Morre cantor e compositor Zé Rodrix
Artista, de 61 anos, morreu na noite da quinta-feira (21) em SP. Ele estava em casa quando passou mal e foi levado ao HC.
Morreu, na noite da quinta-feira (21), em São Paulo o cantor e compositor Zé Rodrix. Ele é o autor da música "Casa no campo", grande sucesso gravado por Elis Regina. Outra composição de sucesso dele é a musica “Soy latino americano”. Zé Rodrix estava em casa, com a família, quando passou mal. Ele foi levado às pressas ao Hospital das Clínicas, na capital paulista. O artista tinha 61 anos e, segundo a mulher, estava muito bem de saúde.
Ele integrou o trio Sá, Rodrix & Guarabyra, que foi o expoente do rock rural nos anos 70. Também tocou com Tavito e com a banda Joelho de Porco.
Lei estadual exige 'repatriação' de fósseis e gera debate entre paleontólogos
Legislação mineira forçou compromisso de devolução por grupo da USP. RS possui disposição parecida; discussão é se há conflito com lei federal.
Estudar fósseis no Brasil pode se tornar consideravelmente mais complicado. Os restos de animais e plantas do passado remoto, considerados patrimônio da União pela (vaga) legislação existente, estão sendo reivindicados por seus estados de origem. O caso mais recente envolve crocodilos de 90 milhões de anos, estudados por um pesquisador da USP de Ribeirão Preto, que terão de ser devolvidos a instituições de Minas Gerais.
Os paleontólogos se dividem sobre a obrigatoriedade de devolver os fósseis. Se a medida pode, por um lado, fortalecer os núcleos locais de pesquisa, também corre o risco de levar ao armazenamento do material em locais inadequados ou mesmo a "reservas de mercado" de natureza política. "O que eu realmente gostaria de saber é se essa regra vai ser aplicada a todos os que trabalham em Minas Gerais", disse ao G1 o paleontólogo Max Cardoso Langer, da USP.
No ano passado, Langer foi alertado da presença de fósseis potencialmente interessantes em Campina Verde (MG), município do Triângulo Mineiro, por seus colegas da Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP). "Verificamos que havia ali três crânios de baurussuquídeos [parentes extintos dos crocodilos, com hábitos terrestres e cerca de 3 m de comprimento]. É um material legal, de 40% a 50% completo, que pode ser de uma espécie nova. Eu diria que tem relevância técnica", avalia Langer. Um aluno de doutorado do paleontólogo vai estudar os fósseis.
Mas a condição para a realização da tese, colocada num termo de compromisso assinado por Langer e por representantes do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, é a devolução dos fósseis após um período de quatro anos. "Como Campina Verde não tem estrutura para abrigar o material, ele deve ficar na Universidade Federal de Uberlândia", diz Langer, cujo objetivo inicial era permanecer com os fósseis em sua própria instituição.
Direito de retorno
Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais, explica que a lei estadual que determina o retorno dos fósseis ao estado é de 1994. "Mas esta é a primeira vez, até onde tenho conhecimento, na qual ela é aplicada." Segundo Miranda, a comunidade de Campina Verde teria entrado em contato com o Ministério Público "porque eles viram o material sendo coletado e não sabiam se ele ia voltar algum dia".
A falta de legislação detalhada e específica é um dos motivos pelos quais os estados consideram legítimo criar disposições como a de Minas Gerais. Walter Lins Arcoverde, diretor de fiscalização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), considerado o órgão regulador do tema no Brasil, explica que os fósseis foram definidos como propriedade da nação numa lei de 1942. A Constituição de 1988, de forma um tanto vaga, ratifica essa ideia, mas também diz que cuidar do patrimônio paleontológico é competência do governo federal, dos estados e dos municípios. Para piorar, não há penalidade estabelecida por lei para o comércio de fósseis dentro do Brasil ou do Brasil para o exterior -- daí a presença ilegal, mas um bocado comum, de material brasileiro em museus do Primeiro Mundo, ou até em sites de comércio de fósseis na internet.
