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NOTICIAS BRASIL / MUNDO
Canguru se recupera após levar flechada na cabeça na Austrália
Animal foi resgatado com a arma atravessada na face, em Melbourne. Ong ofereceu recompensa para quem encontrar o responsável.
Em foto de 9 de maio, divulgada nesta segunda-feira (11) pela ong Wildlife Victoria, um canguru é visto após cirurgia para retirada de uma flecha que o atingiu na cabeça. O animal foi operado por um veterinário do zoológico de Melbourne, na Austrália. Ele ficará em observação pelas próximas três semanas. 
"Foi um ferimento grande, mas como a flecha não parecia tê-lo atingido há muito tempo, a ferida ainda estava nova. Esperamos que ele se recupere", disse o veterinário responsável pela cirurgia, Michael Lynch. A ong Wildlife Victoria ofereceu uma recompensa de 10 mil dólares australianos para quem encontrar o responsável pela flechada. 

Bebê de 3 meses tem olhos, boca e genitália colados em Maceió

Jovem de 14 anos, ex-namorada do pai da vítima, é principal suspeita. Criança foi hospitalizada e recebeu alta na manhã desta segunda-feira.

Uma menina de 3 meses teve os olhos, a boca e a genitália colados com cola instantânea na noite deste domingo (10), em Maceió. A criança foi abandonada na porta de uma casa, que fica a cerca de 500 metros da residência dos pais, na periferia da capital alagoana.

 

Ela foi levada para o Pronto-Socorro do Tabuleiro, onde passou por cuidados médicos para descolar o corpo e já recebeu alta na manhã desta segunda-feira (11).

 

Segundo Aldo Campos, chefe de operações da Delegacia da Criança e do Adolescente, a principal suspeita é uma adolescente de 14 anos, que teria mantido um relacionamento com o pai da menina de 3 meses. "Eles viveram maritalmente pelo período de um ano e dois meses, mas terminaram o relacionamento há um ano."

 

Campos informou ainda que o pai da criança, que tem 20 anos e trabalha como servente de pedreiro, está casado com uma jovem de 16 anos, que é a mãe da vítima. "Segundo ele [pai da vítima], a ex-namorada nunca se conformou com o fim do relacionamento e começou a fazer ameaças."

 

O policial informou que a filha foi sequestrada de sua casa na noite deste domingo, quando a família dormia. "Apesar disso, o pai da vítima viu uma sandália caída perto da porta de sua casa. Ele reconheceu que o calçado era da jovem com quem tivera um relacionamento."

 

A adolescente chegou a ser agredida por moradores da região e foi socorrida por policiais militares. Ela foi levada para a Delegacia da Criança e do Adolescente, onde presta depoimento para a delegada Aureni Moreno, responsável pelo caso. 

 

Campos disse que a jovem de 14 anos nega as acusações.

Filho de colecionadora diz que roubo de quadros nos Jardins foi encomendado
Dois quadros de Portinari e um de Tarsila foram levados no domingo.  Polícia vai buscar imagens de câmeras de rua nos Jardins, em São Paulo.
O artista plástico Cláudio Maksoud, de 53 anos, disse acreditar que o roubo de quatro obras na casa de sua mãe, a colecionadora Ilde Maksoud, foi encomendado. “Levaram os três quadros mais importantes”, disse.  A ação ocorreu em uma residência de alto padrão na Rua Estados Unidos, nos Jardins, área nobre da capital paulista. A quadrilha chegou na manhã de domingo (10), dia em que a família se reuniria para o almoço do Dia das Mães. Por volta das 9h, os criminosos simularam uma entrega de flores e tiveram a entrada liberada. “O que me chamou a atenção e vai para o Guinness Book é que entraram 20 pessoas. Minha mãe foi acordada por um homem com metralhadora no quarto”, diz o filho. 

Ao todo, seis pessoas foram mantidas presas na casa pelos criminosos: quatro funcionários, a colecionadora Ilde Maksoud e uma parente.

