Nomeações podem ser estratégia da sucessão de Riverton em 2012 | Rio das Ostras Jornal

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Nomeações podem ser estratégia da sucessão de Riverton em 2012

A atenção está voltada agora para a sucessão nos municípios

Riverton foi eleito recentemente para a presidência da Ompetro e ocupa o cargo ao lado de Rosinha Garotinho, sua vice

Praticamente encerrado o processo das eleições de outubro de 2010, que culmina no próximo dia 1º de fevereiro com a posse dos senadores, deputados estaduais e federais, toda a atenção está voltada agora para a sucessão nos municípios que em 2012, vão eleger novos prefeitos e vereadores.

Ao abrir a partir de segunda-feira passada (24), o calendário para o alistamento de novos eleitores e, também, de transferências, o Tribunal Superior Eleitoral deu praticamente o pontapé inicial no jogo da sucessão municipal e são muitos os possíveis pré-candidatos que deverão estar inscritos em algum partido político um ano antes das eleições para poder disputar algum cargo, se não houver mudanças na legislação eleitoral.

Em Macaé, embora os personagens não admitam oficialmente a intenção, nos bastidores políticos já começam a surgir nomes que poderão estar na reta de chegada, como analisa um advogado que participa de todo o jogo e conhece a situação política: “Pelo menos até agora poderemos ter seis candidatos, se forem levadas em consideração a importância do cargo que ocupam na vida pública ou privada e, ainda, nos partidos políticos.

Mesmo muita gente pensando que não, o prefeito Riverton Mussi (PMDB), que foi reeleito e não pode ser candidato, vem montando uma estratégia para fazer o sucessor e eleger pelo menos 15 vereadores, como ele declarou numa reunião, afirmando que depois do Carnaval vai tornar pública sua preferência”.

Segundo afirmou o advogado, “não é à toa que Riverton vem nomeando milhares de pessoas, passando os escolhidos por um crivo de fidelidade para não acontecer o que aconteceu em 2008 e em 2010. Quando ele foi reeleito, chegou a nomear e contratar cerca de 10 mil pessoas que, na análise dos governistas, poderiam proporcionar de 30 a 35 mil votos. No entanto, ganhou de Dr. Aluizio por menos de três mil votos.

Agora em 2010, a história se repetiu e Riverton saiu de licença para ser o principal cabo eleitoral do irmão Adrian Mussi (PMDB), eleito deputado federal mas conseguindo apenas 18 mil dos 30 mil esperados, enquanto Dr. Aluizio Junior, mais uma vez, chegou a ter 54 mil votos no município e 95 mil no Estado, o que levou o prefeito a se vingar demitindo em massa todos os ocupantes de cargos comissionados e contratados.

Agora, Riverton adota a mesma estratégia, nomeando possíveis candidatos a vereador com altos salários e também cabos eleitorais para trabalhar até as eleições de 2012, “alugando” siglas partidárias para manter um leque maior de apoio”.

Outra informação ainda não confirmada pelo advogado porque a prefeitura não disponibilizou publicamente nem no site, como estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, ou no jornal, é o custo da contratação do urbanista Jaime Lerner, para o projeto “Planejando Macaé”.

Algumas pessoas dizem que o valor estimado é de R$ 300 milhões, maior do que o “Programa Agua Limpa”, contratado em 2008 por R$ 277 milhões com possibilidades de ser acrescido em mais 25% e atingir o valor de quase R$ 350 milhões, sem falar em outras contratações por preços considerados astronômicos para obras públicas.

Ontem mais de 100 novas nomeações foram divulgadas gerando expectativa em algumas pessoas que ainda sonham em retornar porque não conseguiram emprego formal nas empresas sediadas no município.

Entre as últimas nomeações publicadas, 62 cargos são referentes a funções pertinentes ao gabinete do prefeito, sendo 23 nomes designados para Coordenadoria Extraordinária de Renda Mínima. Ainda em relação ao nomes que passaram a fazer parte da grande lista do Gabinete, 13 servidores foram nomeados em cargos em comissão de administrador de bairro: Aleidemir de Azevedo Silva (Praia Campista); Alexandra Aguiar de Siqueira (Engenho da Praia); Domingos Carneiro dos Santos (Bela Vista); Elmo da Silva Maia (Novo Horizonte); Gleison Correa Viana (Miramar); Lucrècia Barreto Trindade (Campo D’Oeste); Manoel Cruz da Cunha (Trapiche); Marcos Cezar Bonifácio de Azevedo (Madressilva); Renato Azevedo da Silva (Recanto da Paz); Rogério Luiz de Souza Oliveira (Centro/Queiroz Mattosso); Thiago Gaia Tarciano de Oliveira (Visconte de Araujo); e Vitor Hugo Telles dos Santos (Parque Duque de Caxias). O nome de Ronaldo Dias Pessanha foi publicado sem a devida identificação do bairro o qual ele administra.

Fonte: O Debate

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