Mulheres sem-teto ocupam prédio e fazem panelaço em SP | Rio das Ostras Jornal

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Mulheres sem-teto ocupam prédio e fazem panelaço em SP

Ocupação do prédio pelas mulheres.

Um grupo de ao menos 200 mulheres ligadas a movimentos de luta por moradia ocuparam um prédio particular de dez andares na região central de São Paulo.
Não houve confrontos.

A ocupação faz parte de um protesto em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para chamar a atenção dos governos municipais e estaduais para políticas sociais de habitação para as mulheres e denunciar a violência nos despejos de áreas ocupadas.

Segundo líderes do movimento, a ocupação tem horário para terminar. Por volta das 14h, o grupo se reúne a outro grupo de mulheres ligadas a organizações feministas. Elas deixam o local fazendo um panelaço -relembrando o movimento das panelas vazias da década de 80.

As manifestantes seguem em passeata até o TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, na praça da Sé, para protestar contra a violência no despejo das famílias da área ocupada do Pinheiro (São José dos Campos) e de outras 150 mil famílias podem ser despejadas até 2014.

Após o protesto em frente ao TJ, as mulheres continuam a passeata passando pela CDHU --na rua Boa Vista-- e a prefeitura. O encerramento do protesto será em frente à Secretaria da Educação, na praça da República, onde o grupo espera reunir ao menos 15 mil mulheres para reivindicar melhorias na educação.

PROTESTO CONTRA AÇÃO DA POLÍCIA

Sem-tetos ligados ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) se reúnem por volta das 9h desta quinta-feira em frente à estação da Luz, na região central de São Paulo, para sair em passeata pelas ruas do centro. Após a aglomeração, os manifestantes partem em marcha até a avenida Tiradentes e ao quartel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), no bairro da Luz. O protesto termina em frente a sede do Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo.

Segundo líderes do movimento, o grupo aproveita a comemoração do Dia das Mulheres para protestar e denunciar estupros praticados por policiais durante o despejo da área ocupada do Pinheirinho (São José dos Campos) e exigir a punição dos envolvidos.

O grupo também informou que quer deixar claro à PM que não aceitará "um novo massacre, tal como ocorreu em São José dos Campos" em outras áreas ameaçadas de despejo como o Novo Pinheirinho de Embu e Santo André, na Grande São Paulo, e a ocupação Zumbi de Palmares, em Sumaré (118 km de São Paulo).
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