 

A Polícia Civil acredita que 15 criminosos tenham participado da ação e que parte do grupo ficou mais de uma hora na casa.  Cláudio Maksoud conta que, durante a invasão, toda a casa foi revirada em busca de objetos de valor. "Foi como se tivesse passado um furacão”, contou o filho. Ele diz que os criminosos também procuravam um cofre, do qual levaram certa quantia em dinheiro e algumas joias.

 

Cláudio Maksoud evitou fazer uma avaliação das quatro obras roubadas, principalmente das três telas com maior valor de mercado: “Retrato de Maria” e “O Cangaceiro”, de Portinari, e da obra “Figura em Azul”, de Tarsila. Além delas, ainda foi levada o quadro "Crucificação de Jesus", do pintor “Orlando Teruz”. “Teruz tem grande valor artístico, é muito conceituado, mas não tem grande valor”, explica.  O prejuízo da família ainda poderia ter sido maior. “Os criminosos tinham retirado uma escultura do Victor Brecheret. Puseram dentro de mala, mas acabaram não levando.” 

Especialistas avaliam que os quadros roubados valem R$ 3,5 milhões.

Disfarce

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, um dos funcionários da casa observou que três dos oito homens que entraram na residência vestiam roupas com a inscrição "Polícia Federal". Ao G1, um dos funcionários disse que uma falha de segurança facilitou a ação dos criminosos: a entrega de uma vaso de flores foi liberada mesmo sem saber quem havia enviado. Durante todo o tempo do roubo, os quatro funcionários, a colecionadora e uma parente foram mantidos amarrados e foram ameaçados.

 

No domingo, a Polícia Civil informou que o caso será investigado por equipes do 78º Distrito Policial, localizado na mesma rua onde ocorreu o crime. Nesta segunda-feira (11), estabelecimentos comerciais vizinhos serão visitados por investigadores em busca de imagens de câmeras de segurança que forneçam pistas sobre os criminosos.

 

Com base no depoimento dos funcionários, a polícia elaborou três retratos falados de suspeitos, que devem ser utilizados na investigação. Até a noite de domingo, as imagens não tinham sido divulgadas.

Justiça condena homem a indenizar ex-namorada por fotos de sexo no Orkut

Formada na USP, ela teve que mudar nome e trabalhar em telemarketing. Ele foi condenado a pagar R$ 50 mil, mas vai recorrer contra a decisão.

Cinco anos após ter quase 50 fotos íntimas suas divulgadas no Orkut, uma mulher ganhou na Justiça de São Paulo o direito de receber uma indenização de R$ 50 mil do ex-namorado. O juiz do caso condenou o ex-colega de curso da vítima, que estudou com ela na Universidade de São Paulo (USP), por danos morais.

 

De acordo com a sentença, proferida em abril deste ano, dois após o fim do relacionamento, em 2003, o homem publicou no site de relacionamentos imagens da ex-professora em que ela aparece nua e praticando sexo oral, junto com o seu nome e o telefone.

Como a decisão foi dada em primeira instância, ele decidiu recorrer e seu advogado entrou com recurso. A defesa do homem alega que ele não foi o responsável pela divulgação das fotos na internet e que as provas produzidas não demonstraram sua responsabilidade.

Hoje com 30 anos, a mulher afirma que esconde da maioria das pessoas o próprio nome e que também desistiu da profissão. "Coloquei meu diploma embaixo do colchão para não amassar e perdi o contato com a maioria das pessoas que conhecia", diz ela.  Ela conta que perdeu o emprego de professora em um cursinho pré-vestibular 15 dias após a publicação das fotos. "Passei a receber uma enxurrada de recados pessoais e telefonemas de pessoas que me confundiram com uma garota de programa", afirma.

Fluente em inglês e com curso superior, a mulher diz ter ficado dois meses desempregada. "Consegui um emprego em um colégio de classe média alta onde trabalhei por dois anos, mas certo dia um aluno de 13 anos descobriu as imagens e tudo veio à tona novamente. No dia seguinte, me chamaram para uma reunião e me disseram: você terá condições psicológicas de continuar dando aula? E eu acabei saindo. Em solidariedade, uma amiga também saiu", conta.  A ex-aluna da USP conta que decidiu mudar de ramo quando perdeu o emprego de professora pela segunda vez. A partir daí, se tornou atendente de telemarketing bilíngue. Para não correr mais riscos, falava ao telefone sob o codinome Melissa. "O salário era metade do que ganhava como professora", diz. Atualmente no quarto emprego, na área administrativa de uma empresa, ela afirma que faz análise terapêutica para se recuperar dos traumas.

