Câmara retoma votação sobre recursos do pré-sal nesta quarta
Líder do governo disse que vai pedir adiamento da votação. Com texto-base aprovado, impasse segue sobre distribuição de recursos.
A Câmara dos Deputados deve retomar nesta quarta-feira (3) a votação dos projetos que tratam do marco regulatório do pré-sal. Três das quatro propostas ainda estão na Casa e precisarão ser analisadas pelo Senado antes de virar lei.
O principal impasse até o momento é a disputa sobre os recursos provenientes do petróleo: royalties e participação especial. O texto-base do projeto já foi aprovado, mas falta analisar um destaque polêmico, que visa distribuir metade dos royalties e participações especiais de toda a exploração de petróleo, inclusive fora da área do pré-sal, com base nos critérios dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM).
O texto principal,aprovado em dezembro , já prevê aumento dos royalties para estados não produtores de petróleo. Por conta do impasse, o novo líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), deseja inverter a ordem de votação dos projetos e deixar esse tema para ser resolvido somente após o Carnaval.
A proposta será levada aos líderes por Vaccarezza em uma reunião nesta manhã. Se a proposta de Vaccarezza for aceita, a votação sobre o tema deverá ser iniciada pelos projetos que tratam da capitalização da Petrobras e da criação de um fundo social para investir os recursos provenientes da exploração do pré-sal.
Para a inversão, no entanto, o regimento determina a realização de uma votação em plenário, uma vez que a emenda que divide os royalties está em processo de deliberação.
Os outros dois projetos na Câmara devem ser votados na segunda semana de fevereiro. O PL 5940/09 cria o fundo social com recursos do pré-sal, que servirá para investimentos em áreas como saúde, educação, meio ambiente e redução da desigualdade social. Já o PL 5941/09 trata da capitalização da Petrobras e permite à União vender à estatal, sem licitação, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo da área do pré-sal.
Urgência
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai recolocar a urgência constitucional nos projetos do pré-sal assim que eles chegarem ao Senado.
O projeto que cria a nova estatal do petróleo, Petro-Sal, que já está na Casa, deve receber a urgência ainda nesta semana. Com esse mecanismo, os projetos passarão a trancar a pauta do Senado após 45 dias.
A recolocação da urgência constitucional poderá provocar uma nova batalha entre governo e oposição. Quando enviou os projetos ao Congresso, no ano passado, Lula tinha estipulado o regime de urgência. Um acordo feito na Câmara levou à retirada do mecanismo em troca de um calendário de votação.
Propaganda no celular prioriza serviço e avisa até hora de renovar protetor solar
Para atrair público, campanhas apostam em utilidades para os usuários. Publicidade aproveita características do celular, como geolocalização.
O celular está cada vez mais “grudado” na mão dos brasileiros, e as propagandas já começam a invadir a telinha desses aparelhos. Com a popularização de smartphones e do iPhone, que facilitam o uso da internet no celular, os publicitários desenvolvem um número cada vez maior de campanhas que usam características específicas do telefone móvel.
Muitas campanhas são focadas no serviço, já que, segundo os publicitários, se a publicidade não for útil, o consumidor não vai clicar ou usar o programinha criado pela marca.
Para atrair o público, as empresas criam programinhas próprios que podem ser baixados no celular e fazem de tudo, até alertar sobre quando o usuário deve passar protetor solar ou avisar sobre uma promoção específica só para quem está no estádio na hora de um jogo de futebol.
O publicitário Leo Xavier, diretor-geral da agência Pontomobi, dá o exemplo do programa para iPhone criado pela agência para a marca de protetores solares Nivea Sun. “O aplicativo te localiza e dá informações sobre a temperatura no local. Você coloca sua idade e tipo de pele, e o programa diz qual produto usar, além de te lembrar de reaplicar o protetor de tempos em tempos”, explica ele.
