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NOTICIAS RIO DE JANEIRO
Fla elimina o Fortaleza e pega o Inter nas quartas da Copa do Brasil
Ainda na ressaca do tricampeonato estadual e embalado com a chegada do Imperador Adriano, o Flamengo manteve o clima de festa ao vencer o Fortaleza por 3 a 0, ontem à noite, no Castelão. 
Kléberson, Juan (de pênalti) e Emerson fizeram os gols. O Rubro-Negro está nas quartas de final da Copa do Brasil, e terá como adversário o Internacional.
O Rubro-Negro vai embalado para a estreia no Brasileirão, domingo, contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte. A vitória também espantou o fantasma que assombrou o time em 2007 e 2008, quando, depois do Estadual, sofreu eliminações na Libertadores, diante do Defensor, e América do México, respectivamente.
Ontem, Cuca surpreendeu ao colocar Everton com Emerson no ataque. Na zaga, em vez de Everton Silva, ele optou por Welinton no lugar de Fábio Luciano, que se aposentou e assistiu ao jogo de ontem pela TV. 
O ex-capitão deve ter percebido o cansaço de seus companheiros, que voltaram a campo depois da final desgastante contra o Botafogo. Aos 5 minutos, Marcelo Nicácio cabeceou e Bruno defendeu.
Os dois times tinham espaços no setor ofensivo, mas pouco finalizavam. Um chute de Emerson, que bateu na zaga e saiu por cima do gol, aos 16 minutos, foi a primeira e única chance no primeiro tempo. Aos 34, Nicácio, em posição de impedimento, fez o gol, acertadamente anulado.
Gols só no segundo tempo
No segundo tempo, o Flamengo voltou com mais vontade e velocidade. No primeiro minuto, Douglas fez grande defesa em desvio de Kléberson. Aos 2 minutos, bela jogada e gol. Juan rolou para Emerson, que devolveu de calcanhar para o lateral. Juan deu passe para Kléberson fazer 1 a 0.
O Fortaleza sofreu duro golpe, aos 15 minutos. Júlio fez falta violenta em Juan e foi expulso. E o Rubro-Negro ampliou. Aos 22, Bismarck fez pênalti em Juan. O lateral cobrou bem e ampliou para 2 a 0. Tinha mais. Aos 27 minutos, Íbson cobrou e Emerson, de cabeça, fez 3 a 0, acabando com um jejum: há cinco jogos os atacantes não balançavam as redes. A festa foi completa.
Delegado indicia médica de clínica de lipo por lesão corporal
Decisão é da 16ª DP (Barra). Pediatra também responderá a outro inquérito na Delegacia de Saúde Pública
A médica Sheila Maria da Silva Pinto Gonzalez, acusada por várias pacientes de deformar seus corpos em cirurgias de lipoaspiração sem os mínimos cuidados, vai responder a inquérito por lesão corporal. 

A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública instaurou ontem inquérito contra a clínica pediátrica da médica, a Prosilha, na Ilha do Governador, por infração ao Código de Defesa do Consumidor. Já o delegado da 16ª DP (Barra), Carlos Augusto Nogueira, indiciou a pediatra por crime de lesão corporal culposa. A clínica médica e estética Beleza Pura, cuja unidade da Barra indicou pacientes para Sheila na Ilha, informou que não trabalha mais com ela.

Para o delegado Robson Costa, a Prosilha pode ter executado serviços de alta periculosidade, contrariando determinação das autoridades, crime previsto no Código de Defesa do Consumidor: “Se for constatado que ali há cirurgia plástica sem autorização, em ambiente inapropriado, com profissionais não qualificados e sem obedecer a normas de higiene, ela pode ser interditada”.

Também vítima da médica, a comerciante Giovana Zott, 32 anos, foi parar no hospital com infecção generalizada após lipo feita por Sheila na Prosilha. Segundo ela, a médica dizia que os nódulos, queimaduras e a deformação na barriga eram normais. “Só percebi a gravidade ao ler as matérias no jornal. Essa mulher não tem condição de exercer essa função. Até remédio proibido ela vende, é um absurdo”, conta Giovana, mostrando um frasco de moderador de apetite manipulado vendido na Prosilha. “Um mês após a cirurgia, fui a Búzios e não fiquei um dia na praia de tanta vergonha. Todos olhavam para mim”.

Com base no relato das pacientes que tiveram complicações após ser operadas por Sheila, Costa vai ouvir a médica, que pode ser indiciada também pela Delegacia de Saúde Pública e, se considerada culpada, pegar até dois anos de detenção. A pena é aplicada independentemente da condenação de lesão corporal, que prevê um ano de detenção por cada vítima.

O advogado de Sheila, Roberto Barros, informou que a médica ainda não recebeu a intimação. Ontem, a Prosilha estava fechada e um aviso no portão informava que havia mudado de endereço. O novo local de atendimento não foi fornecido e, pelo telefone deixado para informações, não foi possível falar com ninguém.