Por causa do que diz a Constituição, "entendo que não há conflito com a visão dos fósseis como bens da União. Os estados têm competência para legislar sobre isso", diz Miranda, do Ministério Público mineiro. "Também é um princípio consagrado pelo direito internacional a vinculação dos bens culturais ao seu local de origem", afirma.
No Rio Grande do Sul, uma lei que controla a pesquisa paleontológica também está em vigor desde 2001. A legislação estadual determina que os fósseis encontrados no estado (importantes por ajudarem a entender, por exemplo, a origem dos dinossauros há mais de 200 milhões de anos) só podem ser estudados por pesquisadores de outros locais do Brasil por meio de convênios com os paleontólogos gaúchos. Autorizações especiais são necessárias para transportar o material para fora do estado, e a lei também menciona rapidamente o "retorno" dos fósseis.
Ordem na casa
Ana Maria Ribeiro, paleontóloga da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e vice-presidente da SBP, considera a lei de seu estado positiva por "botar ordem na casa". "Nós temos centenas de alunos de mestrado e doutorado em paleontologia e toda a estrutura para manter o material aqui. Por isso, achamos que é uma questão de respeito, para evitar que alguém apareça do nada e ponha por água abaixo um trabalho sério que já estava acontecendo no estado", explica.
Ribeiro lembra que, quando a SBP comunicou Langer sobre os fósseis em Campina Verde, pessoas da região haviam procurado a sociedade com medo de que o material, exposto na zona rural, se perdesse. Por isso mesmo, ela lembra a necessidade de garantir que os fósseis tenham condições adequadas de curadoria, se forem mesmo armazenados em Minas Gerais.
João Carlos Coimbra, atual presidente da SBP e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), diz que esse tipo de lei pode ser positiva como forma de estimular a formação de paleontólogos capacitados no local onde os fósseis são encontrados.
Por outro lado, ele lembra que algumas regiões do Brasil teriam dificuldade tanto em estudar quanto em preservar seu patrimônio paleontológico. "O risco de engessar a pesquisa é uma realidade. Principalmente na paleontologia de vertebrados, alguém pode ter problemas políticos com outro pesquisador e dizer 'não gosto dele, então não vou deixar entrar aqui'. Também não gosto dessa coisa de dizer que o fóssil fica aqui ou fica ali. Ele tem de ficar onde houver boas condições de curadoria", diz Coimbra.
Experiência argentina
Mario Alberto Cozzuol, paleontólogo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que trabalha há anos na Amazônia, lembra que as províncias argentinas possuem leis semelhantes às que estão sendo implementadas no Brasil.
"Embora essas exigências possam parecer uma problema, em especial para os pesquisadores dos grandes centros, eu as vejo como positivas porque fomentam o desenvolvimento da disciplina localmente. A paleontologia é uma disciplina fortemente dependente de coleções. Sem elas, nunca seria possível desenvolver um grupo de trabalho. Se os materiais podem ser livremente levados para fora dos estados de origem, será difícil para eles fomentar o desenvolvimento desses grupos. Hoje em dia existem apenas dois "centros" de paleontologia em Minas, um em Uberaba, no Triângulo, e outro em Belo Horizonte. Sem dúvidas, o potencial do estado é bem grande e permitiria mais pesquisadores", diz ele.
A situação, no entanto, também pode degringolar se não houver cuidado e vigilância, alerta Cozzuol.
"Acho também que a legislação tem de ser realista e não fomentar o depósito de fósseis em locais inadequados ou onde não existe um especialista para se responsabilizar por eles. Já vi muito museu municipal desativado para ser transformado em escola de dança ou coisa semelhante. O Estado tem também de ficar atento para que esse tipo de legislação não acabe virando uma espécie de reserva de mercado que fomente uma barganha científica, beneficiando pesquisadores locais de nível medíocre por serem os detentores dos direitos sobre os fósseis, extorquindo os de fora com participação imerecida em trabalhos publicados ou com compensações como equipamentos ou outros recursos."
