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| Cartaz denuncia estado lamentável dos trabalhadores no Tribunal de Justiça de Arraial do Cabo. |
Funcionários decidiram cruzar os braços há duas semanas.
Falta pagamento e alimentação.
Um prédio sendo construído para abrigar o Tribunal de Justiça, mas com situações totalmente fora da lei. Há duas semanas trabalhadores das obras do TJ, em Arraial do Cabo, pararam os trabalhos de construção do prédio. O motivo? O básico. Falta pagamento e alimentação.
Cartazes colocados por funcionários expõem os problemas. Na obra do prédio que vai abrigar a justiça, o que acontece contradiz as leis trabalhistas. Há denuncias de atrasos nos pagamentos e trabalho escravo. Os operários são contratados pela Kremer Engenharia, empresa responsável pela construção. O carpinteiro Sérgio Carmo de Paulo diz que está sem receber o salário há quase dois meses. E que os benefícios também foram cortados.
Os funcionários decidiram cruzar os braços há duas semanas. E se continuassem, faltaria material para trabalhar.
A previsão inicial de inauguração da obra era para março do ano passado. Mas segundo os funcionários, esse prazo já teria sido adiado por pelo menos cinco vezes. Além dos problemas contratuais, eles também denunciam que a obra tem graves problemas estruturais.
Representantes da OAB estiveram pela manhã na obra e conversaram com os operários. Uma comissão investiga há 15 dias a situação do fórum. A advogada Adimar de Lana, representa 15 funcionários que foram demitidos e entraram com a ação na justiça para receber os direitos e não conseguiram.
O Ministério do Trabalho disse que já tomou conhecimento do caso e que vai apurar os fatos.

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