Nesta manhã, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que não participou da reunião para o adiamento, pediu novamente a leitura. “O que vale não é o acordo de líderes, mas o direito da minoria. Supondo que eu estivesse lá, eu poderia ter mudado de idéia. Já casei mais de uma vez”.
Na quinta-feira, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, visitou o Senado e disse que a CPI pode imobilizar a empresa. O líder tucano afirmou que não há intenção da oposição em prejudicar a empresa. "Contra a Petrobras é quem possa por ventura estar roubando lá dentro". O requerimento lido é de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e conta com a assinatura de 32 senadores de cinco partidos, PSDB, DEM, PMDB, PTB e PDT. O objetivo é investigar fraudes em licitações e denúncias de desvio de royalties de petróleo, apontados pela Polícia Federal, além de irregularidades em contratos para a construção de plataformas e da refinaria Abreu e Lima (PE), apontados pelo Tribunal de Contas da União. A suposta utilização de artifícios contábeis para reduzir o recolhimento de tributos e possíveis irregularidades em patrocínios também estão no requerimento. Na justificativa, Dias manifesta preocupação com as seguidas denúncias contra a Petrobras e a ANP. “É preocupante que a maior empresa estatal brasileira tenha passado a freqüentar as páginas policiais da imprensa".
Outras CPIs
Além do requerimento de criação da CPI da Petrobras protocolado esta semana foram lidos outros três requerimentos. Um deles, de agosto de 2007, também pede investigações sobre a estatal e foi protocolado pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP). Neste caso, a CPI seria somente sobre denúncia de irregularidades em contratos para construir duas plataformas de petróleo.
Os outros requerimentos pedem investigações sobre a Amazônia, com foco na demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. O outro pedido é de uma CPI para investigar o apagão educacional do país, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Em um mês, programa habitacional tem pedidos para 55 mil moradias
Caixa Econômica Federal analisa 270 projetos de construtoras. Setor espera contratar mais de 600 mil moradias até meados de 2010.
Após um mês de funcionamento, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, tem 270 projetos analisados pela Caixa Econômica Federal (CEF). Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) feito a pedido do G1 revela que as construtoras pediram financiamento para 55 mil moradias até agora.
O programa, que pretende viabilizar a construção de pelo menos um milhão de moradias nos próximos anos, foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 de março, mas sua operação começou oficialmente em13 de abril. A maior parte dos projetos no programa Minha Casa, Minha Vida estão concentrados na região Sudeste. O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, disse que a expectativa do setor é que nos próximos 60 dias a Caixa esteja analisando contratos de aproximadamente 300 mil unidades habitacionais. “Em 60 ou 90 dias teremos cerca de 300 mil unidades em andamento na Caixa”, disse o empresário. Os dados da Caixa Ecônomica, atualizados até o dia 8 de maio, mostram que os 270 projetos em estudo se referem ao financiamento de 46.859 moradias. Segundo a Caixa, os dados da CBIC são mais atualizados.
Dos projetos em estudo, 37 pedem o financiamento de 11.198 moradias para mutuários com renda entre zero e três salários mínimos. Nessa modalidade, o subsídio do governo federal é quase total. O mutuário paga uma prestação mínima de R$ 50,00 e ainda tem garantia de não perder o imóvel mesmo que fique inadimplente. Outros 120 projetos em análise pela Caixa pedem o financiamento de 18.581 moradias para mutuários com renda entre três e seis salários mínimos. Para esse grupo de mutuários, o programa subsidia o valor da prestação, e a taxa de juros do financiamento varia entre 5% e 6% ao ano. Esses mutuários também têm acesso ao fundo garantidor, que permite inadimplência por até 36 meses. Outros 113 projetos do total de 270 em análise pela Caixa pedem financiamento de 17.354 habitações para mutuários com renda entre seis e dez salários mínimos. Nesse caso, o programa federal pretende financiar com juros subsidiados 200 mil moradias.