Passou do ponto?
O ideal para evitar distorções seria mesmo uma legislação federal mais clara e efetiva, e Walter Arcoverde, do DNPM, diz que o órgão está trabalhando para levar uma proposta do gênero, via Executivo, a votação. "Acho que os estados, se a intenção for proteger o patrimônio e evitar sua destruição, podem ser mais restritivos. Mas a exigência do retorno, mesmo que sutilmente, parece exagerada. Creio que eles avançaram o sinal nesse sentido", diz Arcoverde, que promete esforços para incorporar o problema, resolvendo-o, na legislação futura.
No entanto, Miranda, do Ministério Público mineiro, não vê sua atuação como entrave à pesquisa. "Os pesquisadores sérios, que tenham compromisso com o patrimônio, vão compreender essa necessidade. E, claro, seremos razoáveis na hora de decidir onde e como abrigar os fósseis", afirma.
Morre uma das blogueiras mais velhas do mundo
A espanhola Maria Amelia Lopez tinha 97 anos. Blog foi criado com a ajuda do neto, que digitava as memórias da avó.
A espanhola Maria Amelia Lopez, que ganhou fama como uma das blogueiras mais velhas do mundo, morreu na manhã de quarta-feira (20), aos 97 anos, na província de La Coruna. Ela era responsável pelo blog A mis 95 años, criado com a ajuda do neto.
A página reunia as memórias de Maria Amelia, incluindo fatos relacionados à Guerra Civil da Espanha e aos anos de ditadura do general Francisco Franco. A blogueira ditava os textos e o neto Daniel escrevia, pois ela tinha problemas na vista. Por conta da fama obtida com o site, a avó conheceu o primeiro-ministro Jose Luis Rodriguez Zapatero.
“Meu neto me deu esse blog no dia 23 de dezembro de 2006, quando eu tinha 95 anos, e mudou minha vida. Desde aquele dia, tive mais de 1,5 milhão de visitas de internautas dos cinco continentes”, escreveu em um post. O texto mais recente, postado pelo neto, informa sobre a morte de Maria Amelia e já tem mais de 500 comentários.
Em 2007, a avó venceu o Best Of Blogs (BOBs), o concurso de blogs da rede de televisão alemã "Deutsche Welle" (DW), na categoria em espanhol.
YouTube sofre ataque de vídeos pornográficos
O Google, proprietário do site, já removeu centenas de vídeos com conteúdo sexual explícito.
O site de compartilhamento de vídeos YouTube removeu centenas de vídeos pornográficos baixados por usuários, num ato que está sendo considerado como "um ataque planejado".
O material foi baixado sob nomes de adolescentes famosos, como Hannah Montana e Jonas Brothers.
Muitos dos vídeos começavam com cenas inocentes de crianças para em seguida mostrar adultos tendo relações sexuais.
O Google, proprietário do YouTube, disse estar ciente do problema e que muitos vídeos ainda terão de ser removidos.
O porta-voz do Google, Scott Rubin, disse à BBC News que a companhia "desabilitará qualquer conta que tenha sido criada com o propósito de baixar material pornográfico".
Acredita-se que um dos usuários que tenham feito os uploads seja Flonty, um alemão de 21 anos.
Ele disse à BBC ter baixado os vídeos "porque o YouTube apaga os vídeos de música" que o ataque teria sido planejado pelo 4Chan, um website que se descreve como a "casa das coisas mais nojentas, estranhas e horrorosas da internet".
Quando indagado se não estaria preocupado com o fato de que muitas crianças poderiam assistir às imagens pornográficas, ele apenas disse que "elas vão encontrar material impróprio na internet de qualquer jeito".