Confiança  O drama da ex-professora começou em 2000, quando a mulher e seu então colega de curso começaram a namorar. Os dois mantiveram relacionamento de três anos. Ela diz que as fotos foram feitas em um momento de paixão entre os dois. "Eu amava e confiava nele. Achava que iríamos nos casar", afirmou.

Mas seu parceiro não se conformou com o fim do relacionamento, conta a mulher. "Ele ficou decepcionado, foi embora e ficamos um ano e meio sem nos ver. Fiquei feliz ao saber que ele foi para a Espanha e que havia se casado. Pouco depois ele mandou um recado para minha página. Dizia: 'olha só o que eu fiz'."

A mulher alega que o ex-namorado clonou o perfil dela no Orkut e adicionou as fotos íntimas do casal. O material foi rapidamente copiado para outros endereços e uma das fotos chegou a ser capa de uma revista pornográfica no exterior, segundo ela.  De acordo com a ex-professora, a divulgação das fotos provocou muitos constrangimentos. Os colegas de trabalho e da escola viram as imagens e ela diz que teve de se afastar dos ambientes que construía cada vez que era identificada.

 

Procurado pelo G1, o site de buscas Google, responsável pelo Orkut, informou que as pessoas que se sentirem incomodadas com materiais ofensivos podem solicitar a retirada deles. Se o conteúdo analisado pelos técnicos for considerado ilegal, ele será eliminado.

 

Mesmo assim, a ex-professora afirma que seu drama continua. Segundo ela, porque embora os provedores tirem o material do ar, usuários voltam a colocar as fotos. "Temos de fazer o pedido para retirar as imagens constantemente. A gente se sente impotente diante de uma situação como essa", afirmou o advogado dela.  A ex-aluna da USP conta que uma vez estava no supermercado com a amiga quando encontrou um amigo de infância. Ele disse que viu as fotos dela na internet, o que bastou para ela encerrar a conversa de forma ríspida. "Isso não é coisa para você me dizer", disse para ele.  Ela conta que foi com a sua mãe procurar a Justiça no primeiro dia após a divulgação das fotos. "Eu quis processar porque não queria fazer justiça com as próprias mãos", disse a ex-professora.

A defesa do ex-namorado alega que ele não foi o responsável pela divulgação das fotos. "Todas as provas produzidas, inclusive a prova pericial técnica, não demonstraram a responsabilidade, e a sentença foi calcada em mera presunção de que o réu seria o único possuidor das fotos", disse o advogado do homem. Ele afirma que caberá à mulher comprovar a responsabilidade de seu cliente. 

Juiz saudita defende agressão a esposas que 'gastam demais'
Episódio ocorreu durante seminário sobre vilência doméstica. Hamad Al-Razine disse que 'ninguém nunca culpa as mulheres'.
Um juiz saudita defendeu a agressão doméstica a mulheres que 'gastarem demais o dinheiro de seus maridos', noticiaram nesta segunda-feira (11) a rede CNN e a agência de notícias France Presse - citando jornais locais.

Segundo as reportagens, em um seminário sobre violência doméstica, Hamad Al-Razine disse que, se um homem entrega o equivalente a US $ 320 a sua esposa e ela gasta US$ 240 para comprar uma abaya (roupa preta que cobre o corpo das mulheres muçulmanas), "e ele bate no seu rosto como uma reação à sua atitude, ela merece aquela punição".

 

As mulheres da audiência imediatamente protestaram contra a fala e ouviram como resposta que estavam falando com um juiz. Segundo a rede CNN, Al-Razine falou a frase enquanto tentava explicar o aumento da violência doméstica no país.