Bom desempenho
O presidente da CBIC elogiou o desempenho inicial do programa e disse apostar que até a metade do ano que vem a Caixa estará analisando o financiamento de pelo menos 600 mil habitações. “Nossa previsão é que tenhamos entre 600 mil e 650 mil unidades em andamento na Caixa, com contratos em análise. Isso falando por baixo”, afirmou. Segundo ele, a greve em algumas áreas da banco não está afetando o programa na área de análise até agora, mas as construtoras enfrentam dificuldades em outros projetos. “A greve na Caixa Econômica Federal que está atrapalhando um pouco, mas não na avaliação dos projetos habitacionais. Mas as áreas ligadas à engenharia, medições e fiscalização estão paradas”, reclamou. Para o empresário, o programa não vai parar quando atingir o objetivo de se construir um milhão de moradias. “Nosso objetivo é não ficar no um milhão de moradias. Queremos atender a demanda de 7,5 milhões de unidades, que é o déficit total do Brasil. Nós achamos que o programa Minha Casa, Minha Vida é o começo de um projeto nacional. Foram abertos os caminhos jurídicos e fiscais para isso”, analisou.
Concursos nos estados da Região Sul somam mais de 2 mil vagas
Há vagas para todos os níveis de escolaridade. Secretaria de Saúde do Paraná oferece 1.311 vagas.
Os concursos com inscrições abertas ou com data definida para começar nos estados da Região Sul somam ao menos 2.276 vagas em seis órgãos do Executivo e do Judiciário. Há vagas para todos os níveis de escolaridade.
O maior número de vagas está na Secretaria de Saúde do Paraná. São 1.311 vagas para contratação temporária. Os salários vão de R$ 629 a R$ 2,2 mil, além de gratificação de R$ 700.
O Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina oferece o maior salário: R$ 19,9 mil. São duas vagas para o cargo de juiz substituto. O concurso foi suspenso por uma liminar do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), mas a decisão manteve as inscrições abertas até esta sexta-feira (15). A suspensão do concurso vale até que o conselho tome uma decisão final sobre o assunto. Também estão abertas incrições para o concurso da Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Ascar/RS) e da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), mas não há vagas definidas. A seleção é para cadastro de reserva para cargos de nível médio e superior. O salário vai até R$ 2,2 mil.
Confira lista de concursos e oportunidades
Mohammed D'Ali é condenado a 21 anos pela morte de jovem inglesa
Jurados condenaram a 19 anos de reclusão pelo crime de homicídio. Outros dois anos da condenação foram referentes à ocultação do cadáver.
Após 14 horas e meia de julgamento no Tribunal do Júri de Goiânia, os jurados decidiram pela condenação do jovem Mohammed D'Ali dos Santos a cumprir pena de 21 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte e ocultação do cadáver da jovem inglesa Cara Marie Burke, 17 anos. O crime foi cometido em 26 de julho de 2008. A decisão foi lida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, às 23h desta quinta-feira (14).
Em relação ao crime de homicídio, Mohammed foi condenado a 20 anos de reclusão, reduzindo-a em seis meses para cada atenuante (ser menor de 21 anos e réu primário), totalizando, então, 19 anos de reclusão em regime fechado.
Pelo crime de ocultação de cadáver, Mohammed foi condenado a 2 anos de reclusão, também em regime fechado. Os jurados ainda decidiram por uma multa de 150 dias/multa, sendo que cada dia deve ser considerado como um trigésimo do valor do salário mínimo vigente à época do crime.
Debate
Durante o debate entre defesa e acusação, o advogado George Hidasi, que defende Mohammed, disse que o cliente cometeu "crime brutal e monstruoso", mas pediu pena branda por ele ter problema mental.
A etapa começou às 17h15, cerca de oito horas após o início do julgamento. O primeiro a falar foi promotor Milton Marcolino, que defendeu a tese de que o réu devia ser condenado em sua plenitude, sem abatimento da pena por possíveis problemas mentais de Mohammed, que ele considera não existir.