"Este tipo de ataque mostra como é fácil fazer uploads de pornografia em um site acessados por milhões de pessoas todos os dias", disse Flonty.
Chávez anuncia nacionalização de cinco empresas metalúrgicas
Quatro empresas metalúrgicas produzem briquetes; outra, canos de aço. Chávez nacionalizou a Cerámicas Carabobo.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira (21) a nacionalização de quatro empresas metalúrgicas produtoras de briquete e de outra de canos de aço. Estas empresas contam com capitais japoneses, mexicanos, europeus e australianos, e operam na região de Guiana, no sul do país.
Chávez também anunciou a nacionalização da empresa local Cerámicas Carabobo, após ter ameaçado comprá-la em 2008 caso não fosse solucionado um conflito que envolvia seus trabalhadores.
"Este setor está nacionalizado, não há o que discutir", disse Chávez em um ato oficial com sindicalistas em Guiana, transmitido em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão.
"As empresas Matesi, Comsigua, Orinoco Iron, Venprecar, Cerámicas Carabobo e Tubos Tavsa estão nacionalizadas", disse o governante, sob o aplauso dos sindicalistas.
Segundo fontes sindicais venezuelanas, a Matesi pertence ao consórcio ítalo-argentino Techint, proprietário da Siderúrgica do Orinoco (Sidor), nacionalizada no ano passado pelo governo Chávez, que pagará US$ 1,97 bilhão pela empresa, em um acordo acertado no começo deste mês.
Orinoco Iron e Venprecar pertencem a um consórcio formado por capitais locais e o grupo australiano-britânico BHP Billiton.
A Comsigua conta com participação do grupo Kobe Steel, de capitais japoneses e europeus, enquanto a Tubos Tavsa tem capital do consórcio Tenaris.
Chávez assinalou que a nacionalização dessas empresas é um passo "indispensável para poder criar um grande complexo industrial homogêneo" na região de Guiana.
Segundo a imprensa local, as empresas produtoras de briquete se encontram praticamente paralisadas desde o anúncio da nacionalização da Sidor, em maio de 2008.
Criança de três anos arremata escavadeira de R$ 24,5 mil na web
Pipi Quinlan fez a aquisição em leilão on-line enquanto os pais dormiam. Ao ler e-mail sobre a compra, mãe achou que havia adquirido brinquedo.
Uma criança de três anos, da Nova Zelândia, arrematou uma escavadeira por cerca de R$ 24,5 mil no site de leilões TradeMe. Segundo o jornal “The Age”, Pipi Quinlan acordou mais cedo que seus pais, Sarah e Reid Quinlan, e fez a aquisição enquanto brincava sozinho no computador. Ao descobrir o que o filho havia feito, os adultos disseram ter ficado realmente surpresos. A família vive em Stanmore Bay.
Segundo o jornal australiano “The Age”, que publicou a notícia, o garoto iniciou o navegador Internet Explorer e se conectou automaticamente ao site TradeMe, que sua mãe havia usado anteriormente. Depois de alguns cliques, a escavadeira foi comprada sem que Sarah, a usuária responsável pela conta, soubesse.
“Descobri a aquisição quando acordei e abri o computador. Vi o e-mail do TradeMe que dizia algo como ‘você vai adorar sua nova escavadeira’. Eu estava em um leilão para dois kits de Lego e achei que havia vencido a disputa pelo brinquedo. Continuei lendo os e-mails e descobri a compra da verdadeira escavadeira, no maior choque de minha vida”, contou a mãe.
Ela ligou então para o marido, para se certificar de que tinha entendido direito. “Brinquei, dizendo para Sarah que ela teria de tirar seu carro da garagem para que a escavadeira pudesse caber”, afirmou Reid.
Sarah ligou para o site de leilões e também para o vendedor, para explicar o que havia acontecido. A página reembolsou os gastos que o vendedor da escavadeira teve para fazer o anúncio, e o homem voltou a divulgar o produto de 1,5 tonelada.
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