Outras campanhas também usam o fato de o celular "saber" onde o usuário está. “Nós fizemos uma promoção para usuários que estavam em um jogo do Flamengo x São Paulo no Maracanã; eles recebiam uma mensagem dizendo que poderiam comprar a camisa do time por um preço especial”, conta Marcelo Castelo, sócio da agência F.Biz.
Outra campanha da F.Biz buscava informar mulheres entre 25 e 45 que moravam perto de supermercados sobre uma promoção do sabão em pó Omo. Nesse caso, diz Castelo, a empresa obteve da operadora de celular os dados de endereço e perfil das consumidoras, que haviam concordado em receber esse tipo de mensagem, e mandou os SMS.
Aplicativos
Esses programinhas, como o da Nivea, chamados de aplicativos, são uma das tendências da publicidade no celular, já que são muito usados por quem tem iPhone ou smartphones.
Os aplicativos são programas que os usuários baixam e que geralmente têm um propósito bem específico. Alguns exemplos são aplicativos para o acesso a redes sociais, como o microblog Twitter ou o Facebook, ou ferramentas para acessar dados da conta bancária pelo celular.
Algumas empresas anunciam dentro dos aplicativos que já existem, enquanto outras desenvolvem programas próprios e os oferecem aos usuários em forma de serviço. “Com aplicativos próprios, o objetivo é atingir um lugar nobre no aparelho do usuário”, diz Leo Xavier.
“O aplicativo é um negócio que está explodindo. A publicidade cresce onde tem audiência, e a audiência dos aplicativos está crescendo”, diz Castelo.
'Ad networks'
Quando as marcas anunciam dentro de aplicativos que já existem, geralmente usam as chamadas “ad networks”, empresas que colocam a publicidade em uma rede de sites e aplicativos específicos para celular – assim, a agência de publicidade não precisa negociar diretamente com cada site ou desenvolvedor de software.
“Os aplicativos são divididos em grupos, como entretenimento, finanças e redes sociais. Você define qual o público que quer atingir, em qual grupo de aplicativos quer a publicidade, qual a abrangência, e a empresa coloca os anúncios”, diz Fernanda Magalhães, gerente da agência de publicidade Mobext.
A Pontomobi fez uma campanha para o Banco do Brasil, com banners anunciando o produto Fundo Premiado nas versões de websites para celulares e também em aplicativos como o do Twitter.
A publicidade também aproveitava uma outra particularidade do celular: a possibilidade de o consumidor tomar uma ação imediatamente. “Ao clicar na publicidade, o cliente vai para uma página curta e, se tiver interesse, pode clicar no número de telefone e já ligar e falar com alguém do banco. Não precisa ficar lendo sobre o fundo no celular”, diz Leo Xavier.
Onde estou
Outra novidade que deve ser bastante usada nos próximos anos pelos publicitários é a geolocalização. “Há dois jeitos de localizar o usuário: pelo GPS, que poucos celulares têm por enquanto, e por triangulação das antenas da operadora”, diz Max Petrucci, da agência Garage Interactive.
Com a tecnologia, a campanha pode atingir, por exemplo, pessoas que moram ou trabalham em um determinado bairro.
O objetivo, dizem os publicitários, é tornar a publicidade mais útil para quem é alvo dela, obtendo resultados melhores. “O celular é a única mídia que tem localização. Ele ‘sabe’ quem eu sou, o histórico do que eu gosto, meu perfil”, diz o publicitário da F.Biz.
Para Petrucci, porém, a novidade ainda é só uma tendência. “Existe muita euforia, assim como existia quando começou a internet. A publicidade no celular ainda atinge um público muito pequeno."
O publicitário da Garage Interactive prevê, porém, que as pessoas vão passar cada vez mais tempo navegando na internet pelo celular com o passar dos anos. “É um mercado ainda pouco explorado”, concorda Castelo. “Não tenho dúvida nenhuma de que a tendência é o celular substituir o computador. É muito promissor, mas tem que ter critério”, completa Petrucci.