Do outro lado, às 19h15, Hidasi disse que Mohammed é semi-imputável e que devia ser condenado por dois crimes: a morte de Cara Marie Burke, em julho de 2008, e a ocultação do cadáver. "Tenho vontade de estrangular o Mohammed pelo crime que ele cometeu. Ele deve responder pelo crime que cometeu, mas na forma que a legislação penal rege, com redução da pena, pois ele tem problema mental."
Acusação
A tese da promotoria foi mostrar que Mohammed não vivia em situação paupérrima e que o crime foi planejado. Marcolino fez menção a Mohammed ter custeado as passagens aéreas para Cara vir ao Brasil duas vezes. Segundo o promotor, Mohammed queria que Cara viesse para o Brasil para casar com ela e, assim, poder ter facilidade para sair e entrar na Inglaterra.
O promotor citou o ataque às torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001, em Nova York, para falar que Mohammed teria descendência árabe e que estaria sofrendo represálias para viajar para fora do Brasil, principalmente para a União Européia. Marcolino disse ainda que os exames toxicológicos feitos no corpo de Cara não detectaram vestígios de drogas. Segundo ele, a vítima não gostava de entorpecentes, pois o pai morrera de overdose na Inglaterra.
"Ele cometeu o crime no sábado, pois a empregada estava de folga e só voltaria no domingo, mas ligou para ela apenas retornar ao trabalho na terça-feira. Mohammed aumentou o volume do aparelho de som para que Cara não conseguisse pedir ajuda", disse Marcolino. O promotor disse ainda que o jovem planejou a fuga, tanto que não foi preso em casa e ainda chegou a monitorar a presença de policiais na frente de sua casa.
"A foto tirada por Mohammed, pelo celular, do corpo da vítima esquartejada foi enviada por ele mesmo e circulou o mundo todo pela internet. Isso mostra que ele é uma pessoa má e não uma pessoal com problema mental", alegou o promotor.
Marcolino disse que a defesa tentou sensibilizar os jurados alegando que Mohammed agora sabe a dor que é ficar longe de um filho, mas questionou qual seria a dor de uma mãe que recebe a foto da filha esquertejada. O promotor, porém, também tentou sensibilizar as quatro mulheres do corpo de jurados, dizendo que se trata de um crime cometido contra a mulher. O júri é composto por quarto mulheres e três homens.
Confissão
Mohammed, em seu depoimento, confessou ter matado e esquartejado a jovem inglesa Cara Marie, de 17 anos.
Ele disse que conheceu a vítima em 2006, em Londres, durante uma festa na casa de um amigo chamado “Dudu”. Afirmou ainda que não namorou a vítima e que eram apenas amigos. Ele contou que os dois vieram juntos para o Brasil, pois a vítima queria conhecer o país. Segundo Mohammed, na Inglaterra, Cara morava com a mãe, Anne Burke, pois o pai era falecido. Ele disse que passou a morar junto com a jovem inglesa, em Goiânia, mas que nunca namoraram ou tiveram qualquer relação sexual. O réu afirmou ainda que tinha bom relacionamento com a vítima.
O réu disse que Cara Marie usava maconha e cocaína. Que ela morou dois meses com ele, voltou para Londres e retornou ao Brasil, período em que morou outras duas semanas com Mohammed e saiu do apartamento para morar com o namorado. “Ela ficava, ao mesmo tempo, com um policial da Rotam”.
A morte
“Cara me ligou para dizer que queria voltar a morar comigo, mas que teria de avisar o namorado. Joguei 50 gramas de cocaína na mesa para cheirar. Ela me pediu dinheiro e me disse que para droga eu tinha. Eu respondi que não era o pai dela. Ela me disse que iria ligar para o policial que ela estava ficando para buscar a droga dela e fazer um dinheiro com a droga”, disse Mohammed. “Quando ela colocou o telefone na orelha. Eu aumentei o volume do som, tapei a boca dela e comecei a furar as costas dela. Isso foi na sala do apartamento”, disse o réu.