Pediatra se identificava como cirurgiã plástica

Apesar de o advogado da clínica Prosilha, Roberto Barros, ter divulgado em nota que a médica Sheila Gonzalez é pediatra, especializada em Cirurgia Estética, ela se identificava para os pacientes como cirurgiã plástica. Nos receituários que a médica fornecia após cirurgias de lipoaspiração realizadas na Prosilha — cadastrada no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) como clínica médica infantil —, o local era identificado como Clínica de Medicina Estética e Cirurgia Plástica Sheyla M. Gonzalez.  Porém, nos remédios que a própria médica vendia, seu nome era grafado de forma diferente, como consta no cadastro do Cremerj: Sheila Maria Gonzalez. Entre as drogas vendidas, constavam receitas para inibição de apetite, remédios para emagrecer e até arnica — cujo uso é permitido e aconselhado no próprio frasco apenas externamente — para ingestão.

Pai defende irmã de jovem assassinada
Para corretor de imóveis, gêmea de Suzana também era vítima e sofria pressão da mãe
Diante da tragédia que desestruturou sua família, o corretor de imóveis Cláudio Magalhães deu uma pausa no luto pela filha Suzana, morta pela mãe e o tio semana passada, para defender Ana Paula, gêmea da jovem. Ela prestou novo depoimento ontem para esclarecer dúvidas da polícia sobre a morte da irmã. A O DIA, o pai das moças afirmou que Ana Paula também foi vítima das maldades da mãe, Maria da Glória Magalhães, do tio, Sílvio da Costa Silva, e da mulher dele, Vera da Rocha César, todos presos pelo crime.
“Minha filha também foi vítima de toda a crueldade que essas pessoas fizeram durante dez anos. Sofreu todo tipo de tortura psicológica da própria mãe. Por medo e submissão, nunca contou nada a ninguém. A mãe exercia dominação tão forte sobre elas, que mesmo quando morava comigo, Ana Paula dava satisfações a ela sobre tudo”, disse o pai.
O corretor revelou que, devido às pressões psicológicas, as jovens não tinham comportamento compatível com a idade delas. “Ela acreditava que tudo o que a mãe fazia era para o bem da irmã. Glória falava que Suzana tinha um espírito e precisava libertá-la. Ana Paula não sabia de tudo o que acontecia porque passava o dia fora, estudando”, afirmou.
Cinco dias antes do assassinato de Suzana, Glória ligou para o pai das meninas dizendo que Suzana queria fugir de casa. “Foi a primeira vez que Suzana falou de forma ríspida comigo. Sempre me chamava de ‘paizinho’, mas dessa vez disse para não me meter na vida dela. Chorei a noite toda e vi que algo errado acontecia com minha filha. Combinei com a Cristiane (irmã mais velha das gêmeas) para ficar de tocaia na porta da casa e resgatar Suzana. Não deu tempo”, lamentou.
Com a prisão da mãe, Ana Paula está sob os cuidados do pai. Ela não retornou à escola e está sendo acompanhada por psicólogo. “Vai ser difícil recuperar tantos anos de sofrimento, mas vou tentar. Daqui para frente, minha filha terá a vida digna que sempre mereceu”.
Claudia Leitte: ‘Deus me avisou’
Cantora vai passar Dia das Mães com o filho, Davi, no hospital
Claudia Leitte vai passar seu primeiro Dia das Mães com o filho, Davi, de 3 meses e meio, ainda internado no hospital Copa D’Or, onde ele se recupera de meningite. Mas, ainda assim, a cantora está dando glórias nas alturas. Segundo ela, seu filho só está bem porque ela ouviu a um chamado divino. “Ainda no Projac (estúdios da Globo onde gravava ‘Caldeirão do Huck’), recebi uma mensagem de Deus: ‘Leve seu filho agora para o hospital. Ele precisa’”, contou Claudia, que segunda-feira à noite foi com a criança para o médico.
“Deus é perfeito. Na semana do Dia das Mães, o inimigo queria me destruir, mas Deus foi mais forte. Ele, que teve misericórdia e compaixão de mim. Meu filho e minha família são tudo para mim, sem eles não existo. Dinheiro e fama são passageiros”, disse ela, que desde entrou no hospital ficou 48 horas sem dormir e fez da Bíblia seu livro de cabeceiras. O susto com o bebê lhe deu uma lição: “Deus espera algo de mim, preciso servir a Ele.”
Claudia cancelou os shows previstos para o próximo fim de semana e deve ficar no hospital até terça-feira: a medicação do bebê termina na segunda-feira à noite. “Ele precisa ficar pelo menos sete dias tomando antibiótico, seria um trauma transferi-lo antes”, conta o assessor da cantora, Paulo Sampaio. O resultado do exame que determina o tipo de meningite sai entre 48 a 72 horas. 
Cantora ocupa dois quartos no hospital 
Claudia ocupa duas suítes no 5º andar. Em uma, fica a unidade semi-intensiva, para onde o bebê foi ontem, com o berço ao lado da cama e aparelhos que monitoram a saúde de Davi. No outro quarto, ela descansa e recebe visitas como Preta Gil, que foi lá ontem. Claudia passa as noites em claro e dorme de dia. Ela faz as refeições no quarto e jantou comida tailandesa. 
“Minha filha é guerreira. Pode estar em frangalhos por dentro, mas aguenta”, diz sua mãe, Ilna. O marido, Marcio, fica no hospital e os pais dormem no hotel. Terça, ela chorou ao saber que um fã rezava na porta do hospital à noite.
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