Pai de calouro agredido diz que filho só volta à ESPM se agressor for expulso
Universitário de 18 anos passa nesta quarta (3) por cirurgia no nariz em SP. Agressor será indiciado por lesão corporal e pode ser expulso da faculdade.
Em outro caso de violência, dessa vez em Fernandópolis, no interior de São Paulo, a polícia ainda investiga quem são os alunos da Unicastelo que participaram do trote violento contra um calouro do curso de veterinária.
Na terça-feira (2), o Ministério Público Federal enviou um ofício à universidade cobrando a apuração do caso. Em 2009, o órgão já havia cobrado das faculadades maior rigor em casos de trote de violento.Em outro caso de violência, dessa vez em Fernandópolis, no interior de São Paulo, a polícia ainda investiga quem são os alunos da Unicastelo que participaram do trote violento contra um calouro do curso de veterinária.
Na terça-feira (2), o Ministério Público Federal enviou um ofício à universidade cobrando a apuração do caso. Em 2009, o órgão já havia cobrado das faculadades maior rigor em casos de trote de violento.
Em outro caso de violência, dessa vez em Fernandópolis, no interior de São Paulo, a polícia ainda investiga quem são os alunos da Unicastelo que participaram do trote violento contra um calouro do curso de veterinária.
Na terça-feira (2), o Ministério Público Federal enviou um ofício à universidade cobrando a apuração do caso. Em 2009, o órgão já havia cobrado das faculadades maior rigor em casos de trote de violento.
O rapaz teve a calça rasgada e teve de beber álcool combustível. Recebeu ainda tapas na cara
Em depoimento, a mãe dele conta que passaram veneno contra carrapato no corpo do filho, que foi obrigado a pedir esmola nas ruas. Amigos viram que ele não estava bem e avisaram a família. O rapaz foi levado ao hospital e recebeu soro e glicose. Segundo a polícia, duas jovens também denunciaram ter sido vítimas da violência praticada pelos veteranos. Os responsáveis pelas agressões vão respoder pelos crimes de constrangimento ilegal e lesões corporais.
Ilhabela estuda criar ‘praia de cães’ a partir de 2011
Prefeitura não tem informações sobre local da nova praia no litoral de SP. Multa para quem vai a praia com cão pode chegar a R$ 6 mil.
Banhistas também correm risco ao dividir a praia com os bichos. A principal enfermidade é o bicho-geográfico. Transmitido pelas fezes dos cães, essa larva entra pela pele e, na maioria das vezes, causa coceira e deixa marcas visíveis pelo corpo. Caso entre na corrente sanguinea da pessoa, o perigo aumenta consideravelmente. “A larva pode se instalar no globo ocular e causar cegueira”, alertou a veterinária. Multa Se o perigo de doenças não é motivo suficiente para desestimular donos de cães a levarem seus pets para a areia, multas e o risco de apreensão dos animais podem servir como freio aos proprietários.
Em Ilhabela, por exemplo, proprietários de cães ou de outros bichos flagrados hoje nas praias por fiscais da prefeitura levam inicialmente uma advertência. Se forem pegos novamente, levam uma multa de até R$ 1.485,50. Guarujá, destino de muitos turistas de fim de semana, a multa é das mais salgadas, chegando a R$ 6 mil, segundo a prefeitura. Em São Sebastião, cidade que possui praias badaladas como Maresias e Guaecá, o dono do cachorro pode ter o animal apreendido, além de pagar multa de R$ 156,07. Outras cidades litorâneas são mais brandas na punição ao dono infrator. Em Mongaguá, no litoral sul, há uma lei que proíbe cachorros e gatos na areia. Quem for flagrado com o pet por agentes do Departamento de Zoonoses é apenas orientado a levar embora o bicho. Caso se recuse, guardas municipais são chamados para apreender o animal.
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