“A faca já estava comigo para cortar a pedra de cocaína. No dia em que aconteceu tudo, eu já tinha usado cocaína durante quatro dias seguidos”. Segundo Mohammed, Cara segurou a faca, ele cortou a mão dela, mas ela continuou a se defender. “Mordi o braço dela. Não tinha noção do que estava fazendo, só depois que vi o que fiz.” “Não lembro onde a esfaqueei. Não vi, não. Só saí ‘distribuindo’, sem saber onde a estava atingindo. Ela caiu morta na mesma hora. Eu arrastei o corpo para o quarto, fui tomar banho e depois arrastei o corpo para o banheiro”, disse Mohammed. “Eu fui até o supermercado, comprei uma faca por cerca de R$ 10 e voltei para casa. Fiquei pensando em como tirar o corpo de casa e o jeito era cortar o corpo e colocar na mala. Cortei primeiro as pernas, os braços e depois a cabeça”, disse o réu no depoimento. “Coloquei o tronco em um saco plástico e depois em uma mala. A cabeça e os membros eu coloquei em outros sacos plásticos e em outra mala”, disse Mohammed ao juiz. Os membros da vítima foram jogados no Ribeirão Sozinha. No mesmo dia, ele pegou a outra mala, com o tronco da vítima, e levou até o Rio Meia Ponte.
Imagens mostram homem furtando cofrinho de doação no interior de SP
O crime ocorreu em uma padaria em Catanduva. Segundo a polícia, ele confessou já ter furtado pelo menos 14 cofrinhos.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que um ladrão roubava um cofrinho com doações para um hospital em uma padaria no Centro de Catanduva, a 385 quilômetros de São Paulo. O suspeito foi preso.
As imagens do circuito interno de segurança mostram o momento no qual o homem, sem camisa, se aproxima do caixa, distrai os atendentes e joga a camiseta em cima do cofrinho. Em seguida, ele pega a camisa com o cofrinho embaixo e sai sem que os atendentes percebam a ação. Na quinta-feira (14), após uma tentativa frustrada de assalto em um bar na periferia da cidade, ele foi reconhecido.
Segundo a polícia, na delegacia, o suspeito confessou ter furtado pelo menos 14 cofrinhos em diversos pontos de arrecadação. De acordo com o que o suspeito contou à polícia, o primeiro furto ocorreu no batalhão da Polícia Militar de Catanduva. A polícia suspeita que nos cofrinhos furtados havia pelo menos R$ 500.
Figuras orientais são tendência em convenção de tatuadores no Recife
Dragões e símbolos da escrita japonesa são os preferidos dos tatuados. Tatuador diz que mulheres estão 'dominando os estúdios de tatuagem'.
O Oriente está na moda quando o assunto é tatuagem. As cores vibrantes de dragões e carpas, imagens típicas da cultura oriental, além de símbolos usados nas escritas japonesa e chinesa e figuras da cultura indiana são os preferidos de quem quer marcar o corpo com a arte. Essas e outras tendências poderão ser conferidas na 7ª Convenção Internacional de Tatuagem, que começa nesta sexta-feira (15), no Recife.
Segundo o tatuador e organizador da convenção, Sandro Silva, conhecido como Negrado, 160 tatuadores de todo o país estarão presentes, exibindo seus trabalhos e tatuando visitantes. Apesar do nome, entretanto, o evento não contará mais com tatuadores internacionais. “Esperávamos dois tatuadores que viriam de fora, um deles famoso na Itália, mas eles desmarcaram em cima da hora”, diz.
Quem for à convenção poderá ver, dentre outros tipos de desenhos, aqueles que têm sido os mais pedidos pelos tatuados. “Ultimamente, além das imagens relacionadas com a cultura oriental, também está na moda tatuar nome de familiares, pessoas queridas, além das figuras com motivos religiosos, como o rosto de Jesus ou a imagem de Maria”, afirma Negrado.
O tatuador, que contabiliza mais de 15 anos de experiência, diz que as tatuagens do tipo tribal, sucesso há alguns anos, já não estão mais entre as preferidas. “O pessoal agora está interessado em cores, por isso as imagens orientais fazem tanto sucesso”, diz.
O pé delas “De 5 anos para cá, as mulheres passaram a dominar os estúdios de tatuagem. Historicamente, a maioria de clientes sempre foi de homens, mas já faz tempo que houve uma inversão”, afirma Negrado. Segundo o tatuador, em um mês, três de seus clientes são homens, contra 15 mulheres.
“E o pé é a parte que elas mais gostam de tatuar. A preferência é sempre pelas figuras mais coloridas, delicadas, como flores, estrelas, borboletas e outras”, conta o tatuador.
Cuidados
O organizador da convenção usa a experiência que tem para alertar quem pretende fazer uma tatuagem. “Saber escolher o profissional e o lugar onde será feita a tatuagem são coisas fundamentais, tanto porque a figura fica para sempre, quanto pelo risco de se contrair doenças. O estúdio tem que ter um ambiente agradável e o tatuador deve transmitir confiança”.
O tatuador ressalta que o cliente, antes mesmo de escolher a figura de sua tatuagem, deve verificar como o profissional esteriliza seu equipamento. “O cliente deve pedir para ver. Tudo deve ser esterilizado em uma autoclave, um aparelho como os que são usados para esterilizar material hospitalar. Se o estúdio não tiver uma autoclave, com certeza ele não é confiável e há um grande risco de contrair doenças como a hepatite”, afirma Negrado.
Defesa diz que Suzane já poderia estar trabalhando fora da cadeia
Advogado afirmou que Justiça deve ter decisão nos próximos dias. Para promotor, tempo não é único critério para progressão de regime.
A defesa da jovem Suzane Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais ocorrido em outubro de 2002, afirma que ela já cumpriu um tempo de pena suficiente para poder passar para o regime semiaberto. Nesse sistema, o preso pode trabalhar ou fazer cursos durante o dia, fora da penitenciária, e voltar à noite para dormir na cela. O promotor Roberto Tardelli, responsável pela acusação, pondera. Ele afirma que são necessários outros critérios, além do tempo, para a progressão do regime.
Na quarta-feira (13), uma decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes determinou que a Justiça paulista recalcule a pena da jovem. De acordo com o STJ, ela tem 334 dias a serem remidos, isto é, considerados como pena cumprida em função de trabalho realizado dentro do sistema penitenciário. Condenada a 39 anos e seis meses de reclusão, ela cumpre pena na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 147 quilômetros de São Paulo.
O STJ informou que a defesa de Suzane protestava contra a forma como foi calculada a pena. "Descontou-se o tempo remido do total da condenação para, a partir daí, calcular todos os benefícios a que tenha direito eventualmente", informou em nota o tribunal. O entendimento do STJ é de que o tempo remido não deve ser abatido do total da pena aplicada, mas somado ao tempo de pena cumprida.
Defesa
O advogado da jovem, Denivaldo Barni Júnior, disse que a determinação do STJ foi uma grande vitória para a defesa e que já deu entrada num pedido de progressão de regime da jovem desde dezembro do ano passado na Vara de Execuções Penais de Taubaté. Segundo ele, o tempo de condenação dela foi reduzido por duas ações impetradas no STJ anteriormente. O advogado, no entanto, disse não poder informar qual o tempo total de condenação da jovem atualmente porque a decisão do tribunal ainda não foi publicada. “Prefiro que eles [o STJ] se pronuncie oficialmente”, afirmou.
O STJ informou que a pena de Suzane foi reduzida em outubro do ano passado para 19 anos de prisão por cada homicídio, ou seja, 38 anos de detenção (pelas mortes do pai e da mãe). A decisão da 6ª Turma foi tomada por três votos a dois no dia 2 de outubro de 2008. O STJ não estendeu, no entanto, a redução de pena para os irmãos Christian e Daniel Cravinhos, também condenados pelo crime. Daniel era namorado de Suzane antes do crime.
Progressão
O advogado de Suzane acredita que, com as últimas decisões do STJ, ela já tem direito à progressão. “Ela já cumpriu mais de cinco anos e desde dezembro do ano passado já pode progredir de regime”, disse o defensor, esclarecendo que a progressão ocorre após o cumprimento de um sexto da pena.
Segundo o advogado, a jovem tem um bom comportamento na penitenciária e ele espera que a Justiça decida nos próximos dias sobre o pedido de progressão de regime. Suzane, segundo ele, trabalha fazendo serviços gerais na unidade prisional. Barni Júnior acredita que ela já esteja sabendo da decisão do STJ porque a jovem pode assistir televisão na prisão.
Especialista O conselheiro seccional da OAB-SP e advogado criminalista Sergei Cobra Arbex afirmou que a decisão do STJ foi acertada. Segundo ele, já existe jurisprudência consolidada de que o tempo trabalhado deve ser somado ao período de pena cumprida.
O promotor Roberto Tardelli disse nesta quinta-feira que, mesmo que ela tenha cumprido o tempo necessário para a progressão de regime, o juiz irá analisar outros requisitos. “Se houvesse necessidade só de tempo, não precisaria de juiz. Você colocaria um despertador para cada preso e ele saía quando acabasse o tempo. A questão é saber se ela preenche esses [outros] critérios”, disse. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo disse que a decisão do STJ já chegou à Vara de Execuções Penais de Taubaté e foi encaminhada junto com o restante do processo para parecer do Ministério Público Estadual.
Cafeína pode não ser a responsável pelo 'efeito despertador' do café
Impressão de que substância ajuda pode estar ligada a simples vício nela. Quando comparada com placebo, cafeína pouco alterou o organismo.
Pode ser que você não precise daquela xícara de café. Um estudo descobriu que, assim que as pessoas passam pelo processo de retirada de cafeína, elas se sentem tão despertas com um placebo quanto com a cafeína. Cientistas dividiram 16 usuários regulares de cafeína em dois grupos. Um deles foi mantido por três semanas com 400 miligramas de cafeína por dia (a quantidade em cerca de meio quilo de café forte), e o outro passou três semanas com um placebo. Então, os grupos foram trocados. A troca para a cafeína ou para o placebo causou mudanças agudas no fluxo sanguíneo ao cérebro e nas leituras de encefalografia. Aqueles que mudaram para o placebo sofreram dores de cabeça e diminuição de energia e atenção. Porém, não houve diferenças significativas entre os dois períodos de manutenção – ou seja, se a pessoa consumiu consistentemente cafeína ou placebo, a maioria das medições fisiológicas e todas as medições subjetivas de atenção e fadiga foram idênticas. O único benefício aparente do consumo de cafeína foi que ele evitou os sintomas da retirada. O estudo aparece na publicação especializada "Psychopharmacology".
A principal autora, Stacey Sigmon, professora associada de pesquisa em psiquiatria na Universidade de Vermont, sugere que os usuários habituais de cafeína podem estar enganando a si mesmos. “Desenvolve-se uma tolerância”, disse ela, “e você passa a não obter nenhum benefício”. Sigmon é consumidora de café, e não tem planos de parar.
Jornalista irano-americana Roxana Saberi chega a Viena
'Vou passar alguns dias em Viena, pois é um lugar tranquilo', disse. Saberi estava com seu pai, sua mãe e seu irmão.
A jornalista irano-americana Roxana Saberi, libertada em 11 de maio em Teerã, chegou de avião nesta sexta-feira (15) ao aeroporto de Viena.
"Vou passar alguns dias em Viena, porque é um lugar tranquilo e relaxante", declarou à agência de notícias France Presse ao chegar, sem dizer quando voltará aos EUA.
Saberi estava com seu pai, sua mãe e seu irmão.
A jornalista foi libertada segunda-feira em Teerã após a redução de sua pena, de oito anos de prisão, por espiar para os Estados Unidos, para dois anos de prisão com suspensão.
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