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| Cacique Nísio Gomes (de camisa preta) está desaparecido desde o ataque ao acampamento. |
Homens são investigados como mandantes do crime contra Nísio Gomes.
Vítima está desaparecida há 7 meses, desde ataque à acampamento.
Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal (PF) ontem, quarta-feira (4), suspeitas de envolvimento na morte do cacique Nísio Gomes. Segundo o delegado Jorge André Figueiredo, são seis produtores rurais, um servidor público e um advogado que são investigados como os mandantes do crime. Todos eles tiveram mandados de prisão decretados e cumpridos durante o dia.
A vítima foi vista pela última vez no dia 18 de novembro de 2011, após ataque ao acampamento indígena Guaiviry, da etnia guarany-kaiwá, em Aral Moreira, extremo sul do estado. No começo a polícia investigava o caso como desaparecimento, mas nesta quarta-feira informou que novas provas apontaram que o índio “foi morto por pessoas vinculadas a uma empresa de segurança privada da cidade de Dourados”.
Segundo Figueiredo, sete presos permanecerão na única cela da delegacia da PF de Ponta Porã por conta da interdição do presídio Ricardo Brandão. O advogado, único com direito à cela especial, ficará em outro local não informado. Os nomes dos presos não foram divulgados.
De acordo com a PF, todos respondem por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de meio que dificulta a defesa da vítima. Eles também serão indiciados por ocultação de cadáver, formação de quadrilha, fraude processual e corrupção ativa de testemunhas.
Crime
Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF), havia cerca de 30 indígenas no acampamento, localizado próximo a fronteira com o Paraguai, no momento da invasão. Os indígenas afirmam que aproximadamente 20 homens chegaram ao local
As investigações da Polícia Federal apontaram que fazendeiros da região teriam contratado seguranças de uma empresa privada de segurança para retirar os índios do local. Quatro fazendeiros, um advogado, dois administradores da empresa de segurança e outras três pessoas foram indiciados por lesão corporal, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.
Três integrantes do grupo de agressores chegaram a ser presos, mas foram soltos no decorrer do inquérito.

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