 

Ele afirmou que homens e mulheres dividem responsabilidades, mas que "ninguém nunca coloca nem uma parte pequena da culpa nas mulheres."

Papa chega a Israel para visita de 5 dias, pede paz e critica antissemitismo
Bento XVI chegou da Jordânia e foi recebido por Peres e Netanyahu. Além de Israel, o pontífice vai visitar a Cisjordânia.
O papa Bento XVI aterrissou nesta segunda-feira (11) no aeroporto de Tel Aviv para dar início a sua primeira visita como pontífice a Israel e ao território palestino da Cisjordânia. Já na chegada, ele pediu esforços pela paz no Oriente Médio e criticou o antissemitismo. O presidente e o primeiro-ministro israelenses, Shimon Peres e Benjamin Netanyahu, respectivamente, receberam o papa na escada do avião, junto a uma guarda de honra militar e uma grande representação das autoridades do Estado judeu.
O pontífice, que aterrissou em um avião da companhia jordaniana Air Jordan com uma bandeira israelense e outra do Vaticano na cabina, escutou, ladeado por Peres e Netanyahu, o hino nacional do Vaticano, o de Israel e a canção judaica "Jerusalém de Ouro".  Em seu discurso de boas-vindas, Peres disse que a visita do papa a Israel é uma missão espiritual da mais alta ordem, uma missão de paz, para "plantar sementes de tolerância e erradicar as más ervas do fanatismo".  "Chego a estes lugares para rezar de maneira especial pela paz na Terra Santa e no mundo todo", disse Bento XVI.  O papa defendeu uma solução justa e duradoura para pôr fim ao conflito entre israelenses e palestinos e insistiu em que as esperanças de um futuro seguro para homens, mulheres e crianças depende do sucesso das negociações de paz.  "Em união com todos os homens de boa vontade suplico a todos os que têm responsabilidade que explorem todos os caminhos para a busca de uma solução justa para que os dois povos possam viver em paz em sua pátria com fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas", pediu.  O papa, que visitará esta tarde o Museu do Holocausto, dedicou algumas palavras ao povo judeu "que sofreu as terríveis consequências de ideologias que negaram a dignidade do ser humano", e falou sobre seu desejo de "honrar a memória de seis milhões de judeus vítimas da Shoá (Holocausto)" e de "rezar para que a humanidade jamais seja testemunha de um crime dessa enormidade".  Bento XVI disse que infelizmente o antissemitismo continua levantando sua "repugnante cabeça em algumas partes do mundo", o que qualificou de "inaceitável".  O papa fez também uma chamada à liberdade religiosa na Terra Santa e mostrou sua esperança de que os fiéis das três religiões monoteístas possam se movimentar livremente por Jerusalém e que "todos os peregrinos tenham a possibilidade de ter acesso sem restrições aos santos lugares, participar de cerimônias religiosas e manter seus locais de culto".  Em referência a este assunto, Peres disse que "Israel salvaguarda a absoluta liberdade da prática religiosa e o livre acesso aos lugares santos", e assinalou que o país sempre fica contente em receber peregrinos de todo o mundo na Terra Santa.  "Minha casa deve ser chamada uma casa de oração para todas as nações", disse o presidente de Israel citando a passagem bíblica do livro de Isaías (56:7).  Esta tarde, o papa fará uma visita de cortesia a Peres em sua residência oficial, após o que visitará o Yad Vashem (Museu do Holocausto) e manterá um encontro com organizações envolvidas no diálogo inter-religioso no auditório de Notre Dame, aos pés da velha cidade de Jerusalém.  Terça-feira ele vai à cidade cisjordaniana de Belém, onde rezará uma missa na Praça da Manjedoura e visitará o campo de refugiados palestinos de Aida e na quinta-feira viaja para Nazaré, onde pronunciará uma homilia da qual vão participar 20 mil pessoas, antes de pôr fim a sua visita e retornar ao vaticano na sexta-feira.

Arqueólogos podem estar perto de encontrar local do túmulo de Cleópatra

Indícios da tumba da rainha foram achados perto de Alexandria. Objetivo é acabar com polêmicas sobre beleza e morte da 'faraoa'.

De uma hora para outra, os olhos do mundo se voltaram para o templo de Abusir, no deserto do Saara. Cientistas acreditam que está enterrado aqui um dos tesouros mais procurados pelos arqueólogos: a tumba de Cleópatra e de seu amante, o general romano Marco Antônio.  Num mundo machista, Cleópatra reinou como nenhum homem. Historiadores falam de sua beleza, inteligência e capacidade ímpar de seduzir. Mas a imagem que o mundo moderno tem da eterna rainha do Egito é a criada pelo cinema, com o rosto de Elizabeth Taylor.  Cléopatra foi a mulher de dois dos homens mais importantes de sua era. Apaixonado, Júlio César providenciou para que ela assumisse o trono do Egito sozinha. Com isso, Cleópatra se tornava a mulher mais poderosa do planeta. Com o assassinato de César em pleno Senado romano, dirigiu seu charme para o general Marco Antônio. Os dois se rebelaram contra Roma, mas a guerra foi perdida no mar. Ao pensar que Cleópatra havia morrido, Antônio cometeu suicídio com a própria espada. Ela, ao ver o marido morto, usou uma serpente para se matar também. Antes, pediu para ser enterrada num local secreto.

 

Taposíris 

Há 15 anos, a arqueóloga dominicana Kathlen Martinez se dedica a procurar esse lugar. De escavação em escavação, ela chegou à colina de Taposíris. Usando satélites e radares, os pesquisadores já sabem que existe um emaranhado de túneis e passagens secretas que interligam as tumbas na área. Isso torna Abusir um templo único no Egito -- e a possível chave de um grande mistério. Os satélites mapearam os arredores de Alexandria e acharam indícios da tumba de Cleópatra: moedas com a imagem da rainha, corpos de sacerdotes em posição fetal  -- típico dos que cometiam suicídio logo depois de enterrar seus amos. Por fim, veio a descoberta de um cemitério a menos de um quilômetro do velho templo. No Egito Antigo, os cemitérios dos mortais comuns ficavam sempre próximos da tumba de um rei ou rainha.

  O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, acompanha o trabalho dos arqueólogos há mais de 40 anos. Ele diz que nada se compara à descoberta que, na opinião dele, está prestes a acontecer.

 

"Saber, de fato, como Cleópatra era, com que tesouros foi enterrada, como viveu e morreu, poder comprovar a história, desmistificar o que é lenda -- este lugar pode nos dar tudo isso. Mas, por mais que se descubra sua tumba, Cleópatra manterá ao redor de si uma aura de mistério", diz Hawass.

Jornalista iraniano-americana deixa cadeia em Teerã

Roxana Saberi teve pena reduzida por tribunal de apelação. Ex-miss havia sido condenada por espionagem pró-EUA.

A jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, que havia sido condenada no Irã por espionagem pró-EUA, foi libertada nesta segunda-feira (11) da cadeia de Evin, em Teerã, segundo fontes judiciárias iranianas.  Saberi, que também é ex-miss, deixou a cadeia depois que uma corte de apelação reduziu sua pena de oito anos para dois anos, com suspensão.  Salahe Nikbaj, advogado de Roxana, confirmou a suspensão da pena. Segundo ele, Roxana será proibida de exercer o jornalismo no país durante cinco anos.

 

O julgamento da apelação ocorreu no domingo, mas o veredicto ainda não havia sido anunciado.

 

Roxana chegou a fazer greve de fome no cárcere em protesto contra sua condenação, segundo a sua família.  A jornalista e ex-miss, de 32 anos, foi detida em janeiro em Teerã, onde mora desde 2003, e condenada em abril a oito anos de prisão por um tribunal revolucionário da capital iraniana acusada de espionagem a favor dos Estados Unidos. A sentença foi duramente criticada pelo Departamento de Estado dos EUA e pelo presidente Barack Obama. Roxana Saberi nasceu e cresceu nos Estados Unidos. Ela é iraniana por parte de pai, que obteve a nacionalidade americana. O Irã, no entanto, não reconhece o princípio de dupla cidadania.

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