um funcionário do local, que prefere
não ser identificado, a limpeza é feita diariamente por pessoas do Sistema de
Transporte Integrado (SIT), porém isso só é feito uma vez e na parte da
manhã.
"A limpeza é feita uma vez por dia, mas
isso não é suficiente. Mas não podemos apenas crucificar um lado, pois se a
situação está desse jeito, parcela da culpa é da população que não colabora. É
comum ver pessoas urinando nas baias do lado de fora, inclusive mulheres. Como
você quer exigir um banheiro limpo se você não contribui para isso? Do jeito
que as coisas estão o ideal seria cobrar, como é feito na rodoviária. Assim
ficaria uma pessoa ali tomando conta, evitando que isso continue acontecendo.
Além disso, pagando um valor simbólico, a pessoa também teria papel higiênico,
tudo à sua disposição. Sem fiscalização fica essa situação aí que vemos. Nós
que trabalhamos no local cansamos de colocar torneira aqui e o povo vem e
quebra, rouba", relata.
O cheiro forte causado pelo acúmulo de urina
também incomoda os passageiros. A situação se agrava quando a água do esgoto
dos sanitários faz o local ficar alagado. Por conta do mau cheiro e do ambiente
insalubre, a solução acaba sendo utilizar a parte externa para urinar.
"Acredito que muita gente urina do lado
de fora por falta de educação, mas também tem gente que faz isso por revolta.
Imagina para uma mulher entrar e usar um banheiro nesse estado, não tem como.
Outro dia estava com minha tia, que é de idade, esperando o ônibus por um
tempão e ela precisou ir ao banheiro. Ela acabou desistindo, porque só de
chegar perto já passou mal com o forte cheiro", conta a estudante Karla
dos Anjos.
Além de questão estética, a falta de limpeza
é um problema de saúde pública. Apesar da transmissão de doenças por contágio
nesses casos ser rara, os riscos existem, principalmente para pessoas que
tenham feridas na pele ou baixa imunidade. Entre as doenças que podem ser
adquiridas estão o HPV (Papiloma Vírus Humano) e o herpes genital.
Fonte: Marianna Fontes/O